Bom, todo mundo sabe que cada caso é um caso.
Às vezes a criança tá só com uma gripezinha boba, dessas que ela já teve 15 iguais e passou rapidinho, e aí você acha que não precisa desmarcar a viagem que já está marcada há 2 meses por causa disso. Ainda mais se você levou o bebê à pediatra 1 dia antes de viajar, como eu levei. E tava tudo bem.
Mas no caso que foi o meu caso, a tal gripezinha não passou. Piorou. E aí, papai e mamãe em Fortaleza, num hotel à beira da praia, quase piraram de preocupação com o filho mega-ultra-super-power gripado. E com febre. E com uma tosse horrenda. E dificuldade de respirar. Socorro!
Antes de começar a me xingar, veja bem: existe muita coisa entre o medo de ser negligente e não querer perder as férias.
O negócio é que criança engana a gente. O Luisinho, sempre animadasso, engana muito. Começa uma febrinha, uma tossezinha boba, e aí você dá um remédinho e a febre passa e ele volta a correr e pular como sempre. No nosso caso, também estava se alimentando bem, o que é indício de que não estava tão mal assim. Durante uma febre, a criança fica molinha, caidinha mesmo. O negócio é sempre obervar o comportamento geral dele, aconselha nossa pediatra. Se alimenta bem? Brinca? Bebe líquidos e faz bastante xixi? Número 2 também está normal? Check!
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Mas depois de 2 noites muito mal dormidas, com bebê acordando chorando o tempo todo, e febre intermitente, resolvemos ir a um hospital pra tentar fazer uma chapa do pulmão, só por desencargo de consciência. Vai que a gripzinha vira pneumonia?
É aí que vem o problema de estar longe de casa. Pegamos um taxi e fomos a um hospital particular que nos indicaram como referência em atendimento infantil, o Luís França. E bom, para ser bem educada, preciso dizer que não não era amor, era cilada. A pediatra que nos atendeu era esquisitaça. Muito velha (isso tudo bem, claro) e extremamente mal humorada (isso bem ruim). Examinou o bebê rapidamente e disse que era pneumonia com certeza e que o pulmão estava bem comprometido. Indicou internação, pelo menos 6 dias. (e nós só tinhamos mais 3 de férias antes de voltar para São Paulo). Tomamos um susto. Questionamos: vamos fazer um exame? Raio-x? Hemograma? Medir a saturação? Olha só como ele tá animadinho, brincando. E aí a médica responde que não tem radiologista lá para dar o laudo e nem adianta tirar radiografia porque ela não ia saber analisar. (O_O)
Insistimos no raio-x. Ela deu o pedido médico, fizemos lá mesmo, e aí ao inves de voltar ao consultório, saimos ligando no meio da noite para todos os nossos amigos com família em Fortaleza pra ver se alguém indicava um hospital melhor. Conseguimos a indicação e fugimos daquele. Fomos para o Antônio Prudente, que de fato achamos bem melhor. Ainda não era um chuchu, mas já tinha mais estrutura e a pediatra que nos atendeu era bem legal. Pediu vários exames, olhou o raio-x e constatou enfim que não tinha bactéria nenhuma, não era pneumonia. Ah-rá! Fez umas inalações, deu um corticóide na veia (tadinhos de nós, é tanto sofrimento achar veia de bebê. Quase bati na enfermeira, coitada (quase mereceu mesmo)). E aí… ele melhorou. Plim! Mágica! Dormiu a noite quase toda e no dia seguinte acordou sem febre. Era só uma virose, enfim.
No fim, superamos o susto e ainda conseguimos pegar um pouquinho de praia e piscina com o pequeno. As férias não foram totalmente frustradas. Mas tomamos um susto que ninguém merece e, bom, depois disso, aconselho mesmo quem tem filho menor de 3 anos a pensar duas vezes antes de viajar com o cidadãozinho doente. Principalmente se você vai para algum lugar que não conhece direito, ou, pior, para uma cidade pequena (acampar então… sai fora!). Mesmo que seja só uma gripezinha. Nessa fase, as crianças tem o sistema imunológico mais fraquinho, então você nunca sabe o que vai acontecer…
E nesse clima feliz e animado, fica aqui a pergunta: e aí, já planejou as férias de fim de ano? hehe…










