Hoje tem texto meu no portal Minha mãe Que Disse!
Leia lá, leia aqui e… comente! Quero saber a opinião de vocês sobre esse assunto!
Aqui vai:
Podem me chamar de otimista, de comercial da coca-cola, de copo metade cheio. Mas acredito ralmente que vivemos na melhor época de todos os tempos para formar uma família. Já fui mais saudosista, já pensei o contrario. Mas hoje acredito que a humanidade nunca foi tão evoluída, bem informada e interessante. Temos tecnologias e avanços científicos que nos permitem combater doenças, trabalhar de qualquer lugar, estimular a aprendizagem dos nossos filhos e ajudar mulheres que não conseguem engravidar. Coisas que só vão evoluindo com o tempo. É claro que nem tudo é perfeito. E claro também que a nostalgia dos tempos da nossa infância pode ser gostosa de vez em quando. Mas é bom ter em mente que às vezes lembramos dela muito mais doce e florida do que realmente foi (ah… nada como a passagem do tempo e a distância!). Por isso afirmo novamente: o mundo nunca foi tão bom para criarmos nossos filhos. Leia a seguir alguns dos motivos:
Temos um prazo maior para virarmos mães. Eu escolhi ser mãe cedo (engravidei aos 25 anos), mas sou uma entusiasta dos avanços da medicina na reprodução assistida. Acho lindo que uma mulher depois dos 45 anos possa levar uma gravidez tão saudável quanto a que eu levei. E que ninguém precise desistir do sonho de ter um filho na barriga “porque a natureza não deixou”. Bendita hora em que a natureza criou cientistias e médicos que aprenderam a dar um jeitinho e colocar um bebê artificialmente na barriga de mulheres que nasceram para ser mães. É verdade que a adoção também é importante, também sou totalmente a favor, é outra forma linda de virar mãe. Mas são coisas diferentes, cada uma tem seu próprio sentido. Por isso a cada nova pesquisa e a cada novo avanço nessa área, vou sempre comemorar.
Os brinquedos são cada vez mais legais. Basta navegar pela internet ou entrar em qualquer loja de brinquedos para encontrar jogos (sejam de tabuleiro ou eletronicos) inteligentíssimos, bem feitos, criativos. E não me venha com um “ah, no meu tempo eram beeem melhores”, que vou te contar uma coisa: a maior parte dos brinquedos que você curtia na sua infância continuam existindo, do mesmo jeitinho. Boa parte está lá na loja também. O que aconteceu foi que outros diferentes também surgiram e agora nossos filhos tem a opção de brincar com os da geração dele, com os da nossa e até com os que eram do vovô. Acho lindo que as crianças tenham a possibilidade de escolher um dia jogar futebol com os amigos a tarde inteira e no outro se divertir enfrentando desafios no videogame mais high-tech do momento. É claro que fazer só uma coisa ou só outra é ruim. Mas ter opções para todos os gostos é lindo. O tempo nos deu possibilidades de escolha.
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A imensa variedade de programas infantis. Ok, tem muita porcaria no meio dessa variedade, mas também tem vários geniais. De personagens divertidos e com ótimas trilhas sonoras para os pequenos (como o Cocoricó) aos desenhos animados inteligentes para os maiorzinhos (como Bob Esponja e tantos outros, que muitos adultos adoram assistir junto, tipo eu). Santa TV a cabo! E além de tudo isso, vale a mesma lógica dos brinquedos: aqueles que você assistia na sua infância também continuam existindo, e muitos ainda passam inclusive na TV aberta. Ok, mas aqueeeele que você adora e queria que o seu filho assistisse não passa mais? Sem problemas: está tudo no Youtube. Quer que seu filho assista à primeira versão do Sitio do Pica-pau amarelo? Eu estou doida pra mostrar pro meu filho o Plunct Plact Zuuum, que era um dos meus preferidos. Se ele vai gostar de assistir, eu não sei. Mas eu vou adorar rever… =)
A mortalidade infantil é a menor de todos os tempos. Esse ano, o Brasil bateu um record: segundo o IBGE, caiu 47% em 10 anos. No Nordeste, a queda superou 50%. Baita conquista a se comemorar. Uma das coisas que isso significa é que hoje as crianças morrem menos por coisas bobas como desinteria. E também morrem menos por outras mais graves, como pneumonia. Avançamos na prevenção, na vacinação, e também no tratamento de várias doenças.
Temos mais informações, somos mais saudáveis. Hoje já sabemos da importância da amamentação e da qualidade indiscutível do leite materno, sabemos que fazer algumas coisas como fumar perto de uma criança ou dar açúcar a um bebê recém-nascido não são boa ideia (sua avó provavelmente deu pra sua mãe cházinho com açúcar), que corante e sódio em excesso fazem mal e que os remédios caseiros ou “naturais” também podem ser perigosos. É claro que a lista do que faz mal e o que faz bem vive mudando, mas acredito que vá ficando cada vez melhor.
Somos menos preconceituosos. Podemos nos divorciar quando estamos infelizes no casamento sem muito medo dos julgamentos da sociedade (e ter a chance de ser feliz denovo!); a maioria dos pais não acha o fim do mundo quando descobre que o filho é gay; e já sabemos reconhecer o que é o bullying. As famílias interraciais também estão ficando cada vez mais comuns, seja nas páginas da revista de fofoca com o clã Jolie-Pitt ou na pracinha mais próxima de você.
Os filhos são responsabilidade dos pais também. Eu não consigo nem imaginar como seria ter um bebê sem meu marido para dividir os cuidados dele comigo. Ainda bem que evoluímos muito nesse ponto e hoje boa parte dos homens não pensam mais que cuidar de criança é coisa de mulher. Minha mãe conta que meu pai nunca trocou uma fralda. Meu marido já trocou tantas quanto eu. Mas não é uma questão de dividir tudo matematicamente: sabemos que somos pessoas diferentes e cada um é melhor em uma coisa. Mas os dois se esforçam para tomar conta de tudo e não sobrecarregar o outro – e criar o filho junto, não só nas partes mais fáceis ou divertidas. Então não é uma questão de “ajudar”, mas de encarar tudo como sendo responsabilidade dele também – da escolha do nome à alimentação.
A tecnologia nos proporciona mais tempo com nossos filhos. Essa também é bem uma questão de ver o copo metade cheio ou metade vazio. É claro que tem pais que passam mais tempo entretidos no iPad do que brincando com os filhos, mas em vários casos a tecnologia pode nos ajudar muito a economizar tempo com trabalho e com burocracias que te afastariam das crianças – como ter que ir aos Correios toda vez que quisesse mandar um documento pra alguém ou perder tempo fazendo sua declaração de imposto de renda no papel. Gosto de lembrar sempre também que a tecnologia não mata necessáriamente o que era analógico: um passeio aos Correios com a criançada pode continuar sendo um programa divertido, é só você inventar um motivo para mandar uma carta. O ruim era ter que depender disso no dia-a-dia. Eu me lembro dos meus pais sempre trabalhando muito quando eu era criança, longe de mim a maior parte do tempo. Hoje, eu trabalho em casa. Graças ao meu computador e à querida internet (muaaah!), trabalho em homeoffice, pertinho do meu filho, posso almoçar com ele e fazer pausas entre uma tarefa e outra para dar um aperto no pequeno. Como também sou minha própria chefe, nos dias em que estou mais tranqüila, encerro o expediente mais cedo e vou passear com ele. E não sou só eu: cada vez mais mães e pais estão escolhendo trabalhar assim. E a melhor parte é que, na maioria das vezes, ganhamos um salário tão bom quanto o do cara do escritório.
Gisela é a mãe do Luisinho, jornalista e autora do Mãe Geek, um blog sobre maternidade, tecnologia, trivialidades, polêmicas… e sobre o Luisinho, claro!




