03 de junho de 2013

Casas de brincadeiras – uma boa alternativa à escolinha

Foto: site Casa do Brincar

Durante o feriado, a leitora Ingrid Rosin, mãe do João, me escreveu com uma pergunta bem interessante: ela assistia o seriado americano Up All Night e viu lá um modelo de creche em que os pais também vão junto e ficam brincando com o bebê ou criança. Tem um professor que coordena as atividades, mas os pais ficam cada um com seus filhos. “Achei esse modelo bem legal. Mas não consigo achar nada que seja parecido com isso aqui no Brasil/São Paulo. Não sei se existe por aqui. Queria saber e você conhece alguma coisa nesse estilo”, ela diz.

Conheço sim! Na verdade aqui em São Paulo tem vários lugares assim, que não são exatamente escolas, mas um tipo de casa de brincadeiras. Darei a seguir a dica de algumas que conheço alguns na Zona Oeste, mas certamente há outras espalhadas pela cidade (e em outros Estados também). O difícil é encontrá-las procurando pelo Google. Como o negócio não tem um nome exato (não é creche, não é escola, é só um lugar para brincar), pode ser meio complicado encontrar. São estabelecimentos com oficinas criativas, de artes, de música, teatro etc, abertos para pais e crianças de várias idades.

Como a Ingrid, muitas mães e pais sabem da importância da socialização para as crianças pequenas com amiguinhos da mesma idade, mas não querem colocá-las num escolinha antes dos 3 anos. Acho compreensível. Apesar da educação ser importante na primeira infância, não acho que ela tenha que ser obrigatória. Cada criança e cada família tem seu rítmo. Às vezes não querem e não precisam se separar muito cedo, e tem esse direito. Por isso o bom dessas casas de brincadeiras é que você pode ir junto se quiser, ou não. Algumas, como o Clubinho Pequeno Cientista, permitem que você já deixe crianças a partir de 2 anos com eles, em outras, como a Casa do Brincar, é só o bebê conseguir andar. O bacana é que você pode ir só por algumas horas e em alguns dias da semana (dá pra fazer um pacote ou pagar por atividade). Bom pra conhecer algumas brincadeiras novas e dar uma agitada na vida desse nenem. Ou pra deixar seu filho lá só por umas horinhas enquanto você precisa ir a algum compromisso (essas casas geralmente funcionam aos sábados e feriados também!).

Aqui um vídeo do Vila Mundo sobre a Casa do Brincar, pra te ajudar a entender melhor:

Outra vantagem desses lugares: são ótimas opções para as férias – eu inclusive estou escolhendo em qual das casas a seguir vou colocar o Luisinho pra fazer umas atividades em julho.

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Aqui vai então uma listinha das casas de brincadeiras que eu conheço. Se você conhece outros, coloque aí nos comentários!

Casa do Brincar (Pinheiros)
Brincadeiras, oficinas e várias atividades para pais e filhos de todas as idades. Crianças que já andam podem ficar desacompanhadas. Um dos mais legais para bebês pequenos.

Clubinho Pequeno Cientista (Perdizes)
Para crianças de 1 a 10 anos. As crianças podem ficar desacompanhadas a partir dos 2 anos. O que parece mais legal são as semanas temáticas – semana do Mágico de Oz, do Carimbador Maluco, dos Saltimbancos…

Familiarte (Alto da Lapa)
O site não tem informações sobre faixa etária, mas parece outro lugar bacana. Além das oficinas de músicas e de artes, tem também oficinas em inglês.

Start (Alto de Pinheiros)
Esse é para crianças maiores: de 5 a 10 anos. Tem várias oficinas de artes, teatro, e também curso de inglês pros mais velhos.

Mamusca (Pinheiros)
Esse tem um dos sites mais lindos que eu já vi e trás a proposta de ser também um espaço de convivência para pais e mães, o que eu achei bem legal (afinal a gente também precisa socializar, néam?). Crianças só podem ficar sozinhas a partir de 4 anos – e a faixa etária é até 6. Enquanto seu filho participa das atividades, você pode ficar conectado trabalhando com seu notebook no café deles.

05 de julho de 2012

Bebê com conjuntivite

Eis que o molequinho me chega da escola com um olho mais fechado do que o outro. E ainda por cima vermelho e cheio de remela amarela nojenta (epa, mas mãe não tem nojo, rapaz!). Essa não precisei nem pesquisar no Google: conjuntivite na certa. Por desencargo de consciência, e porque eu sempre faço tudo cer-ti-nho, consultei a pediatra dele. Voi-lá: conjuntivite mesmo. E aí ela explicou: se passar rápido, provavelmente é viral. Se demorar muito, uma infecção por bactéria, e da-lhe colírio antibiótico. De qualquer forma, a principal recomendação dela foi manter os olhos sempre limpinhos, usando um algodão com soro fisiológico ou água filtrada geladinha (antigamente era água boricada, que agora os oftalmologistas não costumam recomendar mais nesse caso).

Ok, isso foi há 2 dias. Acelera o tempo e vamos para hoje, quinta-feira: ele já está bem melhor. Viral então, it is. Durante o dia, só parecem grandes olheiras nos dois olhos. Uma carinha de panda, uma coisa assim até meio fofinha. Não mais como se ele tivesse levado um soco no olho, como parecia no início da semana. Mais uma daquelas doencinhas chatas e feias que assuntam, mas que a gente não precisa tratar com remédio – bebês tem muitas dessas, e mães mais desesperadas podem acabar medicando o filho sem necessidade. Portanto é sempre bom ter um pouquinho de paciência.

As remelas amarelas nojentas estão ficando cada vez mais escassas. Só pioram durante a noite: talvez porque nesse período eu não fique limpando ou porque com os olhos fechados a gente produz mais remela mesmo (algum especialista no assunto por aí? experts em remelas, apresentem-se!). Ou talvez ele esteja com cara de sono mesmo, já que dormiu bem mal nos últimos dias. Deve ser um tanto quanto terrível querer abrir os olhos no meio da noite e não conseguir porque eles doem ou estão meio… ahn… grudados (já sabe com o quê, né?). Ainda mais quando o Corinthians ganha a Libertadores e tem gente soltando ROJÃO a noite toda… vai Co

08 de dezembro de 2011

Primeiro dia de aula, sem incidentes

Luisinho e seus novos coleguinhas, devidamente não-identificados

Essa semana levamos o Luisinho para a escolinha pela primeira vez. Meu bebê agora é estudante!

Sei que é uma época meio estranha para começar o ano letivo. Mas bebês não tem dessa. Nem levam livros pra escola, veja só. Fiquei morrendo de vontade de colocar uns livrinhos de plástico que ele tem aqui dentro da mochilinha junto com o super-lanchinho que eu preparei com todo carinho, mas tive dúvidas de que as tias da escolinha iam entender a piada e de que os livrinhos iam voltar pra casa depois.

Hoje é o 3o dia de aula. Daqui a pouco vou buscá-lo. Por que levar foi tarefa do pai. É que nos primeiros dias de escola da vida de uma mini-pessoa, um dos dois deve ficar lá um tempinho pro bebê se acostumar como novo ambiente. O que invariávelmente corta o coração da gente, por que invariávelmente o bebê se assusta e chora. E como o Luisinho é muito apegado a mim e quer ficar debaixo das minhas asinhas o tempo todo, achei que seria difícil fazer esse papel. Sem contar no meu coração partido quando tivesse que deixá-lo lá e ir embora, enquanto ele se acabaria de chorar. Foi bem o que aconteceu com o coração do Leandro. Pai às vezes também sofre.

Mas aí fui lá buscá-lo e imaginem a minha surpresa ao ver que ele não queria ir embora! Entrei na escolinha, ele me abraçou feliz, virou pro lado e foi brincar no escorregador. Ficou tão empolgado com aquele tanto de brinquedos da creche que depois quando chegou em casa continuou brincando no modo turbo, enlouquecido, eletrizado, ligado em 220v.

Uma das ideias da escolinha era que ele gastasse mais energia do que aqui em casa, que tem uma sala pequena. Outra é que ele se socialize (mas não que vire socialista) mais com outras crianças, coisa que ele não faz muito. Até agora ele brincava com outras crianças só na pracinha, mas não era difícil notar que ele se divertia bem mais sozinho. Parece que não se interessava ou talvez até ficasse meio com medo de outros bebês.

Agora quem está com medo sou eu – de que ele fique doente. A escolinha é bem legal, mas não tem muito espaço aberto. As crianças ficam boa parte do tempo em salas meio fechadas e eu fico imaginando os vírus da gripe e do diabo a 4 saindo de um narizinho alheio e entrando no do meu bebê. Sem contar com a natural troca de babas nível punk que rola solta nas creches. SOCORRO! Até agora, aqui nas minhas asinhas, ele nunca tinha ficado doente mesmo, fora uns 2 resfriadinhos bobos no início do ano.

Mas fazer o quê, né? Pelo menos até agora ele não pegou nenhuma gripinha. Tô pensando em colocar na porta do quarto do Luisinho uma daquelas placas móveis de porta de fábrica, contando a partir da entrada na escolinha: “03 DIAS SEM INCIDENTES”.