27 de junho de 2011

Como escolher um nome para o bebê?

Pra mim, nunca foi difícil escolher. Antes de engravidar, já sabia que o nome do meu filho seria Luís. Era uma decisão que já tinha sido tomada quando era criança e brincava de bonecas (e bonecos meninos, que se chamavam Luís). Eu só não contava com o fator “pai”, uns seres que, depois fui descobrir, por um acaso também tem algum direito sobre a escolha dos nomes dos filhos. Damn it! Estava iniciada a batalha.

O Leandro não queria Luís, mas eu queria muito Luís e ele não tinha nenhuma ideia de outro nome melhor, então no fim das contas acabei batendo o pé e dizendo “tá dentro da minha barriga, eu escolho!”. E o meu maior argumento era ” mas o nome dele é esse!”. O Luisinho nasceu em época de eleições presidenciais e, é claro que ele fazia a piadinha básica do “É Luís Inácio” quando alguém perguntava se esse nome era homenagem a alguém. Nem adiantou sacanear. O nome ficou Luís e pronto. E combinamos que ele escolhe como vamos chamar o próximo filho.

Só espero que não me venha com nenhuma bomba, como a do cara que lançou uma campanha no Facebook pra colocar o nome do filho de Jaspion. A mulher concordou que se ele conseguir 1 milhão de “likes”, ela aceita. Se deu mal, coitada: pelo menos 100 mil ele já tinha nessa segunda-feira à tarde. Mais um pouco e ela fica com um Jaspion na barriga (foi mal, amiga… não me aguentei e já dei um like também…).

Bom, ainda desconfio que a história toda é sacanagem (tomara), mas se não for, tenho pena da moça que vai carregar um Jaspion na barriga pelos próximos meses. Na falta de sorte e não querendo descumprir a promessa, recomendo que ela tente convencer o marido a adotar algum outro nome nerd mais “amigável”, tipo Luke (sem o Skywalker) ou Sheldon, ou pelo menos Kyojuu, que é o primeiro nome japonês do Jaspion. Parece miojo, já dá pra sacanear bastante, mas pelo menos soa melhorzinho, né?

Aliás, eu também gostava de Jaspion quando era criança. Ainda bem que o nome que ficou na minha cabeça (e depois na minha barriga) foi Luís, né?

Ele vai passar a vida inteira ouvindo “Só Luís?” e “É com S ou com Z? Tem acento no i?”, mas não vai sofrer bullying na escola nem ver o cara do cartório eleitoral tentando se segurar pra não rir do nome dele. Já o pequeno Jaspion…

POR Gisela Blanco    |    
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22 de junho de 2011

Como fazer um bebê engatinhar

Senhoras e senhores! A mamãe aqui orgulhosamente apresenta: Luisinho engatinhando!

Mas não foi fácil. Para incentivar meu bebê de 8 meses a se mexer, precisei lançar mão de técnicas avançadíssimas de estimulo infantil. Observem:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=nn27a2_dIow&w=425&h=349]

20 de junho de 2011

O primeiro jabá a gente nunca esquece

Quando eu era adolescente, em algum momento decidi que queria ser jornalista pra ganhar CDs, viajar de graça e ser convidada pra várias festas e shows. Hoje eu recebo fraldas e lencinhos umedecidos pra limpar bumbum de nenem.

Mas eu acho é bom. Ainda na faculdade percebi que ser jornalista não era aquela mamata toda e que boa parte dos CDs que eu ganharia eram de bandas que eu nunca pagaria pra ouvir e que show bom é aquele a que você vai pra se divertir e não pra trabalhar. Já as fraldas foram realmente úteis. Já usei todas (quer dizer, eu não, o Luisinho).

Então ó, dona Huggies Turma da Mônica (que mandou essa caixona cheia de coisinhas aí outro dia), querendo mandar, tá sempre bem-vinda, viu?

Bom, então apesar desse post aparentemente ter sido comprado pelo jabá da caixona, vou aproveitar o assunto pra fazer um breve review de fraldas descartáveis. Dando nome aos bois logo de cara, as únicas que prestam mesmo são a Turma da Mônica aí supracitada e a Pampers. Mas são ambas OS OLHOS DA CARA (nunca sai por menos de R$ 40 um pacote com 54 tamanho M). E você paga os olhos da cara pro seu bebê fazer você sabe bem o quê nelas. Mas tem que ser assim. As outras todas são uma porcaria e vazam SEMPRE. Outro dia resolvi comprar uma fralda genérica pq o precinho tava camarada (1/3 das duas que eu citei aí) e a porcaria era tão tão tãoooo porcaria que vazava xixi em menos de 1 hora e o bebê fica sempre molhado. E aí tem que trocar a roupinha toda, o que nesse frio é uma desgraça. Então não temos muitas alternativas.

Aliás, descobri que o Buscapé não presta pra fazer comparação de preço de fralda. Se você busca pela marca, aparece pacote de todo tamanho e com unidades diferentes, então fica difícil saber onde realmente está mais barato. E os preços de farmácias também  não aparecem lá.

Falando de tamanhos, outro problema das fraldas (de todas as marca) é que elas simplesmente não tem um padrão. Pode ser P, M, G, GG etc, que é cada uma de um tamanho diferente. Às M vai de 5 a 7kg, outras de 6 a 9,5 kg e por aí vai nessa bagunça. E a mãe que compre várias pra ficar testando qual que cabe agora. E ela que acorde no meio da madrugada pra descobrir que ixe, aquela estava grande demais, troca tuuuudo!

Aliás, se alguém aí tiver uma dica de fralda mais barata ou que pelo menos nunca vaze à noite, fico muito agradecida. Vou ficar esperando ansiosa pelos comentários!

10 de junho de 2011

(des)Programando o GPS

Meu bebê é muito mais geek do que eu. Não importa quantos brinquedos coloridos e fofinhos ele tenha, o que ele quer mesmo é meu celular, o telefone sem fio, o controle-remoto e qualquer outra coisa que tenha botoõezinhos e não seja apropriado para bebês de 8 meses.

Dia desses, em um momento de desespero – eu tentando dirigir e o Luisinho lá atrás na cadeirinha irritado, reclamando, se esgoelando -, resolvi dar o GPS do carro pra ele brincar. Pois é, estou praticando o desapego das coisas materiais.

Nem precisa dizer que o molecote pirou com o gadgetzinho novo. Foi aquela apertação de qualquer coisa colorida que aparecia na tela. E é claro que meu GPS nunca mais foi o mesmo, todo desprogramado. Nada irreversível (ufa!). O principal eu já arrumei, mas o legal é que agora vira e mexe eu descubro uma coisinha nova que ele apertou e colocou lá. Como ontem, quando percebi um ponto de interesse novo no meio das minhas preferências. Que por um acaso era um centro de medicina fetal (reparem na foto, o ícone no canto inferior direito). Resta saber o quê o Luisinho queria dizer com isso. Saudades da vida pregressa de feto? Ou tá pedindo um irmãozinho?

POR Gisela Blanco    |    
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03 de junho de 2011

Mamaço coletivo nacional – e o politicamente incorreto

No próximo domingo, dia 5 de junho, vai rolar uma mobilização nacional de mães para amamentar seus bebês em locais públicos. É levar os filhotes para fazer um lanchinho ao lado de outros bebês, tipo um picnic de peitos. Em São Paulo, vai ser no parque Ibirapuera. O movimento também acontece no Rio, Floripa, Brasília, Curitiba….

Talvez você já esteja cansado de ler sobre o assunto nesse blog (então passa pro post seguinte, ué!), mas eu não me canso de falar sobre o assunto da semana, do mês, do semestre.

Não é só porquê nos últimos 8 meses eu virei amamentadora profissional. Você, que não amamenta, também deve (ou deveria) se preocupar com o assunto. Parece chover no molhado, mas é que na última semana surgiram umas pérolas contra a amamentação que não podem ser ignoradas. Eu queria parar de reclamar e continuar amamentando, mas não me deixam…

Em um programa online do CQC, o Rafinha Bastos disse o seguinte (transcrição do  blog Escreva, Lola, Escreva, blog muito bom, aliás):

“Por que cargas d’água tem aquela mãe que enfia a teta nas caras das pessoas na rua, véio? Mano, vai prum banheiro, c*ralho, porque a gente olha, não tem como.”

“Não precisa tirar aquele mamilo, que mais parece uma, que parece um rocambole.”

Amamentar é um pretexto, porque no fundo o que a mulher quer mesmo é mostrar os seios.”

“É que quem quer mostrar a teta é quem não deveria querer mostrar. Nunca é aquela gostosa. Geralmente é aquela mãe com aquelas buchibas”. E os três machos lamentam que nunca viram a Giselle Bundchen amamentar, apenas aquela mulher “que não precisa de um sutiã, precisa de joelheira”. 

E aí, alguém riu? Eu não.

Até mandei um e-mail pro Tas (que ele certamente não leu) sugerindo umas piadas melhores com mamaço e peitos. Porque se fazer piada de mau gosto já é ruim, ainda mais quando elas não tem graça. Sobre isso, é legal esse post no Super Duper – a Anne fala sobre como fazer piada “politicamente incorreta” passou a ser sinônimo de falar qualquer bobagem.

Não é. Como o termo está na moda (ainda bem, pq ele paga muitas contas aqui em casa), muita gente acha que é só contrariar e pronto, politicamente incorreto. Mas ser politicamente incorreto é sair da caixinha, pensar a situação por um outro viés. Procurar teses contrárias ao que se conta. Não é simplesmente falar qualquer bobagem que vier à cabeça só pra ser do contra. Como diria meu marido Leandro, que escreveu um livro com essas 2 palavras no título, isso aí é peidar na sala.

Em homenagem ao Rafinha Bastos, ao Marco Luque e ao Tas (que não falou de peito caído, mas calou, riu e consentiu), aqui vai a minha sugestão de piada com mamaço. Eu sei que não é lá muito engraçada, mas levem em conta que eu não sou comediante. Tenho certeza de que, se eles se esforçarem, podem fazer beeem melhor do que eu…

Imaginem a bancada do CQC. Um cara vira pro outro e fala algo assim:

“Gostei dessa ideia de mamaço, viu. As mães vão lá e mostram que não tem vergonha de colocar os peitos de fora, se é por um bom motivo – alimentar seus bebês. Não tem que ter vergonha mesmo não! Agora, o pessoal lá no Congresso é que devia se inspirar nesse movimento pra fazer o Mamaço do Congresso. Afinal, tem tanta gente por lá mamando nas tetas do governo, né? O problema é vergonha? Mas esse pessoal é beeem sem vergonha mesmo… vamos fazer o mamaço federal! Palocci, tá mamando? Mostra o bico! Quem não tem vergonha de mamar nas tetas do governo, vai ter que mostrar a cara. Mamaço federal!”

POR Gisela Blanco    |    
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03 de junho de 2011

Posso colocar um GPS no meu filho?

Você pode ser solto no mundo, desencanado, despreocupado, desmiolado. Mas é só virar mãe ou pai que rapidinho toma algum juízo e passa a compartilhar o medo n. 1 entre todos os progenitores da face da terra: perder o seu filho de vista.

Basta assistir um noticiário qualquer pra ficar paranóico com tantas coisas que podem acontecer. O pequeno pode ser sequestrado, se perder, fugir, se esconder. E você vai ficar simplesmente louco. Agora que já deu tanto trabalho pra fazer e criar esse pequeno, não há nada mais terrível do que imaginar a possibilidade de ficar sem ele. Eu não consigo nem imaginar essa possibilidade direito. Seria pior do que ficar sem os meus braços, minhas pernas… credo.

Por isso, quando você for pai ou mãe (se já não for), em algum momento vai se perguntar se existe uma forma segura de manter o filhote sempre à vista. Ou pelo menos monitorá-lo pelo celular…

Existem algumas. A mais comum é um relógio com GPS que você coloca no bracinho da criança, como o Num8. Depois, é só rastrear por um site a localização do pequeno no Google Maps (é só ter um computador ou celular sempre à disposição). Você pode ainda delimitar a área em que seu filho pode brincar – se ele sair daquele raio, o dispositivo te  avisa. Dá pra comprar um desses por uns U$ 300 na Amazon.

Mas e se alguém tentar tirar o relógio do pulso do moleque? Também tem um dispositivo que avisa, que nem aquelas tornozeleiras de presidiário americano. O duro é conseguir correr e chegar lá a tempo.

Outra ideia é esconder o localizador em outro  lugar – no casaco da criança, por exemplo. Essa aí ao lado é a Bladerunner jacket, que já vem com GPS embutido e custa U$ 500 mais 20 de mensalidade para a central de rastreamento (que vai te avisar se alguém tentar roubar o conteúdo da jaqueta – seu filho). Também funciona para replicantes. Menos no calor.

Encontrei na Amazon ainda uma pá de outros tipos de localizadores GPS pequenininhos que você pode esconder em outra roupa, na lancheira do pequeno, no bonézinho… e alguns deles usam o Android pra conversar direto com o seu celular e te avisar de qualquer movimentação estranha.

E tem também uns que não são de GPS, mas localizadores mais simples que só emitem um som pra indicar onde a criança está. Tipo o alarme do carro, sabe? Você leva sua parte como chaveiro e o pedaço em formato de ursinho, dá pro seu filho (gruda na roupinha, no tênis, no cabelo…). E aí é só apertar um botão pra ouvir o barulho. Esse é baratinho, U$ 20. Mas não te garante encontrar o pequeno de verdade – se muita gente não consegue encontrar nem onde estacionou o carro…

O que ainda não existe – mas aposto que alguém vai inventar daqui a pouco – é um emissor de sinal GPS para implantar no bracinho da criança mesmo. E aí você vai poder localizá-la para todo o sempre, a qualquer hora em qualquer lugar, até que ela vire adolescente e se revolte contra a sua perseguição.

Na Califórnia, uma escola começou a obrigar os alunos a usarem pulseirinhas com localizadores pra evitar que eles matem aula. Nem precisa dizer o que a gurizada achou disso, né.

Ok, então a pergunta no título do post está respondida. Poder pode. Mas então surge outro dilema: como saber quais são os limites para vigiar nossos filhos?

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POR Gisela Blanco    |    
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01 de junho de 2011

BabyNes – Nespresso para bebês

A Nestlé lançou na Suíça essa maquininha de preparar mamadeiras. Funciona que nem o Nespresso, aquela de café que já é sensação por aqui – você coloca a capsula de leite em pó lá, a mamadeira em baixo, aperta um botãozinho e voilá! Mamadeira pronta.

O preço? 249 francos suíços (R$ 464) e mais R$ 3,50 por cada cápsula – são 6 tipos diferentes, com fórmula de leite modificado especial para bebês, que variam de acordo com o tamanho do pequeno, e uma para os que tem problemas digestivos.

Eu, que adoro um gadget, achei sensacional. Adoro objetos em que você pode simplesmente apertar um botãozinho e a coisa está pronta. E também não sou contra as fórmulas.

É claro que o leite materno é, de longe, o melhor para qualquer bebê. É o que eu dou para o meu. E é também, sem dúvidas, o mais prático – tá sempre aqui comigo, não precisa esquentar, esterelizar, ligar na tomada, e nem pagar por ele. O gadget sou eu!

Mas acho também que, na falta dessa primeira opção, é maravilhoso poder acreditar que a indústria de alimentos está trabalhando para fabricar alternativas cada vez mais seguras e práticas. E divertidas. É importante que as mães que precisam apelar para a fórmula fiquem tranquilas.

Teve muita mãe que achou o invento uma ameaça ao aleitamento materno. Porquê, teoricamente, vai ter gente que vai achar mais prático e legal dar o leite da maquininha do que o do peito. Eu acho que a grande ameaça nesse caso é a falta de informação. A mãe bem informada, que sabe o que é melhor para o filho, não vai trocar o leite dela por nada no mundo – nem de raça, nem pagando caro. E a mãe que tem dinheiro para comprar essa maquinha aí (que ainda não tem previsão para chegar ao Brasil), a gente supõe que seja bem informada.

Afinal, as pobres mesmo, descobri outro dia entrevistando uma especialista do Ministério da Saúde: dão pro bebê leite de vaca integral diluído em água. O que é um perigo. Causa diarréias e desnutrição grave. Isso sim é punk. As fórmulas pra bebês são o menor dos problemas.

Além do mais, pra mim, essa é só mais uma demonstração boba do medo da tecnologia. Você certamente já se deparou com uma delas: “criança que joga videogame  fica violenta, gorda e não gosta de esporte”, “A TV te deixa burro, mata os livros”, “Se inventarem uma máquina que anda, ninguém mais vai usar as pernas” (hello, Segway? eu quero um e prometo continuar andando).

E você, o que acha da discussão? Babynes é do bem ou do mal?

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