30 de janeiro de 2012

“Você cuida desse bebê?”

Cuido, eu cuido muito do meu filho. Mas não é exatamente isso que as pessoas têm em mente quando fazem a pergunta acima.

O que elas querem saber é se eu sou a babá dele. E não foi 1 nem 2 vezes que isso aconteceu.

Meu bebê é loirinho de olhos azuis. Um bebê polaquinho. Eu, morena, cheia de brasilidade, sabe comé? E mais jovem do que a maioria das mães de classe média. Então não é raro que pais, mães, babás, porteiros, carteiros e caixas de padaria pensem que eu sou a babá. Principalmente se eu estiver passeando com o pequeno em um dia de mais ahn, digamos, casualidade (ah, e quem é que sai de casa toda produzida pra ir à pracinha de manhã cedo? Por quê a Gisele Bündchen fica linda de calça jeans e regata e eu fico com cara de pobre?). As pessoas são tão pouco observadoras que nem notam que, tirando as cores do cabelo e dos olhos, o bebê é a minha cara. A MINHA CARA!

O caso mais recente aconteceu ontem, quando fui passear com o Luisinho num parque. Tentei puxar papo com as outras mães que estavam por perto com filhos da mesma idade. E senti que elas me cortavam. Até que pelas tantas solto um “o meu filhinho, dá um abraço na mamãe!” e elas me olham diferente. A ficha demorou um tempo pra cair. Mas em algum momento olhei para as outras pessoas ao meu redor e reparei que todas as babás estavam de blusa branca. E aí me toquei que eu também estava de blusa branca. E calça jeans e havaianas. Sem querer, me uniformizei. Pã!

Mas o fato é que ainda não consegui concluir se acho isso bom ou ruim. Ser babá, afinal, não é vergonha para ninguém. E eu até acho divertido poder fingir que eu sou outra pessoa de vez em quando. Às vezes, Ainda mais depois que eu vi na TV a chamada pra um programa de chefes que se disfarçam de funcionários e se infiltram nas próprias empresas. Rá!

Ainda tem outras vantagens:

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1 – Saber sobre o que as babás conversam na pracinha quando os patrões não estão por perto. (até agora nenhum incidente nem atitude suspeita detectados)

2 – Ver o quanto os porteiros e vigias dos lugares estão prestando atenção no bebê. Uma vez um porteiro do prédio, achando que eu era babá, perguntou onde eu tinha deixado o bebê (que estava do lado de fora do prédio com 2 amigas minhas). É bom mesmo que eles nos ajudem a fiscalizar.

3 – Saber qual mãe é babaca o bastante para tratar uma babá mal só porque ela é babá.

Mas tem suas desvantagens também.

A principal é não parecer mãe do meu próprio filho. Afinal, eu tenho o maior orgulho de sair por aí empurrando aquele carrinho com um bebê fofo dentro. E poxa, eu carreguei ele tanto tempo na minha barriga, pari (e doeu!)… não tenho então o direito de ser tratada como mãe? Hunf.

E calma que ainda piora. Quando saio com o bebê e ao mesmo tempo com uma das minhas duas cunhadas (loiras, de olhos azuis e bem mais velhas do que eu), aí é que ninguém tem dúvidas mesmo. Alguma delas é a mãe, e eu sou a babá, mesmo se estiver vestida de ouro da cabeça aos pés. Aí sim a coisa fica feia, mermão: eu morro de ciúmes.

27 de janeiro de 2012

Gadget para fazer o bebê dormir

Atenção, mãe ou pai desesperado: se você ainda não encontrou o seu jeitinho de fazer o bebê dormir e nem está disposto(a) a testar as técnicas do post anterior, eis aqui uma dica que funciona com pilhas.

Parece um cruzamento de cadeirão com ovo de páscoa tamanho família. Mas é o mamaRoo, um bouncer – tipo um bebê conforto eletrônico – que promete fazer o bebê dormir simulando o balanço de um carro ou o ninar dos braços da mãe. O que faz sentido, já que quase todo bebê dorme no carro ou com uma balançadinha no colo. Ele ainda vem equipado com caixas de som que reproduzem chiado (tem bebê que curte um barulhinho pra dormir) e dá para ligar o seu iPod lá também (tem bebê que curte uma mixtape bem selecionada). Não posso dizer se o ovão realmente imita bem esses movimentos porque nunca testei nem vi um pessoalmente (fabricantes: se quiserem me mandar, tamos aí!). Mas a ideia não me parece ruim. Parece uma coisa para pais preguiçosos? É. Vão ficar faltando o contato humano e o aconchego da mamãe? Vão, claro. Mas para adultos que tem problemas na coluna, por exemplo, pode ser uma boa. Ou pra quem já tentou de tudo e não teve sucesso com nada. Ou ainda pra quem curte apertar um botãozinho e ver o bebê chacoalhando… uôpa! Seguuuuura peão!

Deve ser legal ver o bebê lá no simuladorzinho de vôo. Eles devem curtir. Se eu coubesse lá dentro, acho que eu ia curtir. Hehe. Apesar disso, falando bem sério, eu ainda recomendo tentar antes educar o bebê a pegar no sono e dormir sozinho. Afinal, é mais fácil do que qualquer outra coisa e evita ter que levar o micro-eggshped-simulador-de-vôo pros restaurantes com vc, pra praia, pra casa da vó, etc. Ele não parece muito compacto.

A engenhoca já é vendida no Brasil, mas custa uma média de R$1.500, enquanto nos EUA sai por meros U$200. Aqui tem uma lista de onde comprar no Brasil.

26 de janeiro de 2012

Dicas para fazer o bebê dormir – e a polêmica das técnicas

O assunto é recorrente, mas sempre dá o que falar: quase todas as mães e pais tem alguma dificuldade com o sono dos pequenos. Muitos quase todos ficam loucos, acabados, esgotados por causa disso. Cada um tenta resolver da sua maneira, ou da maneira dos livros mais populares ou mais recomendados. Muitas das técnicas são controversas e, o pior, nem sempre funcionam.

Recentemente, consegui fazer o Luisinho dormir sozinho, usando uma técnica do livro Nana Nenem – deixar o pequeno sozinho no berço e esperar que ele durma por si só. No meu post sobre o assunto, recebi comentários de mães que são contra. A Camilla acredita que não compensa deixar o bebê chorando porque ele pode se estressar tanto que os níveis de cortisol (hormônios do stress) podem continuar fazendo efeito no bebê por vários e vários dias. A Bárbara assina embaixo, também condenda a técnica e acrescenta que isso pode ser ruim para o desenvolvimento dos pequenos. Ela conta que seu bebê, o Jonas, dorme parte da noite na cama com ela e o marido e é uma beleza. Já a Vivian, disse que tentou essa técnica, da cama compartilhada, mas mesmo assim seu filhinho acorda a noite inteira e ela já não sabe o que fazer. Está cansada e triste, precisando muito de uma solução.

Como mãe latinoamericana – muito apegada ao bebê, preocupada e com coração mole -, só posso dizer que compreendo e concordo um pouco com as 3. Mas depois de pesquisar sobre o assunto, acredito que não dá para generalizar: cada caso é um caso. E o mais importante é que cada pai ou mãe reage e lida com a falta de sono de uma forma diferente. Há pais que aguentam numa boa, porque sabem que é temporário. Outros, ficam completamente esgotados, mal-humorados. Muitos casais começam a brigar. Alguns, de tanto acordar de madrugada, ganham problemas de sono permanentes, passam a ter que tomar remédios para dormir e por aí vai. E não adianta alguém vir falar “mas não quis ter filho? Então aguenta!” que ninguém no universo se prepara para 1 ou 2 anos de noites mal dormidas. E pouca gente consegue aguentar. Eu, por exemplo, nunca fui de dormir muito. Mas desde que o Luisinho nasceu, passei a dormir quase nada. Fico cansada e triste, assim como a Vivian. Com o coração acelerado. E desconfio que ter uma mãe tão estressada pode ser pior para o bebê do que chorar um pouco para dormir.

Por isso ao longo do último ano, tentei várias técnicas, inclusive a da cama compartilhada. Mas meu sono é muito leve e por mais que eu adore uma sonequina abraçada com o bebê, ele se mexe a noite inteira e eu não consigo dormir de verdade se ele está na minha cama.

Então acho sim que vale a pena tentar tudo o que pudermos (e nossa paciência aguentar, e que a gente ache que não vá fazer mal). Mesmo que tenha que lançar mão de várias técnicas, e que algumas delas não funcionem. Alguma vai acabar dando certo.

Então Vou falar um pouco sobre as duas técnicas mais conhecidas para fazer o bebê dormir. E sobre a minha experiência com elas.

Nana Nenem
O que diz: o livro é escrito por Europeus, que são um tanto mais duros do que nós, mães e pais latinoamericanos. Acredito que eles tem mais facilidade para seguir o que o livro manda: a partir dos 3 meses, deixar que o bebê durma sozinho em seu berço, sem balançar nem nada do tipo. Ele precisa entender que vai dormir sozinho e acordar sozinho, sem os pais por perto (inclusive se der uma acordadinha no meio da madrugada). Tem que aprender, sobretudo, a voltar a dormir sozinho se acaso despertar no meio da noite. No começo, muitos bebês choram. Alguns choram muito, alto, desesperadamente. Alguns vomitam de tanto chorar. E depois de alguns dias aprendem que devem dormir sozinhos e pronto. Mas o livro defende que os pais sejam firmes e sigam a técnica sem voltar atrás – só assim ela funciona. Também defende que o bebê precisa de uma rotina bem definida, de um ambiente tranquilo para dormir e de 3 pequenos rituais que indiquem que está na hora do sono. Por exemplo: banho, historinha e um beijo da mamãe. Recomenda ainda que os bebês sejam colocados para dormir entre 19h e 20h.
Prós: funciona. Não sempre, claro, mas pra muita gente. Algumas mães com quem conversei seguiram todas as recomendações do livro logo cedo e conseguiram fazer com que o bebê dormisse bem sem chorar nem 1 noite. Para mim, as duas dicas mais preciosas do livro foram a de estabelecer uma rotina – colocando o bebê para dormir no mesmo horário todos os dias -, e a de estabelecer um horário cedo para isso.
Contras: alguns bebês tem mais medo de dormir sozinhos do que outros. Tem medo de serem abandonados, afinal, eles não sabem se você está ali no quarto ao lado ou surfando no Havaí. É um mecanismo natural: imagine só ser um bebê indefeso e se descobrir dormindo sozinho no meio da selva? Uma onça pode aparecer e você já era. Então eles choram. Alguns choram MUITO. Alguns vomitam de tanto chorar. E alguns pais choram junto e não conseguem levar a técnica adiante. Muitos pais e a britânica Penelope Leach, autora do livro First Year Essentials: What Babies Need Parents to Know, acreditam que a técnica pode trazer danos físicos e cerebrais aos bebê. Outra desvantagem é que se você for viajar com o bebê, mudar o ambiente em que ele dorme, tudo pode ir para as cucuias e ele pode voltar a dormir mal.
Minha experiência: Eu confesso que nunca consegui empregar a técnica quando o Luisinho era menor, porque nem eu nem meu marido fomos capazes de vê-lo chorando por muito tempo sem fazer nada. Mas desesperados para dormir, tentamos novamente esse mês. Ele agora está com 1 ano e 4 meses, e continuava demorando para dormir e acordando várias vezes por noite. E qual não foi nossa surpresa quando tentamos o Nana Nenem agora: rolou uma choradeira, mas foi bem menor do que imaginávamos e durou só uma meia hora. Ele chorava um pouquinho, brincava um pouquinho. E uma hora dormiu. Tranquilo como um nenem. Mesmo assim, no dia seguinte tive receio de que ele ficasse estressado, bravo comigo. Mas nada. Acordou feliz, brincando com os brinquedos que eu coloquei no berço. E agora todas as últimas noites tem sido assim: dorme sozinho e sem chorar, brincando, feliz e tranquilo. Ainda acorda uma vez ou outra de madrugada. Mas aí eu apareço no quarto, encontro a chupeta que ele perdeu pelo berço e puf, ele volta a dormir na hora, sem eu ter que pegá-lo no colo. Ainda não é o ideal, mas pelo menos eu agora já consigo umas 4 ou 5 horas de sono seguidas, uma verdadeira conquista.

Soluções para noites sem choro
O que diz: que um bom sono deve ser conquistado de vagarinho, com paciência. É um livro bem mais “maternalista”. Se opõe ao Nana Nenem e é contra deixar o bebê chorando para dormir sozinho. Mas muitas das principais dicas se repetem nos dois: criar uma rotina, colocar o bebê para dormir cedo e mostrar para ele que aquela é a hora do sono. O livro aconselha os pais a fazerem uma tabela do sono do bebê, com os horários em que ele dormiu cada dia e como foram essas dormidas. Assim, fica mais fácil entender exatamente o que está atrapalhando o sono do pequeno.
Prós: é um livro muito mais carinhoso e ensina técnicas mais tranquilas, para serem tentadas uma por uma, de vagarinho. Nada brusco, que vá fazer mal ao bebê. Há muitas dicas simples, porém preciosas, como não deixar que o bebê se acostume a dormir só no peito da mãe.
Contras: como é um livro com técnicas mais “lentas”, às vezes podem não funcionar para pais desesperados. É difícil se lembrar, por exemplo, de anotar a hora em que o bebê acordou de madrugada quando você está tropeçando de sono.
Minha experiência: a dica mais importante do livro pra mim foi exatamente a de “desmamar o sono”. O Soluções ensina uma técnica para acabar com esse hábito de sugar para dormir. Eu juro que tentei. Mas não deu muito certo. O que resolveu mesmo foi fazer o Luisinho usar a chupeta. Não foi a melhooor troca do universo, porque ele ainda acorda quando perde a chupeta de madrugada. Mas pelo menos a chupeta não está grudada em mim, e assim eu posso dormir um pouco mais.

Bom, como eu disse antes, nenhum dos livros é perfeito, nenhuma das técnicas vai funcionar para qualquer bebê. Acho que toda mãe latinoamericana tem que observar bem o filho, e levando em conta os hábitos e a idade da criança, tentar entender qual técnica é melhor para cada momento. Ou técnica nenhuma!

25 de janeiro de 2012

100!

Senhoras e senhores, é com o blog de cara nova que anuncio: esse é o meu post n. 100!

E você com isso?

Bom, na verdade não sei. Mas pra mim é certamente algo muito legal mesmo. Passei o dia inteiro boba de feliz, comemorando que esse blog deu certo.

Às vezes pode parecer que hoje em dia é obrigatório que toda mãe tenha um blog pra colocar fotos do seu bebê tomando banho no balde. E pra que o menino sofra algum bullying no futuro, lóóógico. Afinal, vida sem drama não tem graça nenhuma.

Eu confesso (e juro) que nunca tinha pensado no assunto “blog materno” antes de ter o meu próprio filho. Já tinha tido outros blogs, mas naquela coisa, nenhum foi pra frente, nenhum foi lido. Mas depois de ter um bebê eu me vi presa em casa o dia inteiro durante dias (semanas, meses…), com a barriga toda costurada e cuidando de um serzinho novo e totalmente dependente de mim. Com família e tantos amigos morando longe, logo bateu uma solidão típica de quando a gente tem coisas importantes acontecendo e não tem como contar para as pessoas que a gente ama. Sabe como é? Tipo passar no vestibular em primeiro lugar e ter que guardar segredo.

Como nasci em 1984 e cresci na frente do computador, a minha válvula de escape foi óbvia: blog! Um cantinho sem privacidade ne-nhu-ma, onde eu posso desabafar as coisas ruins, derramar as minhas tantas dúvidas, contar o que aprendi. E pra tentar dar (e arrancar) algumas risadas, que vez ou outra eu consigo ouvir nos comentários. Afinal, descobri logo que vida de mãe também pode ser beeem divertida e, quem sabe, interessar às outras pessoas – com filhos ou sem.

Nesse blog, eu sempre defendo os benefícios tecnologia. Aqui nesse post sentimental, não poderia deixar de fazer o mesmo: a internet é linda e a vida social que a gente constrói dentro dela é de verdade verdadeira. Há pouco tempo saiu uma matéria de capa em uma revista falando sobre como os pais devem se preocupar com filhos que tem muitos amigos pela internet e poucos na vida real. E dalhe exagero, como sempre. O que eu desconfio é que nenhuma criança ou adulto normal tinha nos anos 80 tantos amigos quanto temos hoje. E nenhum conseguia mantê-los por perto por tanto tempo. E de uma coisa eu tenho certeza: poucas mães tinham tanto espaço e abertura para falar sobre seus desafios e conquistas, e com chances infinitamente reduzidas de encontrar a platéia certa com quem conversar e trocar experiências. É claro que encontrar os amigos pessoalmente vai ser sempre gostoso em qualquer época. Mas acredito que um tanto de coisas que são melhores ditas quando digitadas.

Assim como 99% dos blogs de mães, no começo, eu escrevia pensando nos meus amigos e familiares que iriam ler. Com o tempo, ganhei novos leitores. E novos amigos. Gente que aparece para me dar dicas capazes de me fazerem rir e até chorar com seus comentários. Dei dicas e recebi dicas, opiniões, críticas. Me senti abraçada tantas vezes e quis abraçar outras tantas.

Valeu, gente! =)

Esse blog é pra vocês!

Mentira. Ele é mais para mim mesmo. Em segundo lugar, para o Luisinho – eu iria adorar ler hoje o que a minha mãe escrever sobre quando eu era bebê. Quem não?

Mas fico feliz de saber que você está aqui lendo. E que vai voltar amanhã, né?* =D

*Na pesquisa sobre o blog, a reclamação principal dos leitores foi a frequencia baixa de posts. Então vamos lá, é uma promessa: posts diários (ou quase) em 2012! Uhuuu!

20 de janeiro de 2012

Independência ou insônia

Todo mundo sabe que fazer um bebê dormir a noite inteira todas as noites era o 13o trabalho de Hércules. Sem espadas e sem álcool. Mas limparam a barra dele porque era óbvio que o cara não ia conseguir.

Quando eles são recém nascidos, dormem pouco tempo seguido mesmo e é normal. Acordam pelo menos a cada 2, 3 horas e a mãe nunca consegue dormir seguido mais do que isso. Tem que mamar, tem que trocar fraldinha, e por aí vai. Mas todo mundo garante: quando ficar maiorzinho melhora. E a mãe de primeira viagem, ingênua e otimista pensa: quando parar de mamar só no peito, passa.

E aí o bebê começa a comer e brincar mais. E a mãe pensa: agora vai! E por uns dias ou até 1 mês inteiro, até que vai mesmo. E aí é só viajar ou mudar qualquer coisinha na rotina e o sono do bebê degringola de volta.

E aí a gente pede ajuda da pediatra, da internet, da tia experiente, recorre aos livros com nomes tão promissores – Nana Neném, Soluções Para Noites Sem Choro -, que pras amigas funcionaram mas que pra mim só dão certo durante 1 semana. Cede à chupeta, aperta o coração pra deixar ele tentar dormir sozinho no berço (e agüenta a choradeira), corta aquela sonequi ha na cama da mamãe, impõe horários, de um tudo. Mas aí é só sair da rotina 1 diazinho pra tudo voltar à estaca zero e o bebê voltar a acordar troce tas vezes por noite.

A ideia principal de todos esses métodos (que pra muita gente funcionam mesmo) é fazer com que o bebê seja independente na hora de dormir. Que não dependa dos pais pra adormecer nem pra voltar a dormir quando der aquelas acordadinhas no meio da madrugada. Coisa que é difícil fazer por aqui, afinal, não somos tão acostumados a seguir à risca aquela rotina tão necessária ao sono do bebê. Queremos ir jantar em um restaurante um dia, a uma festa na casa de alguém com o bebê, Ou fazer uma viagem. E aí ferrou.

Mas tudo bem, porque quando começar a engatinhar vai gastar mais energia e passar a dormir melhor. Não funcionou? Então espere só até ele andar. Aí vai! Ou começar a ir pra escolinha…

Hunf.

Minha conclusão depois de 1 ano e 4 meses é de que não tem muito jeito. O sono do bebê não evolui como uma reta, mas como as curvas da estrada de santos (em dia de chuva e com pneu careca). Tem que ir com cuidado e se preparar para fortes derrapagens. Ou você tira a sorte grande de ter um filho que dorme bem com mais facilidade ou se vira nos 30, nos 300, and counting…

Dormir 6 horas seguidas é um luxo para poucos seres humanos, menos ainda para os que decidem procriar. O sono do bebê é muito instável. Parece mesmo um mecanismo natural de defesa: imaginem na natureza um bebê dormindo sozinho desprotegido no meio do mato? É melhor mesmo gritar para que algum adulto venha dar uma espiadinha.

Mas como somos racionais e evoluídos, lá vamos nós para a tentativa n. 348,7 de fazer o Luisinho dormir sozinho e a noite toda. Deixamos ontem que ele dormisse sozinho, com chupeta, com a mamadeira no berço, olhando de vez em quando e deixando claro que papai e mamãe estavam aqui do ladinho. Depois de meia hora de choradeira, dormiu.

E qual não foi a minha surpresa quando hoje depois do almoço, sem choro nenhum e no maior bom humor, dormiu de novo, so-zi-nho! Me deu até um tchauzinho com sua pequena mãozinha depois que o coloquei no berço e dei a mamadeira. Independente assim.

Ufa! Mais uma pequena conquista. Que sei lá quanto tempo vai durar…

17 de janeiro de 2012

Pesquisa Mãe Geek

Este blog está crescendo. Estou preparando um bloguinho mais bonito, organizado, repaginado, profissa. Cada vez mais interessante e gostoso de ler. Por isso quero saber um pouco mais sobre você, leitor. Quem você é, o que espera do blog. Que seja cada vez mais geek (com dicas de gadgets, lançamentos etc)? Que traga mais polêmicas sobre a maternidade? Ou quer saber sobre o dia-a-dia de um bebê chamado Luisinho?

Para responder o questionário, você não deve gastar mais do que uns 2 minutinhos (sério, eu cronometrei). E todas as informações dadas serão mantidas em sigilo – em nenhuma hipótese publicadas ou repassadas a outras pessoas.

Essa é a sua forma de, assim como uma boa mãe, ajudar esse bloguinho a crescer da melhor maneira possível.

Então lá vai:

12 de janeiro de 2012

Feliz volta das férias!

Primeiro post do ano! aêêêêê!

Eu demorei muito para perceber, mas quando a gente tem filho as férias adquirem todo um novo significado.

Passa a ser assim, ó: viajar, cansa. Ficar na cidade grande e trabalhar, descansa.

O Luisinho de calçãozinho na praia fica uma gracinha absurda. E se diverte um monte na areia. Mas fora isso, a falta de rotina das férias, o sono enlouquecido, acordar cedo e ir dormir tarde todos os dias, o medo do rotavírus na água da praia, da infecção estomacal do restaurante da beira da praia, as picadas de mosquito, o protetor solar de meia em meia hora, a convivência com as mesmas pessoas as viagens longas de carro, engarrafamento na estrada e a chuva bem no dia da virada deixam qualquer um pirado. De duas uma: ou eu estou ficando velha e chata, ou velha e impaciente, ou velha e responsável demais. E estou até desaprendendo a contar. E aí, eu que sempre gostei tanto de viajar, que sempre fui ótima em tirar férias (acho que era o Bussunda que dizia isso quando alguém falava que ele trabalhava super bem: respondia que sabia tirar férias melhor ainda)… de repente fiquei morrendo de vontade de trabalhar. Que coisa, né? Ok, fora essas irritações, continuo adorando viajar, mas a minha versão mãe agora também acha a volta para casa uma belezura.

Deixando pra trás o mau humor, quem aí não adora um cheirinho de ano novo? Voltei para São Paulo cheia de gás, arrumando a casa, organizando a minha rotina e a do bebê, procurando novos trabalhos e até organizando esse blog aqui. Que isso em breve estará de cara nova e, espero eu, bem mais legal. E bem humorado. =)