Estava aqui organizando uns vídeos e descobri esse de quando o Luisinho tinha pouco mais de 1 ano. Foi durante uma contação de histórias no SESC Pompéia. Nunca tinha reparado nele direito porque na hora que estava filmando não prestei atenção na história que a moça contava. Agora vi que a menininha que agarrou o Luisinho estava tentando “interpretar” o texto… hehehe
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Sorteio de um cestão de fraldas! #pamperspremiumcare
Fraldas descartáveis! Uma das melhores invenções da humanidade. Melhor até do que a roda ou o smartphone. Afinal, eu até viveria num mundo sem carros ou telefones espertos, mas sofreria DEMÁS se tivesse que gastar meu tempo lavar panos sujos de cocô todos os dias (é, eu não sou uma mãe muito eco-sustentável). Talvez meu marido, menos fresco que eu, até encarasse o tanque reclamando menos. De qualquer forma, desconfio que a popularização das fraldas descartáveis tenha sido decisiva para que os pais também passassem a dividir com as mulheres a tarefa ingrata (porém necessária) de trocar o bebê.
Por isso espero que os homens e mulheres modernos e entusiastas da tecnologia fraldística curtam esse sorteio aqui de uma cesta de fraldas Pampers, da linha Premium Care (o último lançamento da marca). No pacotão vêm 6 embalagens de fraldas e um pacote de lenço umedecido e um trocador.
E olha, só aceitei fazer essa propagandinha pra marca porque eu sei que a fralda é boa mesmo – é a que eu uso e a única que não deu alergia no Luisinho durante o primeiro ano de vida. A parte ruim é que ela não é a das mais baratas (na verdade, em muitas cidades, é a mais cara do mercado). Então ganhar uns 6 pacotinhos não seria nada mal pro seu bolso, né?
Para participar do concurso, basta comentar esse post aqui no blog contando qual foi a sua experiência mais engraçada com uma troca de fraldas até o dia 18 de setembro. O sorteio será randômico, então você ainda pode ganhar mesmo que a sua história não seja divertida. Mas vai, toda mãe e pai tem algum episódio comédia pra contar… =)
Não esqueça de colocar seu e-mail para contato no campo específico do comentário (ele não será divulgado).
Boa sorte!
“Vou fazer uma longa viagem internacional. Devo levar meu filho de 1 ano ou deixá-lo com as avós?”
Antes, deixe um pouco de lado os seus sentimentos. Para responder essa difícil pergunta, vamos usar matemática. Consultamos dados confiabilíssimos do Instituto GB de Pesquisa para o Bem Estar Infantil e a Sanidade Mental Materna*, que mostram as probabilidades** de você se dar mal ou bem a cada escolha. A seguir, você poderá acompanhar uma análise das probabilidades de que aconteça cada situação por que você passaria em casa uma das escolhas.
Note que as probabilidades aqui referenciadas foram levantadas tomando como base uma viagem internacional feita por um pai e uma mãe com duração de 15 dias (que pra mim ja é muito longa), passando por 3 países, com 7 trajetos de avião e 1 de navio (que totalizam cerca de 40 horas de translados), carregando 2 malas grandes (que no final, juntas, totalizavam cerca de 45 kg) e fazendo passeios à pé no calor infernal de 40 graus do verão do hemisfério norte.
Se você resolver não levar seu filho:
• Probabilidade de comprar uma mala inteira de presentes para o pequeno: 73%
• Chances de ficar falando do filho a noite inteira cada vez que você encher a cara: 87%
• Probabilidades de sentir vez por outra um vazio terrível, que te deprime e corrói a alma, por não ter aquela pequena pessoa feliz por perto: 99%
• Chances do seu filho ficar super triste com as avós, morrendo de saudades de você e sem nem querer brincar: 0,1%
• Chances do seu filho ter comido muita macarronada e estar viciado em GEMADA quando você voltar: 82%
• Probabilidades do seu cônjuge ficar emputecido quando pela 23a vez no dia você solta um “ai que saudades do meu bebê!”: 99,9%
• Chances de chorar cada vez que você vê seu filho pelo Skype: 78%
Se você resolver levar:
• Chances de ter que trocar pelo menos 10 fraldas no aperto do banheirinho do avião: 100%
• Chances de ter que trocar uma fralda de cocô durante uma turbulência: 95%
• Probabilidade do bebê se irritar com o calor e fazer birras homéricas a cada 5 minutos do passeio: 88%
• Probabilidade de passar 15 dias carregando mala, carrinho e um bebê no colo ao mesmo tempo, porque ele se recusa a ir no carrinho: 73%
• Chances de brigar com seu cônjuge o dobro de vezes do que em casa: 60%
• Probabilidades do bebê ficar doidão por causa do jet lag e não dormir direito a viagem inteira: 98%
• Probabilidades de você ficar mais doidona ainda porque o bebê ficou bem doidão com o Jet lag e você não dormiu nada: 99%
Opinião de quem tomou sua decisão, viajou e já voltou: depois de fazer uma demorada análise mental de todos esses dados, decidi não levar meu bebê. Ele ficou com as avós, que, até onde sei, fizeram um ótimo trabalho (afinal, o que o Skype não vê, o coração não sente).
Na verdade, a decisão inicial foi tomada pela Policia Federal. Sim: tentei tirar o passaporte do Luisinho 1 mês antes, para que ele viajasse de férias comigo, mas a PF não tinha datas disponíveis para agendamento pelos próximos 2 meses. Quando um amigo deu a sugestão de tentar fazer um passaporte de emergência, as passagens dos pais já tinham sido compradas pensando em uma viagem sem bebê: indo para 3 países diferentes (Londres, Turquia e Grécia), passando por várias cidades e ficando só 2 ou 3 dias em cada uma. Viagem para adultos. Chance para uma 2a lua de mel. Tempo precioso só de adultos, que todo pai e mãe mereciam ter de vez em quando. Super necessário para fortalecer o relacionamento e dar descanso físico e mental para o casal.
Se eu me arrependi da parte que me coube dessa decisão? Claro que… sim. Sobrevivi, mas as saudades foram grandes demais. Aprendi que da próxima vez que viajar sem ele, vou tentar restringir o tamanho da viagem a uma semana, no máximo, que já tá bom. Mas se for com ele, planejar a viagem pensando no bebê, claro – com só 1 ou 2 lugares diferentes por vez, estadias mais longas em cada cidade e menos trajetos de avião. Afinal, segundo o Instituto GBN, essas sim são decisões de mães e pais espertos.
* GB = Gisela Blanco Narloch. Ou seja, eu.
** Todos os dados foram rigorosamente inventados por mim.
Como fazer o seu filho comer – quando você já está quase pirando de tanto tentar
Não que eu saiba de verdade. Tem sido um grande exercício de criatividade fazer o Luisinho comer ultimamente. Ainda mais depois que ele entrou na fase do viking bêbado – brinca com a comida, joga na parede e esfrega no cabelo antes de comer (não que eu permita isso). Bom, depois de alguns meses de batalha gastronômica aqui em casa, resolvi montar uma lista com as melhores dicas que eu encontrei por aí, com as que me deram essa semana no Facebook, e com as coisas que eu já tentei intuitivamente. Nem todas funcionaram, mas algumas renderam momentos divertidos… =)
Aqui vai então uma lista com 16 dicas que usei para tentar fazer meu filho comer, em ordem das mais tentadas recentemente (as mais básicas, para os menorzinhos, está lá no meio!):
1 – Deixe que ele coma sozinho. Algumas crianças são tão independentes que não aceitam você tentar colocar a colher em sua boquinha. O Luisinho é assim. Não que ele tenha coordenação motora o bastante, do alto dos seus 1 ano e 9 meses, mas eu deixo que ele coma sozinho mesmo assim. Já desencanei de tentar refeições com pouca sujeira. Sim, tem dias em que a minha cozinha fica parecendo que eu joguei todo o conteúdo da geladeira num ventilador. O jeito é respirar fundo, dar a comida em um prato de plástico, vestir sua máscara anti-arroz voador e rezar para que a bagunça não seja tão grande. Para minimizar danos, eu também costumo usar um babador como esse aqui, que é de plástico e tem depósito para a comida:
2 – Deixe que ele brinque com a comida. Talvez eu perca a minha carteirinha do clube de mães do ano por causa disso, mas eu deixo mesmo. Da primeira vez que eu vi o Luisinho virando o prato e pintando a mesa e as paredes com a sopa como se fosse tinta guache, fiquei desesperada. Mas aí depois percebi vi que ele catava as cenouras, o frango e a ervilha e ia comendo tu-di-nho. Então instituí como regra que o que está na mesa pode ser comido e o que foi parar no chão e nas paredes não vale. É uma medida desesperada? Sim, é. Alguém aí ficou horrorizado? Certamente. Mas parece divertido pra ele e faz parte da fase de viking bêbado por que ele está passando.
3 – Leve para comer com um amiguinho. Não é uma dica para todo dia, a não ser que você seja a pessoa mais sociável do mundo ou viva numa comunidade hippie. Mas quando der, pode ser uma boa. Ver outras crianças comendo torna o momento mais divertido pra eles. O que pode significar também guerra de comida e bagunça em dobro. Mas com a gente funciona super bem. De tanto que eu tenho levado o Luisinho para jantar com a vizinha (que tem a mesma idade), já somos quase uma comunidade hippie. Mas isso só porque amo meus vizinhos, que são os mais legais do mundo (muuuah!
).
4 – Mude o recipiente. Eu nunca imaginei que isso fizesse diferença para um bebê, mas quando experimentei uma vez colocar o arroz e o feijão dentro de uma CANECA, ele comeu tudo que antes estava no prato e não queria comer. Vai entender. Outro dia coloquei bife de fígado numas panelinhas de brinquedo e ele traçou tudo.
5 – Dê a comida num lugar diferente. Hoje, por exemplo, depois de meia hora no cadeirão se recusando a comer, o Luisinho se enfiou atrás de uma fruteira. A babá foi até lá com o prato e aí milagrosamente ele começou a comer tudo – se ela passasse a colher por entre as grades, cada vez em uma prateleira diferente. Se você não tiver uma fruteira tão legal quanto a minha (hohoho), tente um parquinho ao ar livre, a varanda, o quarto dele…
6 – Ligue a TV. Todo mundo sabe que não se deve fazer isso, mas todo mundo faz e pronto. Nem sempre a gente tem tempo e paciência e a pedagogia necessária, então precisamos ser práticos. Acho super válido. Mas não faço aqui em casa. Poderia dizer que sou filosóficamente contra, que é um absurdo alienação-mídias-do-mal e blá blá. Mas a verdade é que a mesa da cozinha fica longe da TV e eu morro de preguiça de ficar depois catando arroz do sofá, por isso uso muito pouco esse recurso.
7 – Mantenha uma rotina. Dê as refeições sempre nos mesmos horários e delete os lanchinhos fora de hora. Eu juro que tento fazer isso, na medida do possível. Considero a rotina superimportante pros bebês. Pena que a rotina não gosta de mim. Eu tento segui-la, mas ela foge de mim… mas sério, mesmo seguindo uma quase rotina às vezes ele não come.
8 – Se ele pular uma refeição, deixe com fome esperando pela próxima. Não sei se eu sou a mãe mais molenga do planeta, mas EU NÃO CONSIGO! Deve ser algo instintivo, sei lá, mas se eu sei que o gurizinho tá com fome e não come há muito tempo (tipo mais de 4 horas), dou qualquer coisa que tape o buraco do estômago – leite, suco, frutas. A minha regra é só nunca dar bobagens muito bobas nessas ocasiões, do tipo bolacha ou doce. Talvez eu esteja denunciando aqui o meu mais profundo erro materno, mas é isso. Não consigo saber que ele está sem comer e deixar com fome até a próxima refeição.
9 – Tente cantar uma musiquinha, faça caretas, pule, rodopie. Tudo isso já funcionou em algum momento aqui em casa. Agora eu posso fazer um espetáculo de stand-up comedy inteiro que não adianta.
10 – Faça aviãozinho. Depois caminhão, trator, navio, espaçonave… algum da frota pode ser que funcione. A dica mais clichê do universo funcionou aqui em casa mais ou menos durante só 1 semana. Mas foi uma linda e fácil semana.
11 – Use apetrechos divertidos, como esse babador e colher aqui embaixo. Ninguém garante que o seu filho vai querer comer – o mais provável é que ele queira brincar – mas pelo menos o seu mal-humor já melhora um pouquinho.
12 – Mude a forma de cozinhar as refeições. Tem criança que gosta de cenoura crua, mas não gosta cozida. E por aí vai. Como você vai saber do que ele gosta se o pequeno ainda não sabe falar direito? Tente, tente, tente. Você é um ser incansável (ahn-han).
13 – Mude a temperatura da comida. Essa dica é quente! Ou fria. Tente dos dois jeitos, que algum ele pode curtir mais do que o outro.
14 – Dê coisas que ele gosta de comer. Eu já disse pro Luisinho que essa coisas de crianças que rejeitam verduras era um grande clichê, que eles não estava sendo nada original. Mas não funcionou. E ai, eu que era terminantemente contra dar macarrão durante a semana, comecei a liberar mais vezes, depois que eu vi o tanto que ele AMA massas. E aí o que faço para minimizar os danos é comprar massas integrais, misturar um verdinho no meio, que ele come por tabela… esses truques que você já deve saber. Mas sempre com o cuidado também de não dar SEMPRE, porque se não… Super Size Baby.
15 – Dê frutas para abrir o apetite. Eu sempre evitei dar frutas logo antes das refeições, porque achei que isso fosse encher a barriga dele e ocupar o espaço destinado ao arroz-com-feijão. Mas depois da dica da Sharon, deixei o Luisinho comer uma pêra que ele mesmo catou na fruteira outro dia antes do jantar. Qual não foi a minha surpresa quando ele devorou um pratão de sopa depois!
16 – Mude a apresentação da comida. Servir um prato mais colorido pode deixá-lo mais interessado. Percebi isso quando o Luisinho começou a se interessar pelo jantar da nossa vizinha, que tinha exatamente as mesmas coisas que eu coloco no dele, mas de um jeito diferente (o dele era sopa, o dela vinha com tudo separadinho). Aqui entram também aqueles truques de fazer desenhos no prato, criar personagens, desenhar. O efeito colateral é que ele pode querer brincar mais ainda com a comida. Ou seja, vai rolar guerra de comida de qualquer jeito, mas pelo menos ela será mais mais divertida.
Pepi Bath – App de iPad que ensina a dar banho, escovar os dentes e fazer cocô
Pensem em tudo o que você pode fazer com um iPad. Pensou? Aposto que tomar banho, escovar os dentes, lavar roupa e fazer xixi e cocô não estavam na lista. Ok, talvez você tenha pensado na sua leitura matinal no troninho, mas não é bem isso.
Achei bem legal esse app em que as crianças podem brincar de dar banho em um menino ou menina. Bebês e crianças costumam gostar de banho até certo ponto, então parece interessante tentar manter isso como algo legal. Além do banho, também dá para escovar os dentes, lavar a roupinha e ajudar o personagem no banheiro na hora de fazer cocô. Aprende a limpar a bundinha do personagem, jogar o papel no lixo, dar a descarga…
Ok, falando assim, parece bizarro. Por que alguém ficaria limpando bundas e dando descarga na tela do iPad? Bom, porque eles são crianças e acham divertido! E se quiser um motivo mais didático, porque precisam se familiarizar com essas coisas. O Luisinho ainda não chegou no momento de treinar na vida real essa importantíssima habilidade que é fazer as necessidades fisiológicas em uma privada. Mas acho interessante que ele já vá entendendo do que se trata, entendendo como algo legal. E as ilustrações do app são bem bonitinhas. Recomendo como raridade – acho difícil encontrar bons apps para crianças pequenas que não sejam bobos demais ou tenham tudo escrito em inglês (esse é gringo, mas não tem falas nem nada escrito).
E agora, uma informação importante: o app, que não é democrático e só tem na App Store mesmo, custa $1,99, mas hoje está de graça pelo aplicativo app grátis! Baixa lá!
Quem tem medo da dentista infantil?
Afinal, qual é a hora certa de levar um bebê ao dentista pela primeira vez? Se você colocar a pergunta no Google, vão aparecer respostas bem diversas, de “assim que nascerem os molares” (que foi o que sempre ouvi) a sites dizendo que já pode levar assim que o primeiro dentinho nascer. E é claro que os dentistas sempre vão recomendar levar o quanto antes. Eu recomendo esperar a hora certa. A não ser que você não pague pela consulta do dentista, tenha um milhão de dúvidas que o seu pediatra não consegue responder… ou esteja enfrentando algum momento de desespero.
Eu enfrentei um desses.
Veja lá o drama desde o início: chega um momento da vida de um bebê em que ele ganha dentes. Sofridos dentes que doem pra nascer, que fazem o pequeno babar, e, há quem acredite, até causam febre e diarréia (nesse ponto os pediatras ainda divergem). Mas eis que eles crescem e aparecem e começam a morder o mundo inteiro (coisa que eles já ensaiavam antes, mesmo sem dentes). E eis que um dia você começa a ter que escová-los. Sim! Você, que já tinha preguiça de escovar os seus próprios dentes 3 vezes por dia, passar fio dental, flúor e bicarbonato (tô falando de você, não de mim), agora terá que escovar os dentes de um outro ser humano. Um que come de tudo, inclusive chocolate, açucar, balinha e biscoito que caiu no chão, mas que não deixa você colocar a escova com a pasta dentro de sua pequena boquinha. E aí, como faz? Inventa historinha? (been there) Escova junto com a sua hora de escovar os dentes? (done that) Deixa ele escovar os seus também? (yeap!) Compra escovinha divertida (check!) Nada disso funciona? (an han!) Então agarra o bebê, dá um mata-leão e escova a força? (oh my god!).
É nessa hora que você percebe que o seu filho tem pela frente uma potencial brilhante carreira como lutador de MMA. Ô rapazinho bom pra se esquivar de uma imobilização!
Eu levei o Luisinho pela primeira vez ao dentista quando o desespero bateu. Com 1 ano 8 meses, quando ele teve estomatite, que trouxe de brinde uma gengivite. Depois de 15 dias, voltei para a temida 1a consulta oficial. Como o Luisinho sempre demonstrou PAVOR de que alguém escove os dentes dele (ele próprio pode, adora ficar lambendo a pasta de dente), achei que iria surtar na dentista. Estava apreensiva, ansiosa, apavorada também.
Mas nada. Foi tranquilo. Tranquilíssimo. Fiquei chocada até (positivamente). MÁGICA! A doutora Thaís chegou com jeitinho, conversou, deu brinquedo, mostrou a escovinha, testou antes na mãozinha do bebê pra ele ver que não dói, depois na boquinha… e ele abriu o bocão e deixou que ela escovasse, fizesse uma limpezinha, passasse fluor… e se quisesse ter feito 5 obturações e mais 3 tratamentos de canal, ele teria deixado também (mas tomara que nunca precise!). Assim, fácinho. Hipnose? Ah, foi só experiência e jeitinho.
Nunca imaginei que uma visita ao dentista pudesse ser tão indolor. E divertida, além de tudo.
E aí quem tem medo de dentista agora?
p.s.: Mas é claro que vida de mãe não é fácil e foi só voltar pra casa pra ele voltar a espernear toda vez que eu tento escovar os dentes dele. Mesmo que eu tente usar o mesmo jeitinho da doutora Thaís e venha super fofa contando historinha. É que com a mãe a birra é mais embaixo. Mas tudo bem. Já estou tomando providências pra resolver isso com outro jeitinho. Vou fazer aulas de judô.
Chocolate, mentiras e videotape
Esse post precisa começar com uma pergunta: qual é a hora certa de liberar o açúcar para uma criança? Chocolate, bolo, balinha… quando eles devem entrar no cardápio dos pequenos? Como você fez na sua casa?
Antes de ser mãe, eu tinha uma convicção: só daria açúcar para o meu filho quando ele realmente soubesse o que era, quando implorasse pedisse. Achava um absurdo dar um chocolate para um bebê que ainda não sabe direito o que é isso. Afinal, pra quê? Qual é o valor nutritivo? Qual a necessidade? O meu filho só ia comer essas coisas no mínimo depois dos 2 anos de idade. Ok, eu também adoro açúcar e chocolate, mas adoraria que o meu filho demorasse um pouco a entrar nessa vida hedonista, viciante e provocadora de cáries. Estava decidido.
Acontece que eu tinha me esquecido de um pequeno detalhe: existe o pai. No nosso caso, um que adora ver o filho experimentar as coisas que eu enquadro na categoria “bobagens e porcarias” (açúcar, chocolate, café etc). E que ele provavelmente enquadraria na categoria “felicidade”.
Eu juro que lutei contra ele durante um bom tempo. Mas uma hora fui derrotada. Na verdade foi uma derrota lenta, aos poucos… um bolinho daqui, um biscoitinho dalí… e aí, de repente… CHOCOLATE!
Ainda tento controlar de alguma forma, mas está cada vez mais difícil. Perdemos as estribeiras. O pecado adentrou a nossa casa para todo o sempre (amém!). Está dada a largada para uma vida de chocolate, mentiras e videotape.
* E, aliás, vou terminar com outra pergunta: e quando é uma criança aprende a mentir? Quando percebe que a mãe não gosta que ele coma chocolate?
Só as mães sabem bater um carro de forma elegante
Fiz merda. Bati na traseira de um carro parado. Mas foi com classe.
Esqueçam aquela cena deselegante de uma família cheia de filhos chorando no carro, remelas e narizes escorrendo, um irmão puxa o cabelo do outro, que grita desesperado, pernas pro alto, bolinhas de papel voando, desespero, tapas sobrando para a motorista, vira a mãe já descontrolada e manda todo mundo calar a boca porque se não ela vai bater o carro ou bater nos moleques.
Não. Nada disso.
Era praticamente um dia de verão. O sol brilhava e o mundo parecia propaganda institucional, belo e feliz. Luisinho dormia tranquilamente na sonífera cadeirinha do carro enquanto voltávamos de um brunch dominical (coisa chic). Eu ia dirigindo vagarosamente, prudentemente, num trânsito bem lento, a uns 20 km por hora na Oscar Freire (tô dizendo que tava chic). Quando de repente acontece o inesperado: a cabeça do bebê pende pra frente e ele solta um grunidinho esquisito (e logo volta a dormir). Eu, assustada, mãe, olhei para trás. E aí o trânsito parou e eu não vi e póf no carro da frente. Mas um grande “póf”. Uma cacetada de respeito.
Passo alguns segundos encarando o porta-malas do carro da frente, sem reação. Não parecia ter amassado nada. O motorista vai descer? Não vai? Eu desço, espero pra ver se ele desce, #comofaz? Desceu. Vamos lá. Ligo o pisca-alerta e saio do carro pra falar com ele, mas antes dou a volta por trás e pego o bebê, que mesmo com o póf de responsa, continua dormindo. Fui lá com o bebê no colo, elegantemente pedir desculpas pro cara do outro carro.
E aí dei a grande sorte de encontrar um dos 2% de motoristas educados de São Paulo. Não sei se foi o anjinho dormindo no meu colo que é de intimidar encantar qualquer um, mas o cara foi simpático e compreensivo. Anotou meu celular, eu anotei o dele, pedi desculpas mais umas 57 vezes, ele disse um cordial “tudo bem, isso acontece”. Ficamos de nos falar durante a semana para ver se ia precisar mesmo de conserto (o porta-malas dele ficou meio ruim pra fechar). Pronto, acidentes acontecem, somos pessoas civilizadas, tudo será resolvido. Viu? Classe.
[Intervenção de sinceridade demandada pela minha consciência: fiquei apavorada. Morri de medo, tremi. Me senti culpada mil vezes. Como diabos eu não sei que não posso olhar pra trás no meio do trânsito? Quantas vezes eu já fiz isso e me arrependi em seguida, vi que podia ter batido o carro sério, que a coisa podia ter sido grave? Que tipo de mãe inexperiente faz uma bobagem dessas e coloca a segurança do filho em risco? E coitado do outro motorista que não tinha nada a ver com isso e deve ter ficado enraivecido! Ainda bem que eu tinha um bebê adormecido para usar no colo como escudo para minha vergonha]
Mas o que fechou mesmo com chave de ouro a elegância da história foi o boletim de ocorrência registrado pelo meu elegante marido:
Bebê com conjuntivite
Eis que o molequinho me chega da escola com um olho mais fechado do que o outro. E ainda por cima vermelho e cheio de remela amarela nojenta (epa, mas mãe não tem nojo, rapaz!). Essa não precisei nem pesquisar no Google: conjuntivite na certa. Por desencargo de consciência, e porque eu sempre faço tudo cer-ti-nho, consultei a pediatra dele. Voi-lá: conjuntivite mesmo. E aí ela explicou: se passar rápido, provavelmente é viral. Se demorar muito, uma infecção por bactéria, e da-lhe colírio antibiótico. De qualquer forma, a principal recomendação dela foi manter os olhos sempre limpinhos, usando um algodão com soro fisiológico ou água filtrada geladinha (antigamente era água boricada, que agora os oftalmologistas não costumam recomendar mais nesse caso).
Ok, isso foi há 2 dias. Acelera o tempo e vamos para hoje, quinta-feira: ele já está bem melhor. Viral então, it is. Durante o dia, só parecem grandes olheiras nos dois olhos. Uma carinha de panda, uma coisa assim até meio fofinha. Não mais como se ele tivesse levado um soco no olho, como parecia no início da semana. Mais uma daquelas doencinhas chatas e feias que assuntam, mas que a gente não precisa tratar com remédio – bebês tem muitas dessas, e mães mais desesperadas podem acabar medicando o filho sem necessidade. Portanto é sempre bom ter um pouquinho de paciência.
As remelas amarelas nojentas estão ficando cada vez mais escassas. Só pioram durante a noite: talvez porque nesse período eu não fique limpando ou porque com os olhos fechados a gente produz mais remela mesmo (algum especialista no assunto por aí? experts em remelas, apresentem-se!). Ou talvez ele esteja com cara de sono mesmo, já que dormiu bem mal nos últimos dias. Deve ser um tanto quanto terrível querer abrir os olhos no meio da noite e não conseguir porque eles doem ou estão meio… ahn… grudados (já sabe com o quê, né?). Ainda mais quando o Corinthians ganha a Libertadores e tem gente soltando ROJÃO a noite toda… vai Co
Como eu me sinto quando…
… descubro que vou poder fazer uma viagem romântica com o marido nas férias, pra um país bem distânte e exótico.

… e aí me toco de que isso significa que não vou poder levar o bebê junto.














