29 de outubro de 2012

Eu no MAMATRACA hoje!

VERGONHA + EMPOLGAÇÃO = Eu.

Odeio me ver no vídeo, fico morrendo de vergonha. Ao mesmo tempo, acho engraçado e muito divertido. Então a empolgação fala mais alto… e olha aí o meu depoimento pro Mamatraca! Fiquei muito feliz com o convite. É nesse site que rolam as discussões mais bacanas do mundo materno atualmente – citei eles lá na Edição especial da Super, inclusive.

O tema da semana é ser nerd. E aí, você é? Vai lá contar!

(2 minutos depois de gravar isso eu já tava morrendo de vergonha e pensando: pô, nem falei do Luisinho! Da avó geek! Dos kits de pequeno cientista! Da adolescência grudada no mIRC! Aaaaarrrr… nerd boboca. Hehe)

29 de abril de 2012

A verdadeira mãe geek amamenta com exclusividade até 1 ano

Quem me contou sobre ela foi a Tamine, do blog Die Karambolage: Lembram da atriz Mayim Bialik? Ok, com esse nome fica difícil. Ela era a Blossom, da série com o mesmo nome, que fez sucesso nos anos 90 (vc já era fã do Kurt Cobain nessa época? Eu ainda não, e assistia esse seriado, acho que no SBT). Agora ela é a Amy Farrah Fowler, namoradinha do Sheldon no The Big Bang Theory. Mas na vida real, além de atriz, ela é mãe de 2 meninos e amamentou o mais novo até os 3 anos. E se dizer que ela é o amor do nerd mais famoso da TV já faria dela uma mãe geek, tome mais essa: na vida real, ela é também neurocientista, formada pela Universidade da Califórnia. Quando li sobre ela, pensei: achei a verdadeira mãe geek! Eu, sou só uma farsa, claro (eu ouvi alguém aí dizer “eu já sabia”? hunf!).

Bom, mas além dessas credenciais todas, o que eu achei realmente interessante foi que essa mãe geek amamentou com exclusividade até os 12 meses do filho. O que significa que não deu nenhum nenhuma outra comida para o bebê, nem mesmo água, até que ele completasse 1 ano.

(outro segredo: ela também é judia e tem esse blog aqui sobre jewish parenting. Ah, você não sabia que existiam blogs sobre jewish parenting? Também não.)

Eu nunca vi médico nenhum liberar essa dieta. Todos recomendam introduzir os alimentos aos 6 meses. Ainda não descobri exatamente de onde ela tirou isso (Alguma ideia, Tamine?) e nem o quanto isso pode fazer bem ou mal. Para mim, não parece lá muito saudável. Não só os médicos recomendam começar a dar papinha nessa fase, mas é quando geralmente nascem os dentes e os bebês também começam a se interessar pela nossa comida e pedir. O que faz com que a época pareça certa para a transição. Mas bom, não fiz nenhuma grande pesquisa sobre o assunto, então não tenho autoridade para dizer se pode mesmo ou não. O que eu posso dizer é que se isso fosse liberado mesmo, se todos os médicos (ou pelo menos os em quem eu confio) disessem que pode, talvez eu tivesse feito o mesmo. Amamentar é cansativo, mas é uma das melhores coisas que já inventaram nesse mundo. Não só para as mães geeks.

No primeiro ano desse blog, quase metade dos meus posts foram sobre amamentação (ok, exagerando um pouquinho). Amamentei o meu pequeno quando ele pedia ou parecia querer, em qualquer lugar e a qualquer hora. Para alimentar, como é recomendado, e também para dormir ou para consolar das quedas e machucados, como não se deve. Deixar de amamentar foi um processo demorado, sofrido, delicado. O nosso desmame (as mães também são desmamadas) durou bem uns 4 meses. E só acabou totalmente mesmo por iniciativa dele, e não minha. O processo foi tão gradual que nem lembro exatamente quando foi a última vez que ele mamou. Em algum momento no início desse ano, quando o Luisinho tinha 1 ano e uns 2 ou 3 meses.

Agora, com 1 ano e 7 meses, ele parece nem se lembrar mais que um dia mamou… e eu, morro de saudades. Dito isso, é óbvio que, por mais que a gente diga que amamenta porque é o melhor pra eles, no fim a gente amamenta tanto porque acaba, mesmo sem perceber, descobrindo que é o melhor pra gente também. E quando acaba, é difícl. Ao mesmo tempo que nos sentimos mais livres, independentes (e os bebês também ficam, da gente), sentimos uma falta eterna de prover para eles aquilo que só nós podiamos. Daqueles momentos de fofura tão gostosos. Daquele colinho e do carinho de nenem. Daquela época em que o tempo não tinha pressa nenhuma de acabar.

Por isso, se algum dia uma mãe muito muito geek conseguir finalmente inventar uma máquina do tempo, você já sabe qual foi o motivo.