31 de agosto de 2011

Primeiros passos

Agora é oficial: o Luisinho está andando!

Ainda são só alguns passinhos. Meio inseguros. Bem desiquilibrados. Mas super corajosos. Geralmente vêm acompanhados de um bom motivo: alcançar um celular ou computador, bagunçar uma gaveta ou dar um abraço na mamãe e no papai. É a coisa mais fofa do mundo e essa mãe aqui está mais babona do que nunca. Por isso mesmo não conseguiu conter a empolgação nesse vídeo aqui no Facebook e dei até um susto no bebê. Reparem também no cabelo bagunçado. Luisinho tá ficando rock n’roll.

 

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POR Gisela Blanco    |    
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26 de agosto de 2011

Nomes para bebês inspirados em heróis de Histórias em Quadrinhos

Eu sou uma péssima blogueira em datas comemorativas. Esse ano, deixei passar sem posts o dia dos pais, o dia das avós, o dia das mães e até o dia do orgulho geek (existe sim, é 25 de maio). Sei que os leitores perdoam e nem ligam, já que blog de mae tem licença poética para afastamentos repentinos e desavisados (sabem como é né, tava cuidando do bebê!).

Mas agora, bem a tempo de reverter essa tendência, achei uma data ótima pra comemorar com um post: o dia internacional de ler quadrinhos em público, que é 28 de agosto (domingo). Porquê essa data é tão importante? Por 2 motivos principais. Acompanhem.

1 – Eu adoro Histórias em Quadrinhos. Em casa ou em público. Acredito que qualquer um que diga que não goste, certamente não leu quadrinhos o suficiente, ou não leu os certos. Mal posso esperar pelo dia em que o meu filhinho vai começar a amar também – por enquanto, pra ele,  revistas e livros são só objetos muito bons pra rasgar. Mas um dia ele vai pedir para que eu leia pra ele, e aí vai ser fofo. Ou talvez ele peça pra eu parar de ler pelamordedeus, e aí vai ser triste. Eu me lembro bem que a minha maior motivaçao pra aprender a ler lá pelos meus 6 anos de idade foi devorar os gibis da Turma da Mônica sozinha sem precisar esperar alguém poder ler em voz alta pra mim. Bom, e começa assim, né. Primeiro vem a Mônica. Depois, os heróis da Marvel e da DC. Quando você percebe, já abre qualquer jornal direto nas tirinhas. E, se continuar na trilha certa, se  apaixona eternamente pelas Graphic Novels.

2 – Pra poder postar aqui no blog essa lista SENSACIONAL de nomes de bebês inspirados em personagens de HQs, que eu fiz a partir de uma antiga do babycenter. Afinal, pra quê comprar um livro de nomes de bebês na banca de revistas (pra quêêê?) se você pode comprar um gibi?

[AVISO: poderes especiais não vêm junto com o nome, sorry]

Nomes de meninos

Nomes de meninas

Quer mais? Veja aqui a lista completa de nomes dos personagens do Sandman (mortais e imortais).

Quer ainda mais? Então dia aí: qual nome você acrescentaria à lista? Ou… qual vai ser o nome do seu filho?

22 de agosto de 2011

Nossos filhos e os perigos da tecnologia

Quer saber o que eu acho sobre toda essa discussão sobre tecnologia e bebês, tecnologia e crianças, os perigos da internet e da vida conectada e blá blá? Frescura. Uma baita frescura.

Quando eu nasci, em 1984, meu pai já tinha um computador. Era um MSX, bonitão que nem esse aí da foto ao lado, que ficava no quarto mais divertido da minha casa.  Eu não sabia escrever ainda, mas já me divertia com o computador, seja fingindo que escrevia alguma coisa ou jogando um dos joguinhos que meu pai colocava lá pra mim (setinha pra cima, setinha pra baixo, espaço!). Hoje, o celular aí no seu bolso tem uma memória bem melhor do que ele tinha – 64KB de RAM, uhu! -, e muito mais funções. Então é óbvio que aquele computador não fazia muita coisa e não era nem de longe tão necessário pra gente como os nossos são hoje. Mas pra mim, criancinha, ele ainda era um dos objetos mais legais da  casa, que fazia parte da minha vida, das minhas brincadeiras e dos meus sonhos. O que eu poderia fazer com ele quando crescesse? Construir um robô? Falar com os extraterrestres? Ou quem sabe conversar em tempo real com alguém do outro lado do mundo…

Além do computador, povoaram a minha infância videogames (quantas aulas não matei pra tentar zerar o Sonic… epa, Luisinho, não siga meu exemplo!), televisões, proto-celulares e afins. Lá em casa, recebíamos todas as novidades tecnológicas com muita empolgação – e muito esforço pra tentar comprar as que eram muito caras. Aos poucos, fomos aprendendo a conviver com essas maquininhas fantásticas. E descobrimos na prática os limites que cada uma delas merece. Quando alguém demorava pra sair de casa porquê não conseguia desgrudar do computador, por exemplo, meu pai falava “VAI FALTAR LUZ!” e puxava o fio da tomada. Pronto, desconectou.

Quando eu tinha uns 11 anos, a internet chegou pra gente. Novamente, empolgação, mas não alarde. Quer dizer… só quando a conta do provedor chegava, extrapolando aquelas 9 horas mensais contratadas. Ops!

E aí, alguns anos depois, estou eu aqui blogando sobre meu filho (e pagando uma bagatela pelas horas que eu quiser!) e vem alguém me dizer que a internet é perigosa. Você já deve ter visto: vez por outra tem revista, jornal, site e até blog levantando uma bola sobre o assunto. Tudo bem, discutir é legal. E é claro que com um computador conectado com outros do mundo inteiro, tudo parece um pouco mais arriscado.

O nome do blog é Mãe Geek, mas eu nunca tinha falado sobre esse assunto aqui, porque, sinceramente, acho meio desnecessário. Talvez você já não tenha parado para filosofar a respeito (ou já esteja até cansado do assunto), mas nada disso é novidade. Me dá umas coceiras toda vez que ouço falar em “novas midias”. Novas pra quem? Em que tribo você estava morando nos últimos 10 anos, ô cara pálida? Pra mim, já deu tempo de aprender quais são os principais perigos da vida online e como fugir deles.

Já sabemos que uma foto de um bebê na banheirinha pode ter um significado esquisito pra algumas pessoas doentias. Então é só escolher o que deve ser publicado. E não é difícil achar a medida correta? É, concordo. Mas a gente vai acertando aos poucos, assim como vamos acertando todo o resto da vida. Como quase tudo que de repente fazer parte da nossa rotina. Há pouco tempo, eu não sabia fazer papinha de bebê, por exemplo. Às vezes a gente se dá um pouco mal, vê que errou a medida, que fez caca, daí volta lá, dá um ctrl+z, tenta novamente e uma hora acerta a medida.

Concordo também com o senso comum de que os pais tem que ficar sempre de olho nos filhos, mas isso é meio óbvio. Não dá pra deixar uma criança navegar livre leve e solta na internet, assim como também é perigoso deixá-la atravessar a rua sozinha até uma certa idade. E cabe a todo pai e toda mãe decidir o que acha melhor pro filho e o que deve ou não permitir. Afinal, aceitar balinha de estranhos pode? Entrar em chat de adultos também não.  É uma questão de bom senso. E os absurdos que a gente vê por aí só provam que existe gente sem noção no mundo, com ou sem um mouse na mão.

O que não concordo é com a importância que algumas pessoas dão aos “PERIGOS” dessas maravilhas da vida moderna que são os eletrônicos. E com as milhares de discussões abobadas em torno deles. Afinal, eles são tão lindos, adoráveis, agradáveis, amáveis, facilitam nossa vida, ensinam e divertem, que quem abre a boca pra falar mal deles sem um bom motivo merecia passar um ano vivendo no Rajastão a pão e água e com um celular pré-pago sem crédito.

Mesma pena que eu gostaria de aplicar a quem ouço dizer que a internet é perigosa (e respirar dá câncer, viu), que videogame deixa a criança violenta (já jogou futebol?), que criança que assiste muita TV fica burra (passei minha infância na frente de uma e o meu cérebro não derreteu).

Enfim, os pontos positivos de toda a tecnologia que nos cerca são tão infinitamente mais importantes do que os negativos, que, na verdade, acho que nem deveríamos estar tendo essa conversa. Minhas aventuras como mãe de primeira viagem seriam infinitamente mais difíceis se eu não tivesse a internet cheia de informações a meu dispor. E muito mais solitárias se eu não tivesse esse blog com vocês me acompanhando e todos os outros que eu acompanho todos os dias. E, de quebra, ainda fico aliviada em saber que meu filho vai ver muito mais inovações tecnológicas do que eu vi e que elas ainda vão facilitar muito a vidinha dele. Imagine só o tanto de coisas inúteis que eu tive que decorar na escola (e já esqueci) que ele vai poder simplesmente procurar no Google. Assim, vai sobrar muito mais tempo pra jogar videogame com a mamãe.

É claro que essa discussão ainda vai longe. Afinal, ela vem de longe. Nunca perguntei, mas certamente alguém dizia pro meu pai que aquele negócio de deixar eu e meu irmão brincarmos com um MSX não era uma boa. Bem antes disso, imagino que, em algum momento da história, alguém repreendeu uma mãe que deixou o filho brincar com uma roda. Afinal, aquele novo invento parecia perigoso demais. Imagine levar uma rodada na cabeça, né? Podia até matar.

22 de agosto de 2011

Mãe Geek no Facebook

Oiê! Assim como todo mundo, nós agora estamos no Facebook (demorou, né, ô “geek”?)! Dá um like bem jóia lá na gente, dá!

Na falta de uma foto "facebook", vai uma "facefolder". Na verdade, "facecardápio" da tia @marcelacoimbra

POR Gisela Blanco    |    
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18 de agosto de 2011

Lançamento – livro do papai

Leitores querido que estão em São Paulo: é hoje o lançamento do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, livro escrito pelo Leandro com o amigo Duda Teixeira. Será às 19h30, na livraria Saraiva do Pátio Higienópolis. Pronto, convidados!

É claro que ler esse blog aqui é beeem mais legal do que ler qualquer livro (cof! cof!), mas se você estiver de bobeira ou precisando comprar alguma coisa não-virtual, olhaí, #ficaadica. É claro que ler sobre o Luisinho é beeem mais divertido. Mas o livro tem histórias interessantíssimas (e provocadoríssimas!) sobre os mais célebres personagens da história “latinamericana”. Segura aí: Che foi um assassino impiedoso. Astecas, incas e maias faziam sacrifícios humanos e comemoraram a chegada dos espanhóis. Simon Bolívar, herói da independência de uma galera (Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia etc etc), tinha medo que negros e mestiços assumissem o poder. E feliz dia dos pais! Eeeee!

E aguardem, em breve: o Guia Politicamente Incorreto da Maternidade, por maegeek.com!

 

 

17 de agosto de 2011

Primeiros passinhos

De repente olho pro lado e lá está o bebê está atravessando o berço na diagonal, em pé, andando, sem se segurar em nada. Tomo um susto enorme: será que ele faz isso há muito tempo e eu que nunca tinha visto? Será que ele espera que eu não esteja olhando pra fazer? Será que ele também fala, lê, escreve e opera a bolsa de valores quando eu não estou vendo?

Chamei o Leandro (aka papai). Tentamos fazer ele repetir o feito. Usamos uma técnica infalível: colocamos um iPhone de um lado do berço e um iPad do outro. Ambos filmando, claro. Mas a técnica infalível falhou.

Pézinhos pequenos e limpinhos? Ixi, isso foi há tanto tempo... (Foto: tia Clarissilda)

Mais tarde no mesmo dia, quando eu já achava que a cena que eu vi de manhã era fruto de alucinações causadas pela falta de sono, o bebê que se segurava num sofá virou pro lado, olhou pra mim e deu dois passinhos na minha direção antes de se apoioar nas minhas pernas. Só faltou falar “mamãe!”.

Eu não sabia que bebês de 10 meses já podiam andar. E continuo sem saber se isso é oficialmente “andar” ou se ele ainda vai demorar mais uns 2 meses pra se sentir confiante e andar oficialmente (a idade oficial pra andar é 1 ano, não é?). A impressão que me dá é que ele nem percebe que está andando quando dá esses passinhos. É mais uma questão de se jogar mesmo, já que ele não tem muito medo do perigo e vive caindo e se batendo todo (a cabeça, principalmente), e levanta, e cai denovo e levanta e…

Então, oficialmente, o principal meio de locomoção do Luisinho ainda é engatinhar, mas ele dá dois passinhos sozinho aqui e alí. Mesmo assim, o que eu quero saber agora é: já posso comemorar?

Oi, vamos andar? Rá!

p.s.: depois posto fotos, ou vídeos, se conseguir…

POR Gisela Blanco    |    
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11 de agosto de 2011

Virando gente

Sabe esse bebezinho aí no header do blog? Nem existe mais. Virou um bebezão, quase homenzinho hominho, já com cara de menininho. E “diz que” um dia eles até viram gente. Acontece de uma hora pra outra: o rostinho vai ganhando mais personalidade, ficando mais expressivo, e as bochechas diminuem. As mãozinhas vão ficando mais compridas e aqueles furinhos diminuem. O corpinho vai ficando mais magrelo e parece mais comprido. As perninhas ganham força e agilidade incríveis e as mãozinhas tornam-se cada vez mais habilidosas.

Desde que ele nasceu, recebi o mesmo conselho de várias pessoas: aproveita muito, que eles crescem rápido. Eu nunca menosprezei essa dica. Tentei aproveitar o máximo que pude e, nesses 10 meses, não passei 1 diazinho sequer longe dele. Inclusive nas madrugadas, nééé Luís?

Mas o tempo tem habeas corpus infinito, não dá pra segurar. Ontem esbarrei em um post antigo aqui cheio de fotos dele e lá estava aquela carinha redonda, gordinha. Deu saudadinha. Mesmo que eu esteja o tempo inteiro ao lado dele, às vezes ele cresce tão rápido que parece que levaram o meu bebê antigo e colocaram outro bem maior no lugar. A parte boa é que por um algum motivo eu sempre amo mais ainda esse bebê novo (será alguma mãe já explodiu de amor?) – que é ainda mais divertido e engraçado do que o anterior.

O bebezão/menininho da vez bate palminhas, dá tchauzinho, fala dadadididi, engatinha mais rápido do que um lince, se dependura pelos móveis e anda de ladinho e ainda dá beijo na mamãe (uhuuu)! Ah, é. E usa camisa de hominho, ó:


… e no dia em que o Luisinho nasceu, morria a minha câmera Nikon. Por isso só tenho essas fotos picaretas de câmera de iPhone pra postar… mas ainda dou um jeito nisso!

10 de agosto de 2011

Que tal uma vovó au pair?

Eu aqui nesse dilema de procurar babá, resolvi tentar ser chic e dar uma olhada nos programas de au pair – aquele tipo de intercâmbio em que a moça viaja pra cuidar dos filhos de um gringo e aprende uma lingua. Tive várias amigas que foram au pair na Europa, algumas com boas experiências pra contar, outras com roubadas loucas.

E aí, de repente, surgiu a curiosidade: será que alguma jovem estudante gringa não topa vir cuidar do Luisinho? Será que é muito caro? Será que ia ser legal? Será? Será?

Quando ia começar a minha busca, encontrei algo ainda mais legal: uma agência alemã  especializada em vovós au pair. Assim: você é uma jovial senhora de uns 50, 60 anos, está lá sem fazer nada, quer viajar, conhecer o mundo, e o que você mais fez na sua vida e

Rita Charalampiev passou seis meses no Canadá cuidando de gêmeos

sabe fazer muuuito bem é cuidar de crianças. E se for ativa e cheia de gás que nem a minha mãe e a minha sogra (que moram longe e vão morrer de ciúmes desse post), que pintam e bordam com o Luisinho… perfeito! É dessa senhora aí que eu preciso! Será que alguma delas topa vir pro Brasil? Acabei de mandar um e-mail perguntando. Se tudo der certo, ainda faço uma surpresinha pro Leandro, já que eu ainda não contei essa idéia pra ele – imagine que legal um belo dia ele chegar em casa e encontrar uma senhora gordinha alemã de mala e cuia, sentada na sala brincando com o nosso bebê? Surpresaaaa! hehe

Na verdade, já tinha pensado em algo assim no ano passado, quando duas vizinhas se mataram. A primeira foi uma senhora que morava no prédio em frente ao meu. Tinha uns 60 anos e se jogou da janela do quinto andar. Cheguei a ver o corpo dela estendido no chão antes da polícia chegar. O Luisinho estava com 1 mês. A segunda foi a minha vizinha de porta no apartamento novo. Tinha mais ou menos a mesma idade da outra e tomou veneno no dia do Natal. Morreu sozinha em casa.

São histórias tristes, eu sei. Desculpe se eu estraguei o seu dia (e a alegria desse post) com elas. Mas quando os dois casos aconteceram, pensei a mesma coisa: eu aqui precisando de ajuda, precisando de uma avó por perto, e essas senhoras se matando provavelmente porquê sentem-se solitárias. Da próxima vez que outra estiver se sentindo assim, pensando em besteira, bem que podia vir aqui me ajudar com o Luisinho, brincar com ele, fazer um bolinho pra gente, passear conosco. Prometo muito trabalho, mas também umas boas doses de gargalhadas e muita felicidade pra ajudar a espantar essa tristeza…

09 de agosto de 2011

8 coisas que eu aprendi em 1 mês sem babá*

Oi Rosie, que tal uma recolocação profissional?

 

Minha babá me deixou sem aviso prévio. Disse que o problema não era comigo, era com ela, que era ela quem precisava de um tempo.

Ok, menos drama: ela mora longe e tava sem ninguém pra cuidar do filho dela. Dá pra entender.

Não, não dáááá!!! Buááááááá! Snif, snif, nunca imaginei dor maior!!! Não desejo isso pra ninguém. Pior do que acabar namoro por SMS.

Mas esse sofrimento me fez ver algumas coisas. Vamos lá:

1- Trabalhar é para quem tem tempo livre

Faz papinha, lava a louça, faz almoço, coloca a roupa na máquina, tira o bebê debaixo da mesa, tira a roupa da máquina, pega o bebê no colo, passa a roupa que já secou, pendura a limpa, varre a sala, acalma o bebê chorando, arruma as roupas no quarto, passa um pano na sala, acode o bebê que caiu de boca no chão, arruma a cozinha, prepara o banho, dá almoço/jantar/frutinha, esteriliza mamadeira, troca fralda, seca o bebê, dá uma mamadeira, coloca pra dormir, vai lavar roupa delicada à mão no tanque. Não necessáriamente nessa ordem. Trabalho intelectual é pra quem pode e pra quem não está completamente exausto às 20h30 e já vai acordar logo às 2h com bebê chorando de volta. Quem não aguenta mais nada desaba no sofá e assiste a novela, que nem o indicador tem mais forças pra mudar o canal no controle remoto. Punk rock hardcore.

2- 10 meses é level hard

Ele é fofo. Ele engatinha. Ele gosta de viver perigosamente. Entre uma gargalhada e outra, o Luisinho pega TUDO o que encontrar pela frente, rasga todos os papéis, sobe em lugares inimagináveis, tem uma atração por quinas (e sagacidade pra arrancar os protetores), cai, escorrega, bate a cabeça, bate a boca, bate tudo. Pelos meus calculos, seriam necessárias mais ou menos umas 3 a 4 pessoas por vez pra tomar conta de um bebê e da casa de forma decente. Imagine eu sozinha.

3- Existe delivery de papinha

Ok, nem tudo está perdido. Ontem, depois de queimar um panelão de papinha (fui só dar uma olhadinha nos e-mails, pôxa…), dei uma googleada e achei o Empório da Papinha. Liguei assim: “AlÔ? É UMA EMERGÊNCIA! Vocês entregam papinha em casa?”, “Entregamos!”, “Opa, manda logo 10!”. E 2 horas depois as papinhas estavam aqui, bonitinhas. E são uma delícia! Recomendo fortemente a de frango com agrião (mas se for pra você, pede uns 3 potinhos, que essas porções pra bebê são muito pequenas! hehe). Ah, se eu soubesse antes, tinha me poupado uns bons fios de cabelo e muitas horas de lavação de louça. Então pra quem é de São Paulo, #ficaadica. E pra quem não é, #ficaoutradicamelhorainda, que é a de contratar uma cozinheira e fazer um delivery desses aí nessa cidade. Você já tem uma clientela desesperada garantida.

4 – Creches são caras e bizarras

Sou contra creche antes dos 2 anos (a criança fica muito doente, pega uns vírus inusitados, essas coisas). Mas a necessidade sempre fala mais alto do que nossas convicções e do que as recomendações do pediatra. Então fui conhecer 4 creches aqui perto de casa. Todas caríssimas e cada uma com uma coisa mais esquisita que a outra. Uma cobrava R$ 200 reais de taxa de material “pros os bebês fazerem lembrancinhas pros pais”. Tá louca??? Meu filho tem 10 meses e não sabe nem falar “mamã” ainda. Outra, a mais cara delas, era incrívelmente limpa e branca – chão branco, parede branca, tudo emborrachado -, parecia um manicômio. E os únicos pequenos 3 metros quadrados ao ar livre tinham GRAMA SINTÉTICA. Tudo isso pela bagatela de uns R$ 1.300 pelo período de 5 horas, + uma matrícula de milão. Grama sintética deve ser caro.

5- Babá é a profissão do futuro

Pedi mil indicações. Estou em contato com 3 agências. Ainda não encontrei a candidata ideal. Nem nada perto disso. E não tô oferecendo pouco. Daqui a pouco o salário de babá ultrapassa o de jornalista. Sério mesmo. E então, você que está aí debruçado nos livros, montando sua planilha no Excel, batendo ponto na firma, fazendo hora extra na sexta-feira à noite: que tal uma recolocação profissional? A dica é quente. O Brasil tá mudando, meu povo!

6 – Mães sem grana fazem como?

Até os 5 meses do Luisinho, cuidei dele sozinha. Só eu e o Leandro, quando ele não estava viajando. Não vou dizer que foi a coisa mais fácil do mundo, mas também não foi tao level hard. Era tudo um pouco mais simples: ele não engatinhava, só mamava no peito, e eu não trabalhava. Dava pra levar sem drama. Agora, ficou realmente difícil. Me pego então imaginando como fazem as mães que não podem pagar ajuda – seja porquê moram em países onde é mais caro ainda contratar uma babá ou pagar uma creche, ou as que moram aqui mesmo, mas não tem grana pra isso. Se não tem família por perto ou pelo menos uma vizinha que possa ajudar então, ferrou. Pra quem não sabe, no Brasil, creche pública é um direito previsto em lei. Mas é um dever das prefeituras, e cada uma organiza as suas como quer e como pode*.  Aqui perto da minha casa, é só a partir de 1 ano e meio. E aí faz como? Para de trabalhar? Se vira nos 30? Leva o bebê a tira colo? Sabe-se lá. Em alguns casos, como nos das mães européias (ou das  brasileiropéias, que vira e mexe comentam aqui), a gente tenta pensar que, teoricamente,  os homens (aka pais) ajudam mais. Porquê com família longe e sem milhões pra gastar, fica difícil mesmo. Mães que se viram, vocês são minhas ídolas!

*Com informações da Bia

7- Eu amo a minha mãe e a minha sogra

Vovós queridas, eu amo vocês sempre. Mas é nesses momentos de desespero que eu mais sinto a falta de vocês aqui perto, e mais desejo que pelo menos uma das duas morasse no mesmo município que eu. Será que algum dia eu terei essa sorte? E essa foi a minha singela homenagem ao dia das avós, que foi dia 26 de julho e que passou em branco nesse blog, mas não nos nossos corações. Né, Luisinho?

Vó loira = Cecília / Vó morena = Rose

Vó loira = Cecília / Vó morena = Rose

8- Eu odeio as viagens do meu marido

Eu não posso reclamar, pq é bom pra gente. Teoricamente, teoricamente. Mas eu reclamo: pô, tá viajando demais! Vem fazer palestra aqui no berço também, que a gente sente muuuito a sua falta! Ufa, desabafei.

* O número de coisas aí no título do post não para de crescer porquê o mês não acabou e eu ainda não arrumei babá. Beijos!

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POR Gisela Blanco    |    
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