Extra, extra! Esse mês vocês podem me ler também nas bancas de jornal! Escrevi uma matéria sobre gravidez de risco para a revista CLAUDIA Bebê.
São depoimentos de 4 mães (que nas fotos aparecem com seus bebês fofos!) sobre a batalha que é enfrentar uma gestação com uma doença crônica. As moças abriram seus coraçõezinhos para me contar sobre como é ser uma grávida com diabetes, hipertensão, asma e cardiopatia. Me falaram da raiva que dá quando percebem que não se pode ter controle sobre o próprio corpo, sobre a angústia de pensar que você pode estar fazendo mal para o bebezinho dentro da sua barriga, sobre a maratona de cuidados e restrições que precisaram seguir (e a força de vontade que cresce junto com a barriga!) e finalmente, dividiram comigo a alegria enorme que é ter o bebê saudável nos braços depois de enfrentar tudo isso.
São histórias muito bacanas, que muitas vezes me deixaram bem emocionada. Mas contadas por mulheres que não se fazem de vítima – encaram bem as doenças e enfrentam tudo de peito aberto, com naturalidade.
Não foi fácil achar as personagens para a matéria. Foram umas 3 semanas correndo atrás de médicos, hospitais, ONGs, assessores e blogueiras que pudessem me indicar mamães com as 4 doenças que topassem falar sobre suas experiências. Foram tantos telefonemas que quase fiquei doida. Pensava em desistir. Jornalista sofre, sério. Mas não desiste. Tinha horas em que eu sentava aqui no computador com o Luisinho no meu colo e fazia umas 10 ligações enquanto ele mamava, pulava ou tentava comer o fio do telefone (ele adora o fio). No fim, encontrei personagens ótimas.
Por isso agradeço muitão à Luciana, Ivaloo, Cristiane e Michelle, que toparam dar os depoimentos e contribuiram para quebrar o tabu que ainda é falar sobre essas doenças. Obrigada também às pessoas que me ajudaram a encontrá-las. E, claro, aos médicos que toparam explicar todos os tratamentos e cuidados com muita paciência.
Imagine ter que passar os 9 meses na cama, porque até uma simples caminhada até o banheiro pode ser o bastante para descompensar seu coração? Foi o que aconteceu com a Cristiane Komel, que tem uma cardiopatia. Ou ter que furar a ponta do dedo até 6 vezes por dia para medir o nível de glicose no seu sangue? Era o que fazia a Luciana Oncken, autora do blog Viver com Diabetes.
Difícil, né? Mas o que eu achei mais legal descobrir foi que engravidar com algumas dessas doenças também tem suas partes positivas. Dois exemplos geniais: a gravidez pode curar a hipertensão e a amamentação ajuda a controlar a diabetes.
E o mais legal é que essas histórias nos ajudam a perceber que a gente se adapta a tudo nessa vida, que quase tudo tem remédio e que a maior parte dos nossos medos tem solução. Nenhuma gravidez no mundo é só flores – seja ela acompanhada de alguma doença ou totalmente “normal”. Quem passou por uma sabe bem: de vez em quando despenca uma avalanche de grilos, medos, preocupações (que algumas vezes tem fundamentos, muitas outras não). Eu tinha um monte. Mas uma hora a gente aprende: todos eles passam.
E aí o bebê nasce e aparecem outros vários. Mas isso aí já é outra história…





