18 de março de 2013

Adalbertolândia: o maior tesouro dos parquinhos de São Paulo

No último sábado, levei o Luisinho para conhecer um verdadeiro tesouro, um lugar que realmente dá significado a todos os adjetivos que vêm à cabeça quando você pensa nessa palavra. É um parquinho criado por um senhor chamado Adalberto, que aproveitou um terreno de família que fica em frente à sua casa, no Sumaré, para fazer uma área divertida para as crianças. Isso foi há 43 anos. A única “lândia” que é de graça – segundo a placa no próprio parque – sobrevive até hoje muito bem cuidada por seu Adalberto, que abre os portões aos sábados, domingos e feriados. Com as próprias mãos e seus dotes de marceneiro e artista, o publicitário aposentado de 86 anos criou um carrossel, fabricou balanços e gangorra, construiu um mirante. E demarcou trilhas em meio às árvores do terreno que no centro dessa cidade cheia de prédios espremidos viram uma verdadeira floresta. O parquinho é pequeno, é simples, mas é lindo.

Tudo lá é muito singelo, bem cuidado e antigo. O carrossel de madeira já me deixou emocionada só de existir. É tão bonito, clássico e suntuoso, que dá para imaginar crianças brincando nele em 1969, quando foi construído. Eu, que freqüento muitos parquinhos com meu filho, estou acostumada a encontrar sempre os mesmos brinquedos, feitos em série pelas mesmas empresas. Na Adalbertolândia, a história é outra. E é bem divertida: o Luisinho pedia várias vezes para ir no cavalinho, achando o negócio mais divertido do mundo aquele roda-roda enorme aos olhinhos dele.

Clique aqui para ver no mapa onde fica a Adalbertolândia

Também me chamou a atenção ver o cuidado que seu Adalberto teve de sinalizar a recomendação de idade para cada brinquedo. O Carrossel, até 8 anos. O balanço para bebês, até 2. Outro balanço, pode até 5. E no mirante, até 100.

Dá para sentir que o lugar é cuidado com carinho até nos detalhes mais singelos – e nos toques de modernidade, como os cartazes de filmes colados atrás do balanço para crianças de até 5 anos, provavelmente doados pela locadora de DVDs da esquina. Ótima supresa pro Luisinho, que ultimamente anda vidrado em dragões e assiste o filme “Como Treinar Seu Dragão” quase todo dia. Uma aula de decoração prática aprovada pelos pequenos.

Outras fofuras encontradas por lá: plaquinhas que indicam o caminho da trilha pelas árvores (mas que estavam fechadas por risco de escorregões com a lama da chuva), bonecos de pássaros escondidos pelas árvores, altarzinho para uma imagem de santa que foi abandonada no parque, lixeira que agradece quando você a abre para jogar o lixo dentro, uma galinha que mora solta lá no parquinho (o Luisinho, fã das cocós, pirou). E os dizeres de uma placa que me deixaram com os olhos cheios de lágrimas. Nela, o criador do parquinho diz que fez aquele lugar para passar para as crianças a vivência de dois princípios básicos que estimulam a formação de uma comunidade sadia e justa para todos:

1 – Sempre podemos – e devemos – oferecer alguma coisa para os outros sem pedir nada em troca. (a felicidade que despertamos nos outros vai se refletir em nós mesmos)

2 – Todos podemos – e devemos – viver em perfeita harmonia, independente de cor, religião, nacionalidade, ou poder aquisitivo. (não é muito melhor assim?)

Pode me chamar de chorona. Mas não é bonito que ainda exista gente que pense dessa forma? A gente está sempre reclamando que as pessoas na cidade são egoístas, que ninguém nem dá bom dia pro vizinho. E aí, você um dia percebe que ainda existem no mundo gente como esse senhor: não só dá bom dia, mas nos dá a possibilidade de termos de fato um dia muito bom.

Mas precisei me segurar para não chorar mesmo foi quando o seu Adalberto em pessoa apareceu por ali. Soltei logo a primeira frase que me veio à cabeça quando o vi: “Obrigada, seu Adalberto. Pelo parquinho”. Ele riu e se sentou num banco em frente ao Carrossel em que o Luisinho rodava pela milésima vez. Chamou a galinha que mora lá e ela veio correndo para o seu colo. Eu tentei puxar papo. Disse que achava incrível como ele mantém esse lugar mesmo com a especulação imobiliária e tudo. E ele me falou: “Graças a Deus, nunca precisei vender. Muita gente já me aconselhou a doar o terreno para a prefeitura, que pelo menos assim eu não pagava mais imposto. Mas não faço isso de jeito nenhum. A prefeitura não cuida, vai abandonar tudo, deixar os brinquedos estragarem e a grama crescer. Eu cuido”.

Logo começou a chover e tivemos que ir embora. Mas saí de lá com uma sensação boa que durou o fim de semana inteiro e me fez pensar que ainda existe muita gente boa nesse mundo. E que parquinhos fazem mesmo muito bem para a saúde (seja física, mental ou espiritual).

POR Gisela Blanco    |    
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11 de março de 2013

Oz, Mágico e Poderoso: ou como fazer um moleque de 2 anos assistir um filme legendado e 3D no cinema

Era um dia sombrio de chuva. As janelas tremiam ao rugir do vento e o temporal assombrava toda a cidade.

Sério, era mesmo. Isso foi na última sexta-feira. Acabou a luz aqui em casa e no bairro inteiro. Quando foi hora de buscar o Luisinho na escola, ao invés de vir pra casa e subir 10 lances de escada com ele resolvi me refugiar no único lugar do bairro em que nunca falta energia: o shopping. E aí tive a ideia brilhante de levar o guri ao cinema. O filme? Oz, Mágico e Poderoso. Bem no dia da estréia nacional!

O Luisinho está com 2 anos e 5 meses. Da última vez que tentei ir ao cinema com ele, foi para uma sessão de Kung Fu Panda no Cine Sesc, em que ele passou metade do tempo correndo pelo cinema (e eu emputecida porque queria me concentrar no filme. Ótimo roteiro edificante, aliás). Mas achei que era hora de darmos uma nova chance ao cineminha.

Acontece que quando chegamos à bilheteria do cinema, descobri que não tinha filme infantil passando naquele horário (já passava das 18h). Oh, well. O único que tinha classificação livre era o Oz, e era dia de estréia (ou seja: cinema lotado) e não era exatamente recomendado para crianças semi-bebês. Não é um filme exatamente adulto, mas só de ter pessoas de verdade e não desenhos animados já diminui em 90% as chances de prender a atenção de um garotinho de 2 anos. Depois de uma advertência da moça da bilheteria “olha, acho que ele não vai gostar não”, resolvi pensar um pouco.

Enquanto isso, dei um jantarzinho pro filhote – lembrando que praça de alimentação de shopping não tem só porcaria: comemos arroz com lentilha, quibe e brócolis num self-service árabe delícia. E ele foi tão bonzinho pra comer e ficou perguntando tanto sobre o cinema – “cadê cinema? Tá lá?” – que eu achei que ele merecia esse voto de confiança. Liguei pro marido e pedi pra ele dar uma olhada rapidinho no trailer do filme no YouTube e me dizer se achava que nós tinhamos chances. Ele disse que não, mas que o filme parecia bem legal. Eu também me lembrava de já ter lido algo a respeito e fiquei com bastante vontade de ver. Quando eu era criança, o Mágico de Oz era um dos meus filmes preferidos.

Me lembrei de outro detalhe: ele tirou a fralda pra valer mesmo há pouquíssimo tempo (oficialmente há 1 semana mais ou menos). Caso ele gostasse do filme, corriamos então outro risco: de xixi. Será que ele aguentaria o filme inteiro? Será que ele pediria pra sair no meio, mesmo que estivesse curtindo? (geralmente crianças não gostam muito de parar o que estão fazendo em prol das necessidades fisiológicas…)

Arrisquei. Comprei os ingressos. E um arsenal de balinhas e chocolates. Ieeeeeei! Lá vamos nós! E… putz grila, é em 3D. Chegamos na porta da sala de cinema e uma moça nos dá óculos. Pensei: “agora ferrou. Conseguir fazer uma criança de 2 anos passar 1h30 parada na frente de uma tela já é um desafio. Usando um óculos então… impossível”. Quase voltei pra trás e tentei devolver os ingressos. Mas o Luisinho pegou o óculos dele na mão e falou “óia!” e me deu um novo impulso de coragem. Vamos lá! Há mães que passam por perrengues inimagináveis pela sua cria… de enfrentar ônibus lotado com a criança no colo a pular na cova dos leões. Que mal faria perder um dinheirinho com o cinema?

Respirei fundo e dei um acionei o meu botão interno da paciência infinita. Escolhi cadeiras bem próximas à porta, para sair rápido caso fosse preciso.

E aí, logo que o filme começou, percebi alguns detalhes interessantes. O FILME COMEÇAVA EM PRETO E BRANCO. E ERA LEGENDADO.

Pensei em escolher uma religião pra começar a rezar rápido.

Nem precisei. O Luisinho se comportou como um gentleman e assistiu o filme inteiro. Falou muito pouco, se mexeu muito pouco. Fora 2 saídas que precisamos fazer para ir ao banheiro (detalhe: ele pediu), aguentou firme e forte até o final, mesmo sem querer usar o óculos 3D (ou seja, assistiu o filme todo embaçado). Tomou susto de bruxa má, bateu palma pro mágico, curtiu a bonequinha de porcelana que fica amiga do protagonista e perguntou onde ela estava nas cenas que ela não aparecia. Me abraçou forte durante as batalhas e soltou um “me protege!” tão fofo que eu quis derreter.

O filme não é o melhor que eu já vi na vida, mas é bem divertido. É um prólogo do Mágico de OZ original, que foi feito em 1939. A história de como um certo mágico virou o mágico de Oz e foi parar naquele mundo encantado em que a Dorothy caiu no primeiro filme. Apesar de ter visto que recebeu muitas críticas, gostei bastante do roteiro, que faz todo sentido pra quem se lembra do filme original. Os atores foram muito bem escolhidos (James Franco, Mila Kunis, Rachel Weisz e Michelle Williams) e os efeitos visuais são realmente lindos, lindos. Há um toque meio Tim Burton, bem legal. E é um ótimo filme pra se ver em 3D mesmo, com várias cenas pensadas pra isso. Só achei que faltou mais música (mas essa sou eu lembrando do primeiro filme e cantarolando o fim de semana inteiro somewheeeere over the raaainbow…).

Mas o mais impressionante mesmo, o que eu acho que representa um marco para a civilização ocidental moderna, é que, nesse dia, uma mãe de uma criança de 2 anos conseguiu assistir a um filme 3D, bem na estréia nacional. Acompanhada do filho, que fique bem claro.

Entrei pra história. =)

27 de fevereiro de 2013

Das coisas que os filhos obrigam a gente fazer…

Comprei comida de gato. E não, eu não tenho um gato.

O Luisinho tem uma mania engraçada de querer alimentar os bichos. Ele ADORA ver bichos comendo. Talvez seja uma coisa que boa parte das crianças pequenas tem (é? ou meu filho é meio esquisito?). Quando chega na casa do meu pai, que tem dois gatinhos, passa o dia inteiro atrás deles levando ração (e os gatos fugindo dele…). Uma vez fomos a um desses pet zoos em que ele podia dar comida na boca das ovelhas, vaquinhas e outros bichos. Ele pirou de felicidade. A bicharada deu uma boa engordada naquele dia.

Eu adoraria ter um gato para ele alimentar. Mas nossa última experiência animalística com com a Alzira, uma gatinha vira-lata hiperativa que tinhamos quando o Luisinho nasceu. A Alzira ficou com ciúmes, foi negligenciada por mim, enlouqueceu e me deixou mais louca ainda. Acabamos tendo de doar a bichinha e isso foi triste demais pra mim, que sou apaixonada por esses felinos adoráveis. #saudades

Então o que eu poderia fazer quando o Luisinho me pediu insistentemente pra “dá um papá” pra um gato de rua que habita os jardins do meu prédio? Eu poderia ter dito que não, que outra hora a gente comprava, que o gato nem ia comer, que a gente talvez nem achasse o gato novamente. Mas o que eu fiz? Inclui uma latinha da comidinha de gatos que me pareceu mais apetitosa (se eu fosse um gato) na cesta do supermercado.

Procura-se um gato para alimentar. Interessados, tratar aqui nos comentários desse blog.

25 de fevereiro de 2013

O menino que não queria emprestar

Olá, tudo bem? Meu nome é Gisela e eu gostaria de pegar seu carro emprestado, pode ser? E o seu computador? iPad? Só um pouquinho, semana que vem eu devolvo…

“Ah, mas você tem que dividir os seus brinquedos com os amiguinhos…”

Essa frase acima tem sido a que eu mais falo ultimamente pro Luisinho. E como estou cansada de repetir esse mantra… engraçado como eu nunca tinha reparado nisso antes de ter um filho, mas as crianças parecem já nascer com um senso de propriedade avançadíssimo. Não sei como funciona com os pequenos cubanos, mas por aqui as crianças adoram pegar o brinquedo do coleguinha e abrem um berreiro quando alguém toca nos dela.

O Luisinho nem é dos piores, mas também tem seus dias de fazer escândalo quando alguma outra criança tem a ideia de brincar com a mesma coisa que ele. E aí a gente descobre que, até certa idade (meu maior medo é descobrir exatamente qual), 50% da nossa função como mãe ou pai quando estamos em comunidade é falar “empresta / tem que emprestar sim / pede emprestado antes de arrancar da mão do coleguinha!”. E aí lá vamos nós atrás do moleque para apartar alguma briga…

Eu, ingênua, achava que essa fase de disputa por brinquedos iria só até os 2 anos (me lembro de uma pediatra dizendo que crianças até essa idade só interagiam de verdade quando uma se interessava pelo brinquedo da outra). Mas agora não só se intensificou como atingiu um patamar nunca antes visto: o da porrada.

O mais engraçado é que a maior parte das brigas acontece com a amiguinha preferida, que ele adora visitar. É um amor complicado. Fica pedindo o tempo todo pra ir pra casa dela e aí quando vai, os dois se estranham. Um pega um brinquedo, o outro arranca, o primeiro cai no chão e chora e assim vamos a tarde inteira. Por mais que eu fale, que os pais dela falem, os dois continuam a disputa interminável pelos brinquedos.

E aí eu fico sem saber o que fazer. Já cansei de apaziguar brigas e tentar explicar calmamente que a gente tem que saber dividir e tal. Fico pensando se esse é mesmo o caminho e eu só preciso ter paciência. Ou se deveria partir para outras estratégias. Como brigar com ele mais duramente e até confiscar o brinquedo que virar pivô de brigas (meu pai fazia isso comigo e com meu irmão – “se não brincam dois, um não brinca!”), o que eu acho meio duro e que pode deixar ele meio se sentindo vítima, já que com as outras crianças eu não posso agir assim, então quando o coleguinha não quiser emprestar o brinquedo dele, não vai e pronto.

Ou até se não devo mesmo deixar que ele defenda suas coisas. Se não é de certa forma natural que ele não queira ver outra criança tocando nas coisas dele. Afinal, o mundo é mesmo assim, as pessoas tem propriedades particulares e pronto. Você não emprestaria para mim o seu carro, computador e seu iPad assim tão fácil também. Ainda mais se você não tivesse noção de quando eu iria devolver – e eu sei que crianças às vezes não tem essa noção de tempo tão definida quanto nós e não sabem se o coleguinha está pegando o carrinho dele só um pouquinho ou para todo o sempre. (apesar de que eles também não tem muita noção de que o amigo pode quebrar o brinquedo, então uma coisa deveria compensar a outra, não?)

Ao mesmo tempo, eu sou uma pessoa que gosta de divir as coisas. Nossa família é assim, vários dos nossos amigos são assim também. Já emprestei meu carro pra algumas pessoas, e já precisei pegar emprestado os de outras também e eles me emprestaram sem problemas. Não vivo cercada de pessoas egoístas, então não quero que meu filho seja uma.

Sei que é provável que com o tempo ele aprenda naturalmente a dividir as coisas que deve dividir. Mas se alguém souber, me conta pelamordedeus: dá para acelerar esse processo?

20 de fevereiro de 2013

O menino mais corajoso do mundo

Senhoras e senhores, preparem-se! As imagens a seguir podem causar fortes emoções para mães. Aliás, a minha emoção foi tão forte que eu quase quis MATAR o pai e a dinda que fizeram o vídeo enquanto eu fiquei em casa desacansando. Pois é, fui deixar os dois levarem o meu filhinho de 2 anos pra um passeio pela cidade quando estávamos na praia. E aí eles encontraram um palhaço argentino que fazia uma apresentação na rua e permitiram que o Luisinho fizesse algo que a mãe medrosa aqui nunca teria deixado: pegar carona com um equilibrista num monociclo!

14 de janeiro de 2013

Nossa visita à fazenda do Cocoricó

Putz, como a minha mãe ficou feia nessa foto...

Alô, tudo bem? Depois de umas férias de Natal e Ano Novo – que, todo mundo sabe que não tem nada de “férias” de verdade quando você é mãe -, volto aqui para contar como foi a nossa visita à fazenda do Cocoricó DE VERDADE. Conhecemos pessoalmente o Júlio, a Lilica, a Zazá… foi a maior emoção! (pro Luisinho, claro)

Nah, vou confessar que foi bem legal pra mãe também (eu). Sempre achei o Cocoricó o melhor programa infantil da atualidade da televisão moderna nacional. Mesmo antes de ser mãe, dei de presente um DVD para a filha de uma amiga minha e me divertia um monte com a música da História do cocô. E me lembro de pensar “tomara que quando eu tiver um filho, esse programa ainda exista”. Por que com tanta porcaria solta na TV por aí hoje, é um alento ouvir uma musiquinha divertida, com uma letra inteligente e personagens bacanas.

Quando o Luisinho apareceu na história (na minha história, não na do Cocoricó), comprei o mesmo DVD, de musiquinhas. E ele não só gostou como virou fã da “Cocó″ – e essa foi uma das primeiras palavras que ele aprendeu a falar na vida. Acho que antes até de “mamãe”. Por quase 1 ano eu acordei com ele falando “cocó!” logo de manhã cedo. Era a primeira coisa que ele dizia quando levantava ou antes mesmo de sair do bercinho. Depois virou “qué cocó″, “vai começá cocó″ e agora que entramos na fase dos pesadelos (criacinhas de 2 anos às vezes tem um troço chamado Terror Noturno, e acordam com no meio da noite) tenho que ouvir às 3 da manhã ele gritar apavorado e choroso “é minha cocó! miiiinha cocóóó!”.

Então imagine você a emoção que foi quando o pessoal do Netflix nos convidou pra ir até os estúdios da TV Cultura conhecer a turma do Cocoricó. Estavam divulgando a parceria que colocou no Netflix a série do Júlio na cidade grande. Expliquei para o Luisinho que a gente ia conhecer a casa da cocó. Ficou enlouquecido.

Levamos um amiguinho e fomos lá. Como seria de se imaginar, com 2 crianças de 2 anos, obviamente chegamos atrasados. Só deu para conhecer o estúdio rapidinho, tirar umas fotos com os personagens e quebrar o encanto de ver os bonecos sendo manipulados por humanos. Ah, brincadeira, nem quebrou nada. Como o Luisinho é muito pequeno, acho que não deu para ligar uma coisa com a outra, ou se deu, nem ligou. Ficou meio assustado de ver o Júlio e as galinhas, mas curtiu e tirou foto pra guardar pra posteridade. Bom, mas se você quer saber mais ainda sobre o Cocoricó na vida real, aqui vai:

******** ATENÇÃO, A FOTO ABAIXO CONTÉM SPOILER!!! *******************

Ei, quem é esse cara atrás do Júlio com roupa igual à do Luisinho? Seria um fã? (e aquela moça deitada ali atrás?)

"Olha lá, o Luisinho!!"

Achei interessante descobrir que o Júlio é manipulado por 2 pessoas. É claro que eu não achava que ele mexia a cabeça e os dois braços ao mesmo tempo à toa, só nunca tinha pensado nisso antes. O “protagonista” do boneco, que lhe empresta a voz, é o ator Fernando Gomes (um dos melhores manipuladores de bonecos do Brasil, que encara até um programa ao vivo). E tem também uma moça, que faz a mão direita do boneco em perfeita sincronia com o cara da voz e da mão direita (e ela trata de se esconder na hora das fotos). Foi bem esquisito de repente ver um homem por trás do Júlio falando com a voz dele. Outra coisa curiosa: os bonecos são bem grandes pessoalmente, muito maiores do que a gente imagina assistindo a TV. Não sei se dá pra ter uma ideia pela foto aí, mas pessoalmente achei bem grandinhos. E o cenário lá atrás achei bem simples, mas o importante do Cocoricó são mesmo os diálogos e as galinhas cantando e dançando. Aliás, desconfio que se você colocar 2 galinhas dançando aleatóriamente na frente da tela por meia hora e colocar como trila sonora sei lá, David Bowie, desconfio que o Luisinho vai ficar quieto prestando a maior atenção do mesmo jeito. Hummm… boa ideia, hein.

Mas olha, o que essa incursão pelo mundo do paiol me rendeu mesmo, foi uma indagação profunda: por quê diabos os canais de TV brasileiros não se preocupam mais em produzir programação infantil de qualidade? Eu sei que as restrições a publicidade para crianças tem bastante a ver com isso, mas será tanto assim? Vemos tantos produtos licenciados do Cocoricó por aí (Luisinho tem boneco, escova e pasta de dentes e qualquer outra coisa que nem lembro mais). Não é possível que isso não dê uma boa grana. Não é possível que não valha a pena produzir um programa desses ao invés de só comprar desenhos enlatados e ficar reprisando, como fazem todos os outros canais. Pelos meus cálculos extra-oficiais, não deve ser nada caro produzir o Cocoricó. É claro que deve ser mais barato comprar esses desenhos velhos. Mas poxa, e quanto vale construir um público inteligente que cresce se identificando com a sua marca? Alguém aí me responde? (Júlio? Zazá?)

14 de novembro de 2012

Viajar com bebê doente… pode?

Diagnóstico: muito sol e uma boia de avião.

Bom, todo mundo sabe que cada caso é um caso.

Às vezes a criança tá só com uma gripezinha boba, dessas que ela já teve 15 iguais e passou rapidinho, e aí você acha que não precisa desmarcar a viagem que já está marcada há 2 meses por causa disso. Ainda mais se você levou o bebê à pediatra 1 dia antes de viajar, como eu levei. E tava tudo bem.

Mas no caso que foi o meu caso, a tal gripezinha não passou. Piorou. E aí, papai e mamãe em Fortaleza, num hotel à beira da praia, quase piraram de preocupação com o filho mega-ultra-super-power gripado. E com febre. E com uma tosse horrenda. E dificuldade de respirar. Socorro!

Antes de começar a me xingar, veja bem: existe muita coisa entre o medo de ser negligente e não querer perder as férias.

O negócio é que criança engana a gente. O Luisinho, sempre animadasso, engana muito. Começa uma febrinha, uma tossezinha boba, e aí você dá um remédinho e a febre passa e ele volta a correr e pular como sempre. No nosso caso, também estava se alimentando bem, o que é indício de que não estava tão mal assim. Durante uma febre, a criança fica molinha, caidinha mesmo. O negócio é sempre obervar o comportamento geral dele, aconselha nossa pediatra. Se alimenta bem? Brinca? Bebe líquidos e faz bastante xixi? Número 2 também está normal? Check!

Mas depois de 2 noites muito mal dormidas, com bebê acordando chorando o tempo todo, e febre intermitente, resolvemos ir a um hospital pra tentar fazer uma chapa do pulmão, só por desencargo de consciência. Vai que a gripzinha vira pneumonia?

É aí que vem o problema de estar longe de casa. Pegamos um taxi e fomos a um hospital particular que nos indicaram como referência em atendimento infantil, o Luís França. E bom, para ser bem educada, preciso dizer que não não era amor, era cilada. A pediatra que nos atendeu era esquisitaça. Muito velha (isso tudo bem, claro) e extremamente mal humorada (isso bem ruim). Examinou o bebê rapidamente e disse que era pneumonia com certeza e que o pulmão estava bem comprometido. Indicou internação, pelo menos 6 dias. (e nós só tinhamos mais 3 de férias antes de voltar para São Paulo). Tomamos um susto. Questionamos: vamos fazer um exame? Raio-x? Hemograma? Medir a saturação? Olha só como ele tá animadinho, brincando. E aí a médica responde que não tem radiologista lá para dar o laudo e nem adianta tirar radiografia porque ela não ia saber analisar. (O_O)

Insistimos no raio-x. Ela deu o pedido médico, fizemos lá mesmo, e aí ao inves de voltar ao consultório, saimos ligando no meio da noite para todos os nossos amigos com família em Fortaleza pra ver se alguém indicava um hospital melhor. Conseguimos a indicação e fugimos daquele. Fomos para o Antônio Prudente, que de fato achamos bem melhor. Ainda não era um chuchu, mas já tinha mais estrutura e a pediatra que nos atendeu era bem legal. Pediu vários exames, olhou o raio-x e constatou enfim que não tinha bactéria nenhuma, não era pneumonia. Ah-rá! Fez umas inalações, deu um corticóide na veia (tadinhos de nós, é tanto sofrimento achar veia de bebê. Quase bati na enfermeira, coitada (quase mereceu mesmo)). E aí… ele melhorou. Plim! Mágica! Dormiu a noite quase toda e no dia seguinte acordou sem febre. Era só uma virose, enfim.

No fim, superamos o susto e ainda conseguimos pegar um pouquinho de praia e piscina com o pequeno. As férias não foram totalmente frustradas. Mas tomamos um susto que ninguém merece e, bom, depois disso, aconselho mesmo quem tem filho menor de 3 anos a pensar duas vezes antes de viajar com o cidadãozinho doente. Principalmente se você vai para algum lugar que não conhece direito, ou, pior, para uma cidade pequena (acampar então… sai fora!). Mesmo que seja só uma gripezinha. Nessa fase, as crianças tem o sistema imunológico mais fraquinho, então você nunca sabe o que vai acontecer…

E nesse clima feliz e animado, fica aqui a pergunta: e aí, já planejou as férias de fim de ano? hehe…

18 de outubro de 2012

A hora certa de levar o filho ao cinema pela primeira vez

Fotinha da nossa primeira sessão de cinema "de gente grande". Isso aí na mão dele é pipoca. Por pouco tempo.

Bom, a essas alturas do campeonato, todo mundo já sabe que hoje em dia existem sessões de cinema só para mães e pais com bebês pequenininhos, não sabe? Já falei qui como o Cinematerna é genial e como eu adorava frequentar. Mas o limite de idade para levar os pequenos é 18 meses. Como o Luisinho já passou há tempos desse tanto de meses aí, estávamos com um certo défcit cinematográfico aqui (o que passa na TV da sala não conta).

E aí que eu gosto tanto de ir ao cinema que dediquei um bom tempo dos últimos meses pensando em quando eu poderia levar o meu pequenininho ao cinema “de gente grande”. Quando afinal seria a hora certa para comprarmos a nossa pipoquinha e assistirmos um filminho no xópis ao lado de pessoas desconhecidas. Precisaria esperar para que o menino estivesse completamente adestrado? Ou bastava que ele desmonstrasse conseguir passar pelo menos meia hora prestando atenção em algo, sem gritar e sair correndo pela sala?

Eis que chegou a hora dos primeiros teatrinhos. E fiquei pasma de ver como o pequeno se concentrava no teatro. Prestava atenção quietinho na peça inteira. Então me animei. Ah-rá! Cineminha à vista! Seria só tentar e bom, se não desse certo, sair da sala de cinema no meio do filme e pronto. Que mal tem? Eu já fiz isso em filme do Lars Von Trier e nunca me arrependi.

Mas a motivação maior mesmo veio do FERIADO FACULTATIVO do dia dos professores na escola. [Pausa para agradecer o GÊNIO que inventou os feriados facultativos. O cara pensou "será que se a gente fizer um feriado que só adere quem tá a fim, não vamos sacanear os pais que tem que trabalhar enquanto o filho não tem aula? Ah, que se dane! Nós nao temos filhos mesmo! hahahaha!". Maldito.] Ainda bem que eu não tenho que bater ponto em nenhuma empresa. Mas tive que desencanar de trabalhar em plena segunda e acumulei um monte de coisas pro resto da semana, o que foi bem chato. Então já que tinha que ser assim mesmo, resolvi fazer o programa há tempos desejado: cineminha com o filhinho!

Escolhi o filme perfeito: um especial do Cocoricó encenando clássicos infantis que estava passando em alguns cinemas só por conta do dia das crianças (aliás, se estiver em cartaz na sua cidade, recomendo. Não tem nada de mais e você provavelmente vai achar um saco, mas seu filho vai curtir). Luisinho curtiu a ideia. E eu encarei o desafio mesmo sabendo que seria no level hard – o pequeno tava tão empolgado de ficar em casa que não dormiu depois do almoço, estava elétrico. Foi falando “cocó! cocó! cocó!” de casa até o cinema. E abriu um berreiro na fila do ingresso (não é à toa esse negócio de preferencial, tá entendendo?).

Você já cansou do Cocoricó? Então vai achar esse filme um saco do mesmo jeito. Mas seu filho vai curtir!

Enfim, no cinema: prestou atenção na primeira meia hora, comeu pipoca, ficou sentadinho, que nem gente de verdade assistindo filme no cinema de verdade. Um orgulho! Aí depois começou a brincar com a mamadeira, colocando e tirando daquele porta-copos dezenas de vezes, resolveu levantar e sair brincando com todas as cadeiras retráteis da sala de cinema (que são mesmo divertidas, vai) e dançar no meio daquelas luzinhas que ficam no chão da escadaria. Ainda bem que, naquela segunda-feira à tarde, só tinham mais umas 6 crianças além da gente por lá, e seus pais exaustos e mal-humorados, que estavam dormindo e não prestando atenção no filme. Então tudo bem. Fiz um pit stop para ir ao banheiro com ele lá pelo meio do filme e mudar um pouco de ares. Uma troca de fralda e alguns minutos depois, voltamos ao filme. Dessa vez, mudei a estratégia: coloquei ele sentadinho ao meu lado e comecei a comentar o filme com ele (tipo um Rubens Ewald Filho materno). “Olha lá, agora vai chover! Eita, que casa legal, hein? Tão construindo que nem os 3 porquinhos, olha lá!”. Estratégia de gênio! (toca aqui, Rubens! \o) Assistiu o resto do filme quietinho, prestando a maior atenção desse mundo. E ainda levantou para dançar a música dos créditos quando as luzes se acenderam.

Ia ao cinema: accumplished! Tudo bem que por enquanto tem que ser só filmes infantis, desenho animado etc e tal, mas com o tempo nós vamos evoluindo prum Anima Mundi e quem sabe um dia chegaremos aos filmes de heróis baseados em Histórias em Quadrinhos (Homem Aranha, Homem Aranha, X-Man etc…). Esse é o meu objetivo. Na vida.

04 de outubro de 2012

A festa de aniversário de pinguins!

Preparados para entrar em uma fria? (meu deus, que engraçadão, hein.).

Bom, esse post é para mostrar que eu consegui fazer a festa do meu filho inteira em casa. E se eu consegui, qualquer um pode fazer. Sério. Eu sou a pessoa menos habilidosa do mundo pra essas coisas.

Voi-lá: eis as fotos da festa de 2 anos do Luisinho! O tema foi o Pingu, um desenho animado que o gurizinho assiste todo dia no Netflix – e que é a obsessão do momento.

Já começo esse post me defendendo: eu nunca fui muito prendada e afeita às artes manuais. Mas resolvi encarar o desafio, peguei muitas referências na internet e consegui convencer um monete de gente boa a me ajudar. Aliás, essa foi a parte mais importante. Primeiro, porque eu dificilmente conseguiria fazer tudo sozinha. Depois, porque a melhor parte da festa foi mesmo ter um monte de gente querida aqui em casa colocando a mão na massa (e na massinha, e na pasta americana…). Foram as avós, tias, prima, vizinha… todo mundo deu uma mãozinha (em alguns casos, mãozona) e a brincadeira saiu. Bem mais divertido do que comprar pronto… e muuuito mais barato também! (apesar de que depois da canseira que deu, fiquei considerando sériamente comprar tudo pronto no ano que vem… mas não conte pra ninguém! hehe).

Então vamos às fotos! Elas estão bem ruinzinhas e meio escuras, mas isso é porque as fotos oficiais, tiradas pelo tio, não chegaram ainda. E eu não consegui aguentar de empolgação pra fazer esse post logo… =)

Para começar, o bolo:

O bolo feito por mim e pelas minhas ajudantes! (tia Cris, vó Cecília, prima Isabela e vizinha Dani)

EU QUE FIZ! EU QUE FIZ! EU QUE FIZ! Ufa, queria muito dizer isso. Hehe. Bom, passada a euforia, explico: comprei o pão-de-ló debaixo, o maior, na Galeria dos pães (tem que fazer encomenda). O de cima, minha sogra e minha tia fizeram em casa (se fosse eu, teria queimado, provavelmente). Em casa, recheamos com ganache e creme branco. Daí comprei pasta americana branca sabor chocolate branco e cobrimos os bolos. Usei tutoriais em vídeo que peguei no youtube e segui os passos indicados na embalagem. Mas olha, não foi fácil. Essa diaba dessa pasta grudava em tudo e só conseguimos realmente abrí-la direitinho (com um rolo, como uma pizza) quando passamos muito açúcar sobre a bancada. Já os personagens, eu fiz com pasta americana colorida, usando cola de confeiteiro para unir bracinhos, cabeças, olhos.

Pingu de açúcar! Nhami!

Tive que modelar no próprio dia da festa, porque os que eu tinha feito antes ficaram ressecados e duros. Mas o toque de gênio foi da minha prima Isabela, que teve a ideia de fazer cubinhos de gelo para enfeitar o bolo – e cobrir as falhas que tinham ficado na pasta americana. No final, ficou assim, ó: nhami! O Luisinho quase pirou quando viu o bolo.

E agora, com vocês, os canapés de pinguins:

Canapés de pinguim!

Exército de pinguins da tia Cristina!

Vi a ideia desses canapés em fotos gringas no Pinterest. Lá, usavam azeitonas, cream cheese e cenoura. Não achei que ficava gostoso com cream cheese e substitui por uma bolinha de muzzarela de búfala pra fazer a barriga. De resto, foi mais fácil do que parece. O duro é que demorava um tanto pra fazer cada um… mas a minha querida tia Cristina conseguiu fazer 50! Segundo ela própria, foi para ela uma boa terapia ocupacional. E para nós, uma opção de comidinha mais saudável na festa.

A mesa do bolo:

Mesa do bolo

Azul e branco, como deve ser no Pólo Sul. As fotos do Pingu lá atrás, tirei todas da internet. Imprimi em papel adesivo, na melhor qualidade que consegui e colei cada uma num isopor. Não ficou muito genial, mas foi fácil de fazer e acho que deu pra apresentar os personagens pra quem não conhecia, né? E pra identificar do quê era essa festa, afinal. Já os docinhos, foram feitos pela minha sogra. E tavam bãos…

Lembrancinhas:

Mesa de lembrancinhas


Lembrancinhas

Essa foi a parte mais fácil. Comprei as caixinhas prontas e só colei um adesivo de Pingu que eu mesma fiz, com todas as habilidades que a minha não-vocação artística me permitiu. Mas achei as caixinhas bem fofas. A azul era de menina e a verde, de menino. Mas no fim, as meninas queriam a maior também, que tava mais bonitinha, e aí nós abolimos esse negócio de presente sexista. Ié! Os bolinhos coloquei aí também porque foi a única coisa “industrializada” de pinguins que consegui achar. Não era do pingu, mas achei que merecia entrar na festa. Já os pirulitos de chocolate, foram cortesia da sogra, a doceira oficial dessa festa. Esses as crianças comeram durante a festa mesmo… e foram super aprovados!

Mais:

Salão arrumado no início da festa. Ao fundo, o bar.

Uma fotinho do salão arrumado no início da festa. Lá no fundo, dá pra ver o bar: servimos coquetéis com champagnhe para os adultos. Parece que é assim que eles tratam os convidados lá no Pólo Sul.

O brinquedão


A piscina de bolinhas por dentro


Difícil foi desmontar. A criançada não queria sair de lá...

Pra dar uma animada, aluguei esse brinquedão que era um pula-pula com uma piscina de bolinhas dentro. Foi bem barato e ficou lá funcionando com um monitor gente boa durante 5 horas. E o melhor: dava pros adultos entrarem também, então foi uma farra. Não vou citar nomes, mas teve o pai de uma certa convidada que passou a festa inteira pulando lá dentro. Até avós foram vistas nadando nessas bolinhas.

Pra terminar, uma fotinho do parabéns, só pra dar um clima:

É dois!

(ah, é: fiz essa camisetinha pro aniversáriante também. Fiz em casa mesmo, usando a minha impressora e aqueles papeis especiais pra transferir com ferro de passar pro tecido. Ficou meio brega, ok, mas o aniversariante adorou!)

05 de julho de 2012

Bebê com conjuntivite

Eis que o molequinho me chega da escola com um olho mais fechado do que o outro. E ainda por cima vermelho e cheio de remela amarela nojenta (epa, mas mãe não tem nojo, rapaz!). Essa não precisei nem pesquisar no Google: conjuntivite na certa. Por desencargo de consciência, e porque eu sempre faço tudo cer-ti-nho, consultei a pediatra dele. Voi-lá: conjuntivite mesmo. E aí ela explicou: se passar rápido, provavelmente é viral. Se demorar muito, uma infecção por bactéria, e da-lhe colírio antibiótico. De qualquer forma, a principal recomendação dela foi manter os olhos sempre limpinhos, usando um algodão com soro fisiológico ou água filtrada geladinha (antigamente era água boricada, que agora os oftalmologistas não costumam recomendar mais nesse caso).

Ok, isso foi há 2 dias. Acelera o tempo e vamos para hoje, quinta-feira: ele já está bem melhor. Viral então, it is. Durante o dia, só parecem grandes olheiras nos dois olhos. Uma carinha de panda, uma coisa assim até meio fofinha. Não mais como se ele tivesse levado um soco no olho, como parecia no início da semana. Mais uma daquelas doencinhas chatas e feias que assuntam, mas que a gente não precisa tratar com remédio – bebês tem muitas dessas, e mães mais desesperadas podem acabar medicando o filho sem necessidade. Portanto é sempre bom ter um pouquinho de paciência.

As remelas amarelas nojentas estão ficando cada vez mais escassas. Só pioram durante a noite: talvez porque nesse período eu não fique limpando ou porque com os olhos fechados a gente produz mais remela mesmo (algum especialista no assunto por aí? experts em remelas, apresentem-se!). Ou talvez ele esteja com cara de sono mesmo, já que dormiu bem mal nos últimos dias. Deve ser um tanto quanto terrível querer abrir os olhos no meio da noite e não conseguir porque eles doem ou estão meio… ahn… grudados (já sabe com o quê, né?). Ainda mais quando o Corinthians ganha a Libertadores e tem gente soltando ROJÃO a noite toda… vai Co