14 de novembro de 2012

Viajar com bebê doente… pode?

Diagnóstico: muito sol e uma boia de avião.

Bom, todo mundo sabe que cada caso é um caso.

Às vezes a criança tá só com uma gripezinha boba, dessas que ela já teve 15 iguais e passou rapidinho, e aí você acha que não precisa desmarcar a viagem que já está marcada há 2 meses por causa disso. Ainda mais se você levou o bebê à pediatra 1 dia antes de viajar, como eu levei. E tava tudo bem.

Mas no caso que foi o meu caso, a tal gripezinha não passou. Piorou. E aí, papai e mamãe em Fortaleza, num hotel à beira da praia, quase piraram de preocupação com o filho mega-ultra-super-power gripado. E com febre. E com uma tosse horrenda. E dificuldade de respirar. Socorro!

Antes de começar a me xingar, veja bem: existe muita coisa entre o medo de ser negligente e não querer perder as férias.

O negócio é que criança engana a gente. O Luisinho, sempre animadasso, engana muito. Começa uma febrinha, uma tossezinha boba, e aí você dá um remédinho e a febre passa e ele volta a correr e pular como sempre. No nosso caso, também estava se alimentando bem, o que é indício de que não estava tão mal assim. Durante uma febre, a criança fica molinha, caidinha mesmo. O negócio é sempre obervar o comportamento geral dele, aconselha nossa pediatra. Se alimenta bem? Brinca? Bebe líquidos e faz bastante xixi? Número 2 também está normal? Check!

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Mas depois de 2 noites muito mal dormidas, com bebê acordando chorando o tempo todo, e febre intermitente, resolvemos ir a um hospital pra tentar fazer uma chapa do pulmão, só por desencargo de consciência. Vai que a gripzinha vira pneumonia?

É aí que vem o problema de estar longe de casa. Pegamos um taxi e fomos a um hospital particular que nos indicaram como referência em atendimento infantil, o Luís França. E bom, para ser bem educada, preciso dizer que não não era amor, era cilada. A pediatra que nos atendeu era esquisitaça. Muito velha (isso tudo bem, claro) e extremamente mal humorada (isso bem ruim). Examinou o bebê rapidamente e disse que era pneumonia com certeza e que o pulmão estava bem comprometido. Indicou internação, pelo menos 6 dias. (e nós só tinhamos mais 3 de férias antes de voltar para São Paulo). Tomamos um susto. Questionamos: vamos fazer um exame? Raio-x? Hemograma? Medir a saturação? Olha só como ele tá animadinho, brincando. E aí a médica responde que não tem radiologista lá para dar o laudo e nem adianta tirar radiografia porque ela não ia saber analisar. (O_O)

Insistimos no raio-x. Ela deu o pedido médico, fizemos lá mesmo, e aí ao inves de voltar ao consultório, saimos ligando no meio da noite para todos os nossos amigos com família em Fortaleza pra ver se alguém indicava um hospital melhor. Conseguimos a indicação e fugimos daquele. Fomos para o Antônio Prudente, que de fato achamos bem melhor. Ainda não era um chuchu, mas já tinha mais estrutura e a pediatra que nos atendeu era bem legal. Pediu vários exames, olhou o raio-x e constatou enfim que não tinha bactéria nenhuma, não era pneumonia. Ah-rá! Fez umas inalações, deu um corticóide na veia (tadinhos de nós, é tanto sofrimento achar veia de bebê. Quase bati na enfermeira, coitada (quase mereceu mesmo)). E aí… ele melhorou. Plim! Mágica! Dormiu a noite quase toda e no dia seguinte acordou sem febre. Era só uma virose, enfim.

No fim, superamos o susto e ainda conseguimos pegar um pouquinho de praia e piscina com o pequeno. As férias não foram totalmente frustradas. Mas tomamos um susto que ninguém merece e, bom, depois disso, aconselho mesmo quem tem filho menor de 3 anos a pensar duas vezes antes de viajar com o cidadãozinho doente. Principalmente se você vai para algum lugar que não conhece direito, ou, pior, para uma cidade pequena (acampar então… sai fora!). Mesmo que seja só uma gripezinha. Nessa fase, as crianças tem o sistema imunológico mais fraquinho, então você nunca sabe o que vai acontecer…

E nesse clima feliz e animado, fica aqui a pergunta: e aí, já planejou as férias de fim de ano? hehe…

11 de fevereiro de 2011

Luisinho e o Planalto Central

Finalmente na semana passada o meu filhote conheceu o quadradinho de onde vem a mãe dele (= eu). Foi uma viagem de apenas 1 semana, mas foram dias intensos de muitas visitas, passeios e bebê conforto pulando de carro em carro.

Não deu tempo de apresentar pro Luisinho todos os lugares e as pessoas queridas que ele deveria conhecer.  Mas foi tempo o suficiente para ficar morrendo de vontade de voltar praquela Brasila eterna. Nunca tinha reparado tanto antes (pq será?), mas a terrinha é um lugar danado de bom pra criar filhos. As calçadas são planas, toda quadra tem um parquinho decente e de fácil acesso, faz um friozinho gostoso de manhã e a grama fica com um cheirinho de molhado delícia. E quando os filhotinhos ficam maiores, os carros ainda param na faixa de pedestres pra eles atravessarem.

Ué... aqui não tem ladeira não?

Por isso, foi uma semana de relativo descanso para os meus bracinhos carregadores de bebê. De volta a São Paulo, Luisinho aposenta um pouco o carrinho e volta aos slings. Ainda bem que eu tenho vários legais, pra andar com o bebê bem grudadinho em mim (como o wrap que a Catinha me mandou da Dinamarca). Afinal, eu vivo reclamando: andar com carrinho aqui no meu bairro é quase a mesma coisa que fazer o Rali dos Sertões a pé carregando uma bomba-relógio.

Ai, ai, São Paulo…

Mais fotos de Brasília aqui no Flickr

13 de janeiro de 2011

Luisinho brazilian tour

Que bom que os bebês são portáteis, né?

Foram férias bem agitadas pra uma pessoinha de 3 meses. Logo 4 vôos de avião, umas 6 horas de carro e 3 Estados visitados, com bônus de paradinha rápida no aeroporto de Brasília pra dar um beijinho na vovó. Luisinho conheceu Belém do Pará, Florianópolis, Bombinhas, Blumenau e Jaraguá do Sul em Santa Catarina e Curitiba, no Paraná.

E nessas férias a mamãe aqui aprendeu que fraldário é uma coisa bem restrita aos shoppings e aos nossos sonhos. Além de uma troca de fralda em pleno céu (imagine a ginástica no banheirinho do avião), também nos aventuramos em pias de banheiro e bancos de carro.

Já o papai deu uma aula de criatividade pra colocar o Luisinho em praticamente QUALQUER lugar. Afinal, mesinha de avião e banco vago do passageiro ao lado tão aí pra isso mesmo. Veja abaixo esses exemplos bem práticos:

Mais fotos da viagem aqui no Flickr!

23 de dezembro de 2010

É tempo de festa

Foi um ano muito doido. Muita coisa boa aconteceu, algumas bem ruins também. E no meio de tantos acontecimentos, acho que foi o melhor ano da minha vida.

O ano em que eu e Leandro nos casamos. O ano em que ficamos grávidos. O ano em que compramos nosso apartamento. O ano em que nosso grande amigo Doug morreu. O ano em que nosso primeiro filho, o Luisinho, nasceu. Foi um ano bem louco.

E terminamos esse ano em Belém, rodeados de carinho da família querida. Luisinho pegou um avião pela primeira vez na vida (primeira de muitas, prevejo) pra vir conhecer a bisavó Elna nesse Natal.

Mas a bisa, que já estava doente com câncer, ficou mais fraquinha e ainda não conseguiu abrir os olhos pra ver o Luisinho. Na verdade nós não sabemos mais se ela vai abrir. Então a mãe (eu) pegou essa fotinho dele aí em cima e colou na parede logo em frente à cama onde ela está. Vai que ela abre os olhos. A primeira coisa que ela vai ver vai ser essa carinha dele. Dizem que no Natal às vezes essas coisas acontecem.

Feliz Natal e feliz ano novo pra vocês!