Pra mim, nunca foi difícil escolher. Antes de engravidar, já sabia que o nome do meu filho seria Luís. Era uma decisão que já tinha sido tomada quando era criança e brincava de bonecas (e bonecos meninos, que se chamavam Luís). Eu só não contava com o fator “pai”, uns seres que, depois fui descobrir, por um acaso também tem algum direito sobre a escolha dos nomes dos filhos. Damn it! Estava iniciada a batalha.
O Leandro não queria Luís, mas eu queria muito Luís e ele não tinha nenhuma ideia de outro nome melhor, então no fim das contas acabei batendo o pé e dizendo “tá dentro da minha barriga, eu escolho!”. E o meu maior argumento era ” mas o nome dele é esse!”. O Luisinho nasceu em época de eleições presidenciais e, é claro que ele fazia a piadinha básica do “É Luís Inácio” quando alguém perguntava se esse nome era homenagem a alguém. Nem adiantou sacanear. O nome ficou Luís e pronto. E combinamos que ele escolhe como vamos chamar o próximo filho.
Só espero que não me venha com nenhuma bomba, como a do cara que lançou uma campanha no Facebook pra colocar o nome do filho de Jaspion. A mulher concordou que se ele conseguir 1 milhão de “likes”, ela aceita. Se deu mal, coitada: pelo menos 100 mil ele já tinha nessa segunda-feira à tarde. Mais um pouco e ela fica com um Jaspion na barriga (foi mal, amiga… não me aguentei e já dei um like também…).
Bom, ainda desconfio que a história toda é sacanagem (tomara), mas se não for, tenho pena da moça que vai carregar um Jaspion na barriga pelos próximos meses. Na falta de sorte e não querendo descumprir a promessa, recomendo que ela tente convencer o marido a adotar algum outro nome nerd mais “amigável”, tipo Luke (sem o Skywalker) ou Sheldon, ou pelo menos Kyojuu, que é o primeiro nome japonês do Jaspion. Parece miojo, já dá pra sacanear bastante, mas pelo menos soa melhorzinho, né?
Aliás, eu também gostava de Jaspion quando era criança. Ainda bem que o nome que ficou na minha cabeça (e depois na minha barriga) foi Luís, né?
Ele vai passar a vida inteira ouvindo “Só Luís?” e “É com S ou com Z? Tem acento no i?”, mas não vai sofrer bullying na escola nem ver o cara do cartório eleitoral tentando se segurar pra não rir do nome dele. Já o pequeno Jaspion…







