
A matéria de capa da revita Atlantic está dando o que falar: no artigo “Why women still can’t have it all” (porque as mulheres ainda não podem ter tudo), a americana Anne-Marie Slaughter discorre ao mesmo tempo sobre sua experiência pessoal e o fato de que as mulheres ainda sofrem para conciliar filhos e carreira. Anne-Marie é uma dessas mulheres que sempre serviram de modelo para as mais jovens, que parecia conciliar belamente a maternidade com uma carreira brilhante. Professora de direito de Princeton, foi uma alta oficial da Casa Branca. Depois de anos de uma bem-sucedida carreira (que incluia um bom salário, viagens e entrevistas à TV), abandonou o barco para se dedicar à família. Seu filho de 14 anos já nem falava mais direito com ela.
Veja a linha fina do artigo:
É tempo de parar de nos auto-enganar, diz uma mulher que deixou uma posição de poder: as mulheres que conseguiram ser ao mesmo tempo mães e profissionais top são super-humanas, ricas ou empreendedoras. Se acreditarmos verdadeiramente em oportunidades iguais para todas as mulheres, aqui está o que precisa mudar.
E seguem então 70 mil caracteres de um delicioso texto em primeira pessoa, em que Anne-Marie conta sua história, dá sua opinião e contrapõe os principais argumentos de quem acha que é sim possível conciliar a carreira e a vida pessoal, “se você estiver realmente comprometida com o tabalho”, “se seu marido te apoiar”, “se você fizer as coisas ao tempo certo”. É um texto longo, mas se você for mulher ou mãe (nao necessariamente as duas coisas ao mesmo tempo) e souber ler em inglês, a leitura é obrigatória (ok, ou pelo menos você pode ler esse meu aqui). Acredito que já virou um marco do pós-feminismo: uma visão de alguém que chegou ao topo, 30 anos depois das Universidades americanas registrarem 50% de mulheres entre os formandos.
O artigo está provocando discussões ótimas na internet. Como essa aqui da Forbes, que começa criticando o título vendedor da matéria e explicando que não somos só nós que não podemos ter tudo: do jeito que as coisas andam, os homens também não (ou alguém aqui conhece algum pai moderno que abre mão de ver os filhos crescerem por causa do trabalho?). E essa entrevista que a autora deu à Dell’Antonia, do Motherlode, o blog de parenting do NYTimes (que é das melhores coisas que você pode ler na internet).
Eu não concordo com todos os argumentos dela. E para mim, o assunto em pauta não é só das mães, mas de qualquer um que um belo dia descobre que é humano e não nasceu só para trabalhar.
Eu acho que a minha geração – quem tem hoje entre 20 e 40 anos – já reconhece isso, de uma forma diferente da dela (que nasceu no final dos anos 50). Ter “it all” pra gente talvez tenha um significado diferente do que tem para eles. Mesmo sem ter filhos, é difícil trabalhar naquele dia em que você tem uma briga feia com a sua namorada ou quando seu pai está muito doente. Pra mim, o que esse op-ed diz na verdade é o seguinte: nós temos vida pessoal. Isso vale pra qualquer um que, mesmo sem ter filhos, gosta de chegar em casa e cozinhar, passear com o cachorro, encontrar os amigos, assistir ao seu seriado preferido ou qualquer outra coisa que o faça feliz – e que quem trabalha muito acaba tendo que deixar de lado. Ninguém quer trabalhar só para enriquecer o chefe. Ou você precisa muita da grana ou está atrás de algum tipo de realização pessoal. Eu já era frila muito antes de imaginar que eu teria um bebê – e recusei várias vagas de trabalho porque não me pareciam muito divertidas e interessantes. Esse ano, tive uma experiência de trabalhar em uma revista, contratada, durante 2 meses. Não deu certo e resolvi sair logo. Voltei a ser frila e, apesar da enorme vontade que eu tinha de que tivesse dado certo, não me arrependo nem um pouco da decisão.
Ok, isso não vale para quem trabalha mesmo só para pagar as contas no fim do mês e por causa do seguro saúde e FGTS. Mas quem pode se permitir um pouco mais e tem alguma ambição, procura uma realização pessoal no trabalho também –, e assim pulamos de um pra outro atrás daquele que nos valorize, seja divertido e nos faça crescer. Se não encontramos, ou empreendemos – o Mamatraca promove uma boa discussão sobre isso essa semana – ou vamos traçando nossos planos de dominar o mundo depois do expediente. Tem ainda gente ainda que não faz nenhuma dessas coisas e, não raro, acaba entrando em depressão ou vira aquele sujeito que só reclama da vida o tempo todo.
Talvez o que aconteça com as mulheres que são mães (e acho que cada vez mais com os pais também), é que os motivos para chutar o balde estão ali gritantes. Quando você tem filhos, a sua vida pessoal se torna muito importante. E fica fácil enxergar que ela é mais preciosa do que a firma. É claro que isso ainda acontece mais com mulheres. Vejo cada vez mais homens ficando em casa e cuidando dos filhos, mas eles ainda são minoria. A regra ainda é que são as mulheres que desistem da carreira. Por que isso acontece? Não sei, mas temo que a resposta seja um tanto quanto sexista. Se fizermos uma grande pesquisa, certamente cada uma vai dar um motivo diferente – “eu cuido melhor deles do que meu marido”, “ele ganha melhor” etc -. Eu gosto de culpar a licença-maternidade: depois de ficar de 4 a 6 meses em casa com o bebê, é realmente difícil voltar a dedicar 80% do tempo que você passa acordada à firma. Já os homens, que não costumam ter essa quebra de rotina, não se sentem tão tentados a chutar o balde. Em países como a Dinamarca e a Suécia, em que os pais também tem direito a uma licença grande para ficar com os filhos, desconfio que a coisa talvez mude um pouco de figura. Passar 6 meses se dedicando só à vida pessoal é algo que faz qualquer homem repensar a carreira também. Anne-Marie Slaughter cita lá que o numero de pessoas trabalhando mais de 50 horas por semana só tem crescido desde os anos 70. Isso vale para ambos os sexos. E eu desconfio que pouca gente deve estar contente com isso.
Algumas das coisas que todo mundo repete sobre mulheres no trabalho e os contra-argumentos de Anne-Marie. E os meus, logo em seguida.
“É possível se você estiver realmente comprometida com o trabalho”
Sheryl Sandberg (ex-C.O.O. do Facebook) diz: “As mulheres não estão chegando ao topo. De 190 chefes de Estado, só 9 são mulheres. De todas as pessoas em parlamentos pelo mundo, 13% são mulheres. No setor corporativo, a porcentagem de mulheres em cargos de chefia é de apenas 15, 16%”. Pode “falta de comprometimento” explicar plausivelmente esses números?
A resposta aqui é óbvia: claro que não. Vamos lá: cada um de nós aqui sabe o quanto se compromete com cada coisa que faz. A geração das nossas mães já provou lá atrás que as mulheres querem trabalhar e têm competência para isso. Mas nem sempre é simples assim. O nível de “comprometimento” para alguns trabalhos chega a ser sobrehumano. Em alguns momentos, simplesmente impossível. É claro que tudo depende do trabalho, do cargo ocupado e de como você se organiza. Mas em vários casos, mesmo que você ame o seu trabalho, que dê sangue por ele, é simplesmente complicado demais.
Tirando toda a questão emocional de lado (do apego aos filhos, de acompanhar o crescimento deles e tals) e indo para o lado prático, gosto muito de um dos argumentos que ela dá quando cita o que sua assistente diz: não dá para trabalhar 12 horas por dia se as escolas só funcionam durante 6. É exatamente o que acontece no Brasil. Os horários das escolinhas particulares são das 8h às 18h. E não, não encontrei nenhuma escola em São Paulo que vá até depois das 19h. Nenhuma em que você possa deixar a criança até mais tarde em dia de fechamento. Eu tenho a sorte de contar com um marido que trabalha em casa e podia pegar nosso filho todos os dias. Via de regra, eu chegava em casa e ele já estava dormindo, bem alimentado e de banho tomado. Mas e quem não tem marido com tempo disponível ou família por perto, faz como? Babá? Elas querem trabalhar no máximo 8 horas por dia, e estão certas. Afinal, os filhos delas costumam estudar em escolas públicas, que tem tempo mais reduzido ainda. Por tudo isso, ter filhos e trabalhar fora vai ficando cada vez mais complicado – e mais caro. Se você não é herdeiro de uma fortuna ou ama muito mesmo o seu trabalho, acaba não valendo a pena sair de casa rumo ao escritório todos os dias. Pai ou mãe precisam ficar com a responsabilidade da família. E aí o fato de ser na maioria das vezes as mulheres que assumem esse papel, pode ser por aqueles motivos que eu citei lá atrás. E, voltando mais ainda, lá pra discussão do meu primeiro parágrafo, não é à toa que as empresas que sempre ganham o topo das listas de melhores para se trabalhar, tentam deixar o ambiente de trabalho mais pessoal – jogue videogame, vá de pijama, leve seu cachorro com você. O que eu não entendo é porque em nenhuma delas dá para levar seu filho também, pelo menos de vez em quando (não deveria ser tão difícil assim: até loja de material de construção tem uma brinquedoteca em que eu posso deixar o meu filho, porque as empresas grandes não tem?).
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Agora, é importante lembrar também (e isso ela não fala) que só cuidar da vida pessoal pode não realizar muitas mulheres. Ter um trabalho, ter uma vida fora de casa, também é importante para manter a sanidade mental de qualquer um. E esse para mim é o ponto principal: ter um trabalho do qual você realmente goste, algo que te empolgue, que não deixe toda a felicidade para a vida pessoal. Afinal, depositar todas as suas fichas na vida pessoal também é uma armadilha: cuidar de uma criança é algo cansativo e nem todas as mulheres nasceram para fazer isso. Eu, por exemplo, não nasci. Been there, done that. Adoro ficar com o meu filho, mas tenho meu limite. Preciso de tempo sozinha, para ler, ter ideias, escrever. Também me divirto fazendo reuniões e pensando em projetos. São coisas diferentes. E para a maioria das pessoas que eu conheço, só tendo um pouco de cada um dos mundos para ser feliz. Falamos aqui também de momentos diferentes da vida: algumas pessoas escolhem ter filhos cedo, outras querem se dedicar primeiro à carreira e depois planejar a família. Mas esquecem que a vida não funciona assim: quem se dedica no início nem sempre vai decolar, quem quer ter filhos perto dos 40 anos nem sempre vai conseguir. E aí, claro, tem que estabelecer prioridades mesmo, seja mulher, homem ou qualquercoisa. Não estou dizendo que seja exatamente a mesma coisa para os dois. Para as mulheres, a questão de ter filhos sempre pesa mais do que para os homens, afinal, nós temos um prazo muito menor para isso. Isso é uma pressão tremenda: nossos corpos são bombas-relógio prestes a decidir quando você não terá mais chances de deixar descendentes.
“É possível se você fizer as coisas ao tempo certo”
O mais importante aqui é escolher quando você terá filhos. Muitas das mulheres que são líderes da geração anterior à minha – Madeleine Albright, Hillary Clinton, Ruth Bader Ginsburg, Sandra Day O’Connor, Patricia Wald, Nannerl Keohane — tiveram filhos entre os 20 e 30 e poucos anos, como era a norma nos anos 50 até os 70. Uma criança nascida quando sua mãe tem 25 anos vai terminar o Ensino Médio quando a mãe tiver 43, uma idade em que, com imersão de tempo integral na carreira, ela ainda tem bastante tempo e energia para avançar.
Mas essa sequência têm sido disfavorecida por muitas mulheres de alto potencial, e dá para entender o porquê. Pessoas tendem a se casar mais tarde agora, e, de qualquer forma, se você tem filhos cedo, pode ter dificuldades em conseguir um diploma universitário, um com primeiro emprego e oportunidades para avançar nos cruciais primeiros anos da sua carreira. Pior ainda, você terá menos dinheiro enquanto está criando seus filhos, e menos habilidade para contratar a ajuda indispensável para ajudar em seu malabarismo.
Dilema tostines. Eu fui pelo lado vintage das mulheres que ela cita aí. Engravidei aos 25 anos, tive meu filho aos 26. Até agora, me pareceu uma ótima escolha. Mas só o tempo irá dizer o quanto isso afetou ou não a minha carreira (volte daqui a uns 20 anos que conto pra você!). Mas meu principal argumento nesse sentido é: existe mesmo tempo certo para cada coisa? Quantas de nós conseguem ser pacientes o bastante para saber esperar que as realizações em cada quesito da vida apareçam uma de cada vez? Só quem ficou 1 ou 2 anos sem trabalhar sabe a falta que faz ter uma vida fora do lar. Só quem trabalha muito e, queria, mas não consegue ter filhos, sabe a dor que isso deve ser.
Eu sou uma entusiasta das técnicas de reprodução assistida (e de qualquer avanço da ciência nessa área), então sou a favor de que as mulheres sejam mães quando quiserem ser – e só se quiserem, não por pressão da sociedade, afinal, nem toda mulher nasceu pra ser mãe e é legal que as pessoas cada vez mais reconheçam isso. Uma das feministas mais interessantes do momento, a francesa Elizabeth Badinter, tem um livro bem famoso sobre esse conflito das mulheres com o trabalho e a maternidade (o nome é justamente O Conflito). Ela cita lá uma pesquisa bem legal mostrando que existem 3 perfis básicos de mulheres: as que nasceram para ser mães e são felizes com isso, as que nasceram para trabalhar e não se completam com a maternidade, e as que precisam balancear uma coisa e outra. Todos eles são válidos e devem ser identificados e respeitados. Então ter tudo não significa o mesmo para todas as mulheres.
Nem para todos os homens, em todas as fases da vida. Quantas vezes você não ouviu a história do executivo bonitão e inteligente que ganhou rios de dinheiro, contabilizou noitadas e viagens divertidíssimas, e aí lá perto dos 50 anos viu que a vida era vazia, sem amor, sem ninguém para jantar junto todas as noites e ficou morrendo de medo de morrer solitário. Devem ter pelo menos uns 100 roteiros de comédias românticas que começam assim. Então é verdade mesmo, women can’t have it all. Porque ninguém pode ter it all. A vida é estabelecer prioridades, e quando você tem que fazer tudo ao mesmo tempo, algum aspectozinho vai ser disfavorecido em algum momento. Como a Anne-Marie Slaughter já está na casa dos 50, dá pra ver bem que ela está naquela época de olhar para o passado e ver que deixou de lado a vida pessoal e agora faz a escolha de se dedicar à família. Eu acho justo. Acho que isso também é feminismo: fazer as próprias escolhas sem medo de ser julgada por isso. Não foi por pressão do marido nem nada. (e se fosse um homem desistindo de um cargo importante, nunca pararíamos para cogitar que fosse por insistência da mulher, é bom notar)
A Veja fez uma matéria de capa uns 2 meses atrás sobre executivas de grandes exmpresas que são mães, contando como elas faziam para conciliar vida pessoal com trabalho. Lendo a matéria, não parecia nada impossível. Só parece que você tem que estar no emprego certo pra isso, no momento certo da carreira e saber administrar bem o seu tempo. Alguns pontos em comum nos depoimentos: todas elas gostavam muito e acreditavam no que estavam fazendo, eram muito boas naquilo e aprenderam a identificar momentos importantes da vida pessoal e não deixar que o trabalho fosse mais importante do que eles – nunca perder uma apresentação de escola do filho, por exemplo. Se em muitas empresas dá para sair 2 horas no meio do expediente para ir almoçar com alguém, também dá para sair 2 horas mais cedo e ir à apresentação do dia das mães – e depois compensar essas horas no dia seguinte. Uma vez conversei sobre esse assunto informalmente com a Miriam Leitão e percebi que ela é do tipo que nunca seria feliz ficando em casa com os filhos, por mais que ame os 2 que ela tem. Eu não acredito que eles achem que ela foi uma mãe ruim por isso (viraram jornalistas). Tudo depende de entender e aceitar a personalidade dela. E várias pesquisas já mostraram que mulheres que ficam em casa com os filhos sofrem mais de depressão – e não necessáriamente são mães melhores.
“É possível, se você casar com a pessoa certa”
A proposição de que mulheres podem ter carreiras de topo desde que seus maridos ou companheiros estejam dispostos a dividir as responsabilidades de criação dos filhos igualmente (ou desigualmente) assume que a maioria das mulheres vai se sentir tão confortáveis quanto os homens de ficar longe de seus filhos, desde que seus parceiros estejam em casa com eles. Na minha experiência, esse simplesmente não é o caso.
Aqui eu piso em terreno ardiloso, minado com estereótipos. De anos de conversas e observações, entretanto, eu venho a acreditar que homens e mulher respondem bem diferentemente quando os problemas em casa os forçam a reconhecer que sua ausência está ferindo uma criança, ou pelo menos que sua presença poderia ajudar. Eu não acredito que pais amem menos os filhos do que as mães, mas homens parecem mais dispostos a escolher seu trabalho ao invés da família, enquanto mulheres parecem mais propensas e escolher a família ao invés do trabalho.
Aqui ela foi fundo e, conscientemente, entrou em um conceito sexista que eu não vejo mais tão enraizado na minha geração. Espero que isso não seja verdade por muito tempo. Hoje, os homens estão cada vez mais colocando a família em primeiro lugar também, e isso é um hábito ou cultura (não sei bem qual definiria melhor) que só tende a mudar, acredito. Mas e jogar para as mulheres a resposabilidade de encontrar o cara perfeito? Já seria demais. Mas além disso, elas ainda tem que agir como o cara que não sente muita falta dos filhos e fingir que tudo bem trabalhar 12 horas por dia e só vê-los no fim de semana? Tudo bem que qualidade de tempo é mais importante do que quantidade. Mas tempo nenhum também é demais.
Eu passei exatamente por essa situação. Só pude ir trabalhar fora porque me sinto realmente confortável de deixar meu marido tomando conta do nosso filho. Foi bom pra mim (para fazer algo diferente, sentir novamente um pouco da vida corporativa) e foi ótimo pra eles, que passaram mais tempo juntos e aprenderam muito um com o outro. Sem a mãe por perto, o pai aprendeu a se virar mais, tomar mais a iniciativa. E passou a ser um pai ainda melhor.
Mesmo assim, preciso confessar que eu ainda sentia falta de passar algumas horinhas por dia com ele ou pelo menos dar aquele beijo de boa-noite. Saber que alguém está cuidando bem do seu filho não exclui automáticamente a importância da sua presença e da vontade de estar perto. E depois, jogar a responsabilidade pela carreira de uma mulher em seu parceiro também me soa um tanto quanto sexista. E por um acaso atrás de um grande homem, há sempre uma grande mulher? O tempo e a história já provaram que essa afirmação não é verdadeira. Não deveria ser obrigatória para o sexo oposto também.
Ufa! Ainda iria longe nessa discussão. Mas em resumo: ela está certa? Sim e não. Acho que ainda temos muito o que mudar em muitos aspectos do mercado de trabalho pra que ele fique mais humano, não só com as mães, mas com todo mundo. Mas acredito que isso vai acontecer aos poucos (a não ser que a economia mundial realmente entre em colapso e não tenhamos mais empregos para ninguém). E acredito também que as mulheres de hoje já não querem mais ter tudo ao mesmo tempo: estão aprendendo cada vez mais a dosar o que é mais importante em cada época da vida e dar menos importância para a carreira. Isto é, para a nossa classe de profissionais mimados e ambiciosos, que valorizam a posição intelectual e o sucesso.




