15 de fevereiro de 2011

Mãe canguru 2.0

Uma típica mãe com seu gadgetzinho

Uma mãe geek normalmente quer precisa ter as mãos livres enquanto cuida do seu bebê. Afinal, são as amigas direita e esquerda que você vai usar para brincar no seu smatphone, usar um reader, mandar um e-mail ou dar uma blogadinha, jogar videogame… essas coisas essenciais do nosso dia-a-dia que a gente deixa de lado assim que o bebê sai de dentro da barriga.

E então a mãe geek descobre os carregadores e estrelinhas passam a cintilar novamente em nosso céu eletrônico.

No começo eu tinha um certo preconceito. Achava esses carregadores de bebês uma coisa muito hippie. O que combinava comigo deveria ser mesmo um carrinho bem cheio de frescura, com umas rodas bem grandes, amortecedor, cintos de segurança e, se eu tivesse direito, até motor.

Então eu comprei o carrinho mais bem equipado que eu consegui encontrar pela Amazon, mas ele nunca chegou. E aí eu decidi que era hora de deixar meus preconceitos de lado e mergulhar no mundo dos slings. Não foi fácil aprender a usá-los (e até hoje me enrolo um pouco com eles – literalmente), mas foi só pegar um pouco de prática pra começar a amar.

Já me perguntaram se isso é coisa de índio, de que tribo é, se eu virei hippie coisa e tal. A resposta é não para todas as anteriores (tribo? sei lá), mas acho mesmo que é coisa de americano. Quando você digita “sling” no youtube aparece uma profusão de vídeos gringos ensinando a usar os tecidinhos.

Nos dias que eu quero realmente ser prática (tipo em passeios muito longos, de ônibus, metrô etc), coloco o Luisinho num wrap, uma mochilinha nas costas com as coisas dele e a carteira e o celular nos bolsos da calça jeans, pra ficarem bem acessíveis. Estamos prontos para qualquer parada, mermão!

Pra quem não entende nada desse mundo (que nem eu há muitíssimo pouco tempo), aqui vai uma breve explicação dos tipos de slings que eu uso:

Luisinho numa boa

* Sling de argola – É o mais comum. Tenho um de lycra que usei para sair da maternidade (presente da minha querida prima Mavi) e outro de algodão, que comprei no Mercado Livre. O de algodão é melhor para o verão e evita o efeito iôiô para bebês pesados – quando você coloca o bebê no tecido e ele afunda. É bem fácil de usar: é só passar o tecido pela argola e vumbora. Perfeitos para amamentar, já que o bebê deitadinho nele fica de cara com o seu peito. Só tem um defeito: ficam apoiados em um ombro só, e aí se você não troca de ombro o tempo todo, dá uma dor… Um dia cheguei em casa com uma dorzona dessas, e aí xinguei muito no Twitter. Foi então que a Cátia me apresentou o maravilhoso mundo dos…

Rolinho primavera já saiu de moda

* Wraps – Que são simplesmente uns tecidos enormes, de 5 metros de comprimento por
meio de largura. O lance todo é aprender a amarrá-los e dar bons nós pra que eles fiquem bem presos e o bebê seguro. Ele se apoia nos dois ombros e na cintura, então o peso fica bem distribuido pelo corpo e a mamãe evita uma lordose, escoliose etc (na medida do possível, porquê é impossível mãe não ter várias dessas aí). A Cátia me mandou 2 – um de tecido elástico e outro de um tecido que parece de rede, ótimo para quando o inverno chegar. No momento estou usando mais o elástico, que pro wrap achei melhor do que pro sling. Ainda não sei onde são vendidos aqui no Brasil (alguma dica?), mas de qualquer forma, são bem fáceis de se fazer em casa mesmo – ou com a sua costureira favorita. São mais difíceis de aprender a usar, mas uma vez que você aprende é… paixão.

O meu filhotinho, que é viciado num colinho, adora andar por aí grudado em mim. Dorme no tecido, mama, passeia olhando pra rua, com a cara pra mim, perninhas pra fora, perninhas pra dentro e em frente e avante! As mãos ficam livres e a gente também se sente mais independente. Como vocês podem ver no post aí embaixo, já aprendi até a jogar videogame com o Luisinho amarrado em mim. Depois dessa, aposto que ninguém duvida da utilidade dos carregadores.

Vale a pena, principalmente pra quem mora em cidades como São Paulo, cheias de subidas, descidas e calçadas horrendas, onde andar com carrinho é meio assim:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=W57hxZPzcpc&w=480&h=390]

Hum… mas pensando bem, no caso dela, não sei se um sling resolveria.

Atualizando: recebi um comentário da Bruna, que tem uma loja chamada Kika de Pano. Ela vende wrap no Brasil e manda para qualquer cidade. Fica a dica!

11 de fevereiro de 2011

Luisinho e o Planalto Central

Finalmente na semana passada o meu filhote conheceu o quadradinho de onde vem a mãe dele (= eu). Foi uma viagem de apenas 1 semana, mas foram dias intensos de muitas visitas, passeios e bebê conforto pulando de carro em carro.

Não deu tempo de apresentar pro Luisinho todos os lugares e as pessoas queridas que ele deveria conhecer.  Mas foi tempo o suficiente para ficar morrendo de vontade de voltar praquela Brasila eterna. Nunca tinha reparado tanto antes (pq será?), mas a terrinha é um lugar danado de bom pra criar filhos. As calçadas são planas, toda quadra tem um parquinho decente e de fácil acesso, faz um friozinho gostoso de manhã e a grama fica com um cheirinho de molhado delícia. E quando os filhotinhos ficam maiores, os carros ainda param na faixa de pedestres pra eles atravessarem.

Ué... aqui não tem ladeira não?

Por isso, foi uma semana de relativo descanso para os meus bracinhos carregadores de bebê. De volta a São Paulo, Luisinho aposenta um pouco o carrinho e volta aos slings. Ainda bem que eu tenho vários legais, pra andar com o bebê bem grudadinho em mim (como o wrap que a Catinha me mandou da Dinamarca). Afinal, eu vivo reclamando: andar com carrinho aqui no meu bairro é quase a mesma coisa que fazer o Rali dos Sertões a pé carregando uma bomba-relógio.

Ai, ai, São Paulo…

Mais fotos de Brasília aqui no Flickr

21 de janeiro de 2011

Luisinho no cinema

Er... na verdade não exatamente assim...

Uma das coisas que eu mais sinto falta agora que tenho um bebê grudado em mim 24h, é de ir ao cinema. ADORO ir ao cinema. E é o tipo do programa que não dá pra fazer com bebês, então nos últimos meses eu estava com abstinência de cinema. Mas nessa semana, meus problemas acabaram! Terça-feira fui ao Cinematerna, uma sessão de cinema só pra mães (e pais) com bebês.

É numa sala de cinema normal (a que eu fui era no shopping Frei Caneca), só que o som fica um pouco mais baixo do que o normal (nem dá pra notar), uma luz fica acesa, tem um trocador de fraldas abaixo da tela e um estacionamento de carrinhos de bebê lá do lado. E a platéia é uma fofura!

Às vezes o caos se instala, quando todos os bebês começam a chorar ao mesmo tempo. Mas com o tempo a gente aprende a não ligar muito e os pais começam acalmam os pequenos. Já o Luisinho, se comportou como um lorde: assistiu o filme com a mamãe até a metade, depois mamou e dormiu até o final. E ainda aguentou um tempão bonzinho lá no café do cinema enquanto eu conhecia outras mamães com seus filhotes. Tão legal fazer umas amiguinhas… =)

Ah, o filme é de adulto mesmo, por isso só podem ir bebês até 1 ano e meio, que ainda não entendem o que se passa. O dessa semana foi De Pernas Para o Ar, uma comediazinha brasileira com cara de filme americano (isso foi um elogio), bem engraçada. O Omelete deu só dois ovinhos pra ela, mas eu daria mais pelas risadas fáceis em situações bobas mas bem engraçadas. Como quando a protagonista acaba sem querer indo parar no jogo de futebol do filho com uma calcinha que vibra com música e fica lá se contorcendo com o hino do Flamengo. Já vi uma cena beem parecida com essa em algum filme americano. Alguém se lembra qual?

13 de janeiro de 2011

Luisinho brazilian tour

Que bom que os bebês são portáteis, né?

Foram férias bem agitadas pra uma pessoinha de 3 meses. Logo 4 vôos de avião, umas 6 horas de carro e 3 Estados visitados, com bônus de paradinha rápida no aeroporto de Brasília pra dar um beijinho na vovó. Luisinho conheceu Belém do Pará, Florianópolis, Bombinhas, Blumenau e Jaraguá do Sul em Santa Catarina e Curitiba, no Paraná.

E nessas férias a mamãe aqui aprendeu que fraldário é uma coisa bem restrita aos shoppings e aos nossos sonhos. Além de uma troca de fralda em pleno céu (imagine a ginástica no banheirinho do avião), também nos aventuramos em pias de banheiro e bancos de carro.

Já o papai deu uma aula de criatividade pra colocar o Luisinho em praticamente QUALQUER lugar. Afinal, mesinha de avião e banco vago do passageiro ao lado tão aí pra isso mesmo. Veja abaixo esses exemplos bem práticos:

Mais fotos da viagem aqui no Flickr!