28 de novembro de 2011

Vida boa…

Muito boa mesmo. Enquanto você trabalha aí, eu estou aqui na praia. Já com inveja? Se imaginou no meu lugar?
Então peraí que eu vou amenizar a raiva que você sente da sua vida no escritório: vou te dizer que não tá assim aqueeeele sol, e que eu não consigo ficar tostando na areia (nem queria mesmo…) e nem dormir até meio-dia da forma como você talvez imagine as suas férias. Não, porque quem tem filho de 1 ano nunca mais descansa de verdade – mesmo com pai e sogra junto. O bebê á strike em todo mundo, um por um. Minha rotina aqui é correr atrás dele enquanto ele corre pro mar, tentar ensiná-lo a brincar na areia (e impedir que ele coma e esfregue a areia nos olhos), tentar driblar os mosquitos durante a noite inteira (protectorfazmaljanelafechadadácalorjanelaabertadámosquitoventiladorfazbarulho) e depois acordar 6h30 da manhã. Tempo pra colocar a leitura em dia? Comprei a Wired desse mês (que tá muito boa, recomendo!), mas só consegui ler uma ou outra página, pq tem que esconder a revista do Luisinho se não ele rasga ela toda. Mas não tem problema não, quando voltar pra São Paulo eu DESCANSO.

Mas o Luisinho tá bem feliz com a praia, adorando aprender a nadar com o papai e correndo pra lá e pra cá de calçãozinho bem fofo. Cheio de picadas de mosquito então… tá uma gracinha! Prometo fotos depois.

Enquanto isso, #ficaadica de leitura pra você: O livro Super de Cães e Gatos que eu fiz pra Super. Saiu no mês passado, mas ainda está nas bancas e tá bem legal. Não é só pq eu que fia não (tb, claro! hehe), mas tá lindão!

Aqui no site da revista você pode fazer 2 testes:
Que raça de cachorro combina mais com você?

Você sabe tudo sobre os gatos?

POR Gisela Blanco    |    
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17 de novembro de 2011

Pacificação do bebê

Enquanto a polícia age nas favelas do Rio, aproveitamos também para fazer uma operação de pacificação do bebê. Afinal, a Copa do mundo tá aí.

Ele vivia acordando à noite, só queria colo e peito. Daí resolvi apelar para uma estratégia de guerra para a qual eu nunca imaginei que apelaria: chupeta.

Nunca gostei de chupeta (que em inglês, se chama pacifier). Afinal, pra quê eu daria pro meu bebê algo que faz mal pros dentes, atrapalha a amamentação e ainda vicia?

Mas aí um dia eu entrei em desespero e mudei de ideia. Não só resolvi dar chupeta pro Luisinho como travei uma batalha com ele pra fazer com que ele “pegasse”, aceitasse a chupeta (que ele cuspia desde as minhas primeiras tentativas, em momentos de desespero lá atrás).

Como acontece com quase qualquer mãe, pode dar um Google aí. Antes do bebê nascer, a gente jura que não vai usar. Mas guarda aquelas que ganhou no chá de bebê just in case. E aí quando a coisa aperta, é ela quem salva a gente. Afinal, as leigas mães de primeira viagem nem imaginam o QUANTO esses mini seres humanos precisam sugar. Muito mesmo. E, infelizmente, há um limite do quanto aguentamos ser sugadas.

Ele viveu sem chupeta até 1 ano. Daí uma tia veio e insistiu que o bebê só passaria a dormir a noite inteira sozinho quando virasse amigo da chupeta.

design de chupeta em 1900

Cedi, afinal, nossas noites eram uma guerra. Demorou até conseguirmos fazer com que ele gostasse dela (não da tia, da chupeta). Foram várias tentativas até que ele parasse de cuspir, atirar e chutar a chupeta pra qualquer direção. No fim das contas e com muita insistência (mas sem colocar mel na chupeta, como outras tias sugeriram), rolou.

Pronto: pacificado. Dorme a noite (quase) inteira com a nossa nova amiguinha. Menos quando ele quer a chupeta durante o dia, já que a chupeta é só pra dormir e durante o dia não tem moleza não, mermão!

Agora o momento de sabedoria: antes de pacificar meu guerrilheiro das madrugadas, fui dar uma lida sobre a história da chupeta. Ela existe da forma como a conhecemos há mais de 100 anos. Antes de ser de borracha, já foi de tecido e até de coral (em formato circular, mais parecido com um mordedor). No século 19, nos EUA, a chupeta era uma colher com açúcar e mel envolta num pedaço de tecido. Era colocar isso na boca do bebê para que ele ficasse calminho, calminho. Essa sim era de deixar qualquer dentista louco.

Já o medo atual é coisa de brasileiro. Foi uma pesquisa de pediatras daqui que mostrou que crianças que usam chupeta tem maior incidência de problemas dentários. Mas a pesquisa foi feita com crianças acima de 3 anos – idade em que, pelo menos teoricamente, elas não precisam mais da amiga pacificadora.

——–

Não é exatamente o assunto, mas não podia deixar de comentar uma coisa muito bizarra que descobri nessa rápida pesquisa: a Nuk fabrica chupetas em tamanho de adulto. Porque diabos, você deve estar se perguntando. Uma razão seria para quem quer parar de roncar: cientistas alemães garantem que usar chupeta é a melhor forma de fazer um adulto parar de roncar. Achou esquisito? Imaginou seu avô ou seu pai dormindo de chupeta? Pois existe um motivo mais esquisito ainda: adultos que tem um desvio psicológico (ou fetiche) que os faz gostar de fingir serem bebês. Chama-se em inglês Paraphilic infantilism, e é a coisa mais bizarra que eu já ouvi falar nos últimos tempos. Em São Francisco (sempre lá), tem até um evento para adultos assim que se chama “Baby Week”. Ok, cada um com as suas bizarrices, desde que não ofenda/machuque/traumatize ninguém. Mas eu já vou avisando: chupeta depois dos 3 anos faz mal pros dentes!!!

POR Gisela Blanco    |    
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12 de novembro de 2011

Baby Boom – festa de rock para pais e bebês

É nesse fim de semana que o Luisinho vai pra sua primeira balada! Vai rolar em São Paulo uma genial festinha de rock importada do Rio em que fraldas são bem-vindas. E aí, quem nos acompanha?

(Olha só que set list ótimo lá embaixo)

Do blog 1001roteirinhos:

A festa começou no Rio, em janeiro, como comemoração de aniversário de um recém pai, Fabio Maia, que queria juntar a família e os amigos sem deixar de lado seu espírito roqueiro. Assim surgiu a Baby Boom que fez tanto sucesso que já chegou a sua 5ª edição na cidade maravilhosa. Agora faz novos vôos levando a matinê para as famílias paulistas.

Em São Paulo ela vai rolar no próximo domingo, dia 13 de novembro, no Centro Cultural Rio Verde na Vila Madalena.

EDIÇÃO ESPECIAL DE DEBUT EM SAMPA :: SWEET CHILD O’ MINE!

No som: Rock de hoje e sempre, dos clássicos de anteontem às novidades de depois de amanhã com os DJs Fábio Maia (RJ) e Don KB (Special Rock Set – http://www.myspace.com/djdonkb)

TOP 5 CONCEITUAL DA FESTA

1) “The Kids Are Alright” – The Who
2) “Children of Revolution” T-Rex
3) “Sweet Child O’Mine” Guns ‘n’ Roses
4) “Real Wild Child” Iggy Pop
5) “Born To Be Wild” – Steppenwolf

POR Gisela Blanco    |    
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09 de novembro de 2011

De volta à ativa…

… e à hiperativa!

AS FÉRIAS: Apesar das saudades, foi bom viajar e dar uma descansadinha. [Vamos lá, Gisela, sem vergonha de admitir que ser mãe é um trabalho cansativo mesmo e que de vez em quando uma folguinha vai bem.]  Pelo que eu fiquei sabendo, o Luisinho se acabou de brincar no quintal da vovó, deu uma canseira louca na ala curitibana da família e nem sentiu muito a falta da mamãe e do papai.

Vida de viajante é difícil… o ônibus vai apertado, o passageiro do lado mal-humorado… e eu aqui pendurado…

E eu que antes de ir fiz um certo drama, achei que eu não ia aguentar ficar longe dele e nem ele de mim, chorei, me desesperei, fiquei até doente e fui para no hospital tomando soro na veia no dia de viajar (se bem que, segundo o exame de sangue, a culpa foi de algo que eu comi e não do bebê). No fim, deu tudo certo. Estamos de volta. Descansados, regenerados e prontos para a fase mais hiperativa da maternidade (que, aliás, dura quanto tempo, alguém me conta?).

LEVEL HARD: Agora é assim o dia inteiro: Luisinho correndo e eu, correndo atrás dele. Afinal, se não estamos na sala de casa, que é quase baby proof, ele está subindo em algum lugar perigoso, tentando comer alguma coisa do chão ou correndo em direção a uma escada ou algo do tipo. Então, let’s move! Ótimo para a minha saúde. Personal trainer de graça, olha só que beleza. O que mais eu podia querer, né? Ai, como é doce o meu otimismo…

A CANTORA E O DANÇARINO: Mas o mais legal é que agora eu canto e ele dança o dia inteiro. Eu já cantava bastante pra ele, mas o Luisinho agora começa a me acompanhar em qualquer música com uns aaaaaa eeeee maaaaa aleatórios, fazendo um backing vocal genial. E  dança muito. Já acorda dançando. Qualquer coisa é música: até o barulho da máquina de lavar é trilha sonora o suficiente pra ele começar a se chacoalhar. E mesmo sem som: é só olhar para a TV desligada que ele começa a dançar, se lembrando provavelmente do Cocoricó, da Galinha Pintadinha ou do Palavra Cantada que eu costumo colocar para ele. Se vir uma caixinha de CD ou DVD então, já começa o rebolado. Dá voltinhas, se joga para um lado e para o outro, e até arrisca uns passos de dança contemporânea, colocando a cabeça no chão. O que me leva a concluir que dançar é um ato meio inato ao ser humanozinho.

SE O FILME É RUIM, DANÇOU: Ontem fomos ao Cinematerna assistir O Palhaço, o filme do Selton Melo. Assisti meio pelas metades, já que o Luisinho corria de um lado para o outro pelo cinema durante o filme. Mas nem fazia questão mesmo da metade que eu perdi. Ô filmezinho chato, melancólico, triste e pobrólogo. Selton Melo de palhaço deprimido e bobão conseguiu dar a si próprio o pior papel que ele já fez no cinema. A parte mais legal do filme mesmo foi o Luisinho dançando toda a trilha sonora. Da próxima vez, vou levar ele para uma balada.

Ah, é. Em breve, posto aqui uma compilação com os melhores passos de dança do Luisinho. Preparem-se para a sensação do verão. Até o Fly vai ficar no chinelo.

POR Gisela Blanco    |    
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